<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483</id><updated>2012-02-16T16:34:17.469Z</updated><title type='text'>PSICOLOGIA PARA TODOS</title><subtitle type='html'>Blog que ajuda a compreender a mente e os comportamentos humanos. 
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«Ilumina» o teu próprio caminho ou o modo como fazes as coisas...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-4903232188103818140</id><published>2010-04-06T15:49:00.004+01:00</published><updated>2011-10-30T10:27:35.348Z</updated><title type='text'>LIVROS DISPONÍVEIS **</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quase todos os livros mencionados nos&lt;em&gt; posts&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;blog &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://psicologiaparaque.wordpress.com/"&gt;&lt;strong&gt;psicologiaparaque.wordpress.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; e até nos anteriores, têm uma tiragem limitada e podem não estar à venda nas livrarias.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para os adquirir contra reembolso através dos serviços dos CTT, sem pagamento de portes, basta encomendá-los através dum &lt;em&gt;e-mail &lt;/em&gt;para &lt;a href="mailto:mariodenoronha@gmail.com"&gt;mariodenoronha@gmail.com&lt;/a&gt; escolhendo os que se apresentam a seguir neste &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; e, eventualmente num outro, se todos não couberem neste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quaisquer outras informações é favor contactar: &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Centro de Psicologia Clínica&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:mariodenoronha@gmail.com"&gt;mariodenoronha@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;livroseterapia.wordpress.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tHpvO-tpI/AAAAAAAAAI8/rzvsklzBa5g/s1600/Saude.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tHpvO-tpI/AAAAAAAAAI8/rzvsklzBa5g/s320/Saude.jpg" width="221" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;SAÚDE MENTAL sem psicopatologia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Abordagem das perturbações mentais em linguagem corrente e simples, fácil de entender. Versa a parte histórica desde a origem da humanidade, as metodologias utilizadas para o seu estudo, as classificações, a sintomatologia, as possíveis intervenções terapêuticas e a profilaxia que pode ser efectuada para evitar situações que se vão agravando com a complexidade da vida citadina. Prevenir é muito mais proveitoso do que remediar. Como nunca é tarde para aprender e só uma aprendizagem activa pode ajudar a evitar os males que já nos afligem, este livro ajuda a ter uma visão de conjunto com a possibilidade de se poder adoptar as medidas de correcção necessárias.&lt;br /&gt;Calçada das Letras, 200 pp.,14x21 [cm], 2008 &lt;br /&gt;ISBN: &lt;strong&gt;978-989-95728-0-5&lt;/strong&gt; / € 15,00&lt;br /&gt;*********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tIjy8GKnI/AAAAAAAAAJE/_U9hMAVuC7E/s1600/Acredita.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tIjy8GKnI/AAAAAAAAAJE/_U9hMAVuC7E/s320/Acredita.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;(Desequilíbrio Psicológico? A auto-terapia possível)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antunes, técnico de finanças e economia, devido ao seu trabalho atu-rado e ininterrupto, não conseguia dar a atenção necessária à sua família. Em virtude da sua vida profissional, a sua única filha começou a ter insucesso escolar, a mulher dificuldades emocionais e ele entrou em depressão. A conselho de um psicólogo seu amigo em quem confiava muito, conseguiu dar apoio psicopedagógico à filha, fazendo com que vários outros problemas surgidos na família, causados por este insucesso aparente, fossem resolvidos. Isso ajudou-o a realizar uma psicoterapia por si próprio, o que melhorou a interacção familiar e todo o ambiente sócio-escolar da criança.&lt;br /&gt;Centro de Psicologia Clínica,148 pp., 2ª ed., 14x21 [cm], 2010 &lt;br /&gt;ISBN: &lt;strong&gt;978-972-707-725- 029-5&lt;/strong&gt; / € 13,00&lt;br /&gt;****************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tI5eTFiEI/AAAAAAAAAJM/y1JECYxq55Q/s1600/Consegui.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tI5eTFiEI/AAAAAAAAAJM/y1JECYxq55Q/s320/Consegui.jpg" width="221" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;EU TAMBÉM CONSEGUI!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Cidália, técnica de Comunicação Social começou a «alcoolizar-se» e quase a «prostituir-se» por sofrer de perturbações depressivas, devido à «vida sócio-afectiva» irregular dos seus pais. Foi medicada com anti-depressivos durante alguns anos, até que começou a sentir-se inutilizada para a sua actividade académica e profissional. O Antunes, amigo dos avós, contou-lhe a sua história e, a Cidália, com uma ligeira ajuda do psicólogo, conseguiu seguir-lhe o exemplo e não só reduziu os seus males, como resolveu enveredar por um caminho desejável para os seus futuros filhos. Mudando completamente a sua vida de depressão para o sucesso e bem-estar físico e mental, resol-veu «estudar» melhor os «efeitos» dos medicamentos psiquiátricos e deixar algumas pistas para os que queiram seguir-lhe o exemplo.&lt;br /&gt;Centro de Psicologia Clínica, 180 pp., 14x21 [cm], 2010, &lt;br /&gt;ISBN: &lt;strong&gt;978-972-725-028-8&lt;/strong&gt; / € 15,00&lt;br /&gt;*************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tJI18zpcI/AAAAAAAAAJU/jUSjhJUmimM/s1600/Joana2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tJI18zpcI/AAAAAAAAAJU/jUSjhJUmimM/s320/Joana2.jpg" width="227" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;JOANA a traquina ou simplesmente criança?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A história da &lt;strong&gt;JOANA &lt;/strong&gt;iniciada em 1990 no livro COMO COMPREEN-DER AS CRIANÇAS, continuada com ADOLESCÊNCIA - Idade Crítica?, PREPARAÇÃO PARA A MATERNIDADE e COMO EDUCAR AS CRIANÇAS, está reunida em livro único que aborda todas as idades até a adolescência. As informações e conselhos dados hipoteticamente só à mãe da Joana, são o resultado das consultas que, neste caso, servem para que os pais ajudem os filhos a ser mais responsáveis e a crescer de forma saudável. Quanto mais cedo se iniciar esta tarefa profiláctica de «educar bem» uma criança, de maior bem-estar e sossego podem usufruir os pais, porque ficam mais ou menos com a certeza de que os filhos não enveredarão pelos caminhos desagradáveis da «droga», delinquência e gravidez prematura. O equilíbrio indispensável duma família serve de profilaxia numa sociedade em que existem desvios e perturbações e na qual os pais se afligem cada vez mais com o futuro dos filhos. A Joana era uma criança irrequieta, birrenta e maçadora. Utilizaram-se com ela as técnicas de modificação do comportamento. Esta família, em vias de ficar «des-unida» por divergências na educação da filha, uniu-se novamente. Como resultado, nasceu outra nova criança que, ao longo da sua educação, foi ajudada pela Joana através das técnicas de modificação do comportamento com ela ensaiadas.&lt;br /&gt;Centro de Psicologia Clínica, 316pp., 14x21 [cm], 2010, &lt;br /&gt;ISBN 978-972-707-725- 030-1 / € 21,00&lt;br /&gt;************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tJfHMu9eI/AAAAAAAAAJc/B-0W_-GTPW0/s1600/depr2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tJfHMu9eI/AAAAAAAAAJc/B-0W_-GTPW0/s320/depr2.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;DEPRESSÃO? NÃO Obrigado!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isilda tentou o suicídio por causa de uma desilusão amorosa e da necessidade de se «desenvencilhar» do «controlo» que a mãe exercia nela. Com a ajuda que teve do psicoterapeuta depois de insucesso no suicídio, aprendeu a dar mais valor a si própria e às suas ambi-ções. Em vez de se sentir «deprimida» e tomar «comprimidos» para a redução da depressão, enveredou por um caminho que lhe proporcionou outras benesses, incluindo um namorado novo e uma desvin-culação total da tutela da mãe. &lt;br /&gt;Depois de ler o «caso» da Isilda, uma nova paciente que fora diag-nosticada e medicada como «depressiva», tentou seguir-lhe as pisadas e, não tendo outra opção, tentou com sucesso efectuar uma psi-coterapia por si própria. A 3ª edição actualizada deste livro vai ter o título &lt;strong&gt;COMBATA A DEPRESSÃO POR SI PRÓPRIO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hugin, 2ª ed, 96 pp.,15,3x22,3 [cm], 1998&lt;br /&gt;ISBN &lt;strong&gt;972-8310-64-1&lt;/strong&gt; / € 10,50&lt;br /&gt;*********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tJnc5EyjI/AAAAAAAAAJk/mbQadPoXZmo/s1600/educ2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tJnc5EyjI/AAAAAAAAAJk/mbQadPoXZmo/s320/educ2.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;COMO «EDUCAR» HOJE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Educar convenientemente uma criança, desde os mais verdes anos, ajudando-a a estruturar a sua personalidade de modo a ultrapassar construtiva e saudavelmente as frustrações, é meio caminho andado para o sucesso na vida.&lt;br /&gt;Com a Cristina acontecia o contrário. Apesar de ter um curso superior e de exercer um bom cargo de chefia, não só não conseguia tirar proveito das suas capacidades, como se sentia quase excluída do meio sócio profissional envolvente. A sua «educação», «socialização» ou «formação da personalidade eram as principais causas desta situação. Apesar de dizer que não necessitava de ajuda psicológica, uma psicoterapia «disfarçada de conversa» e alguns exercícios ajudaram-na a ter uma vida completamente diferente.&lt;br /&gt;A 2ª edição deste livro, da editora Plátano, tem o título SUCESSO NA VIDA! Por Que Não? &lt;br /&gt;Hugin, 100 pp.,15,3x22,3 [cm], 1998,&lt;br /&gt;ISBN &lt;strong&gt;972-8310-90-0&lt;/strong&gt; / € 10,50&lt;br /&gt;******************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTE POST FOI TRANSFERIDO PARA o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;blog&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;psicologiaparaque.wordpress.com&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-4903232188103818140?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/4903232188103818140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=4903232188103818140' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/4903232188103818140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/4903232188103818140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2010/04/livros-disponiveis.html' title='LIVROS DISPONÍVEIS **'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/S7tHpvO-tpI/AAAAAAAAAI8/rzvsklzBa5g/s72-c/Saude.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-3567687740422305464</id><published>2009-11-17T01:42:00.002Z</published><updated>2010-04-06T00:53:14.334+01:00</updated><title type='text'>AGRADECIMENTOS E INFORMAÇÃO</title><content type='html'>Agradecemos toda a colaboração que nos foi dada desde o início do &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, em fins de 2006, com a designação &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;a href="http://psyforall.blog.com/"&gt;psyforall.blog.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e continuada com a designação &lt;strong&gt;psicologiaparaque.blogspot.&lt;span style="color: black;"&gt;com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; para se transformar agora em &lt;strong&gt;&lt;a href="http://psicologiaparaque.wordpress.com/"&gt;psicologiaparaque.wordpress.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos e agradecemos a continuação das vossas visitas e comentários para que este &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; se mantenha sempre actual e possa servir para difundir os conhecimentos de Psicologia para o bem-estar comum de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve. Visitem-me&amp;nbsp;em &lt;a href="http://psicologiaparaque.wordpress.com/"&gt;http://psicologiaparaque.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mário de Noronha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-3567687740422305464?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/3567687740422305464/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=3567687740422305464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3567687740422305464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3567687740422305464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/11/agradecimentos-e-informacao.html' title='AGRADECIMENTOS E INFORMAÇÃO'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-3893430157868257817</id><published>2009-11-16T22:54:00.000Z</published><updated>2011-10-31T00:05:46.271Z</updated><title type='text'>UM BÁLSAMO PARA O DESESPERO? **</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SwHXzBchV2I/AAAAAAAAAI0/ZiaggHKton4/s1600/sucvida.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SwHXzBchV2I/AAAAAAAAAI0/ZiaggHKton4/s320/sucvida.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Vi o &lt;strong&gt;comentário&lt;/strong&gt; de um &lt;strong&gt;anónimo &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;?) no post &lt;strong&gt;Ser Perseverante&lt;/strong&gt;, de 21 JUN 2009, o qual vai ser transcrito a seguir para que todos compreendam a resposta que vou dar para ajudar minimamente uma pessoa em natural desespero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;em&gt;“Este post e os comentários de Fernando Magalhães e Inácia de Jesus fizeram-me pensar em perguntar se poderei fazer algo por mim própria para não me sentir tão desesperada como agora.&lt;br /&gt;Há anos, por pressões do meu patrão, ajudei-o a fazer uma falcatrua assinando um documento comprometedor. &lt;br /&gt;Ele ganhou milhares de contos e deu-me dois para me adoçar a boca.&lt;br /&gt;Quando o escândalo rebentou inesperadamente, ele safou-se descartando-se de mim e agora, com 50 anos, estou nas mãos de justiça por causa da minha maldita assinatura&lt;br /&gt;Sem dinheiro, sem emprego, sem apoio e sem posses para qualquer aconselhamento, poderei fazer qualquer coisa por mim própria para aliviar o meu sofrimento enquanto aguardo a lenta marcha da justiça?&lt;br /&gt;Vou continuando a visitar o seu blog porque espero que me responda com brevidade.&lt;br /&gt;Não me posso identificar por questões de segurança. Deve compreender.&lt;br /&gt;Obrigada.”&lt;br /&gt;16 de Novembro de 2009 16:37&lt;/em&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela maneira como a senhora fez o comentário, parece-me que, depois de se descobrir a falcatrua, o seu patrão tentou safar-se alijando em si todas as culpas.&lt;br /&gt;Por acaso, não foi a sua secretária de maior confiança?&lt;br /&gt;Além disso, parece-me que a senhora não quer ilibar-se de toda a culpa. Por isso, está em &lt;strong&gt;conflito consigo própria&lt;/strong&gt;, além de excepcionalmente desiludida com o seu antigo patrão. &lt;br /&gt;Se assim é, muito vai ter de lutar consigo própria para «carregar» a culpa sozinha.&lt;br /&gt;Comportamentos de patrões como o seu, são usuais na nossa sociedade chamada &lt;strong&gt;«civilizada», &lt;/strong&gt;mas muito &lt;strong&gt;«gananciosa».&lt;/strong&gt; Com eles, é necessário guardar «trunfos na manga» que a senhora não parece ter. Para isso, teria&amp;nbsp;de usar vestidos de manga comprida. Se calhar os seus vestidos eram de manga curta e confiou demais no seu antigo patrão.&lt;br /&gt;Agora, apenas para aliviar a situação aflitiva em que diz que se encontra, peço que, antes de tudo, leia o meu post &lt;strong&gt;AUTOTERAPIA&lt;/strong&gt;, de 24 de Fevereiro de 2009 e pratique o relaxamento que está nele descrito. &lt;br /&gt;Entretanto, como já viu o &lt;strong&gt;SER PERSEVERANTE&lt;/strong&gt;, vá consultando outros posts tais como:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROFILAXIA E PSICOTARAPIA NA DEPRESSÃO&lt;/strong&gt;, de 6 de Junho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;STRESS&lt;/strong&gt;, de 11 de Setembro de 2008.&lt;br /&gt;Com estas leituras ou quaisquer outras que consiga fazer, assim como praticando a&lt;strong&gt; relaxamento&lt;/strong&gt;, deve ter a possibilidade de experimentar «uma viagem ao seu passado» evocando muitos factos que a levaram a ficar presa a um compromisso de falcatrua. &lt;br /&gt;Pense bem, &lt;strong&gt;vasculhe na memória&lt;/strong&gt; todos os pormenores dos quais se puder lembrar. Podem ser importantes para as declarações ou esclarecimentos que prestar a quem estiver a averiguar os factos da falcatrua. Pode lembrar-se, sem querer, de algum pormenor insignificante mas que possa contribuir para que algo de diferente aconteça nas averiguações que julgo estarem em curso. Pode até corrigir alguns dados que não tenham sido devidamente esclarecidos. Depende muito da sua entrada em relaxamento e da «disponibilidade mental» com que recordar tudo aquilo que se passou e o modo como aconteceu. &lt;br /&gt;Em alguns casos pode ajudar, mas o mais importante, é a senhora conseguir compreender a situação total e, sem tentativas de justificação para se sentir com razão, compreender que nas circunstâncias do momento seria difícil ter outras alternativas. Todos vamos ter de viver com o nosso passado, mas conseguiremos levar uma vida menos angustiada se compreendermos os factos e, depois de analisados, os aceitarmos com racionalidade.&lt;br /&gt;Boa sorte e menos angústia. Da minha parte, não posso ajudar mais a reduzir o seu desconforto sem conhecer outros elementos importantes da sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-3893430157868257817?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/3893430157868257817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=3893430157868257817' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3893430157868257817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3893430157868257817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/11/um-balsamo-para-o-desespero.html' title='UM BÁLSAMO PARA O DESESPERO? **'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SwHXzBchV2I/AAAAAAAAAI0/ZiaggHKton4/s72-c/sucvida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-3329392628933016414</id><published>2009-11-08T00:08:00.001Z</published><updated>2011-11-02T00:51:55.193Z</updated><title type='text'>ATITUDES E ATRIBUIÇÕES **</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SvTGvvwcvWI/AAAAAAAAAIU/KXaT918DovQ/s1600-h/homem2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SvTGvvwcvWI/AAAAAAAAAIU/KXaT918DovQ/s320/homem2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Quando entrei no meu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, vi dois comentários necessitando de aprovação, a qual foi dada imediatamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Porém, o comentário feito por um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Anónimo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; na tarde de 4 de Novembro de 2009, no meu post &lt;strong&gt;ATRIBUIÇÕES ERRADAS&lt;/strong&gt;, de 9 AGO 2009, dizia o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Ouvi dizer que o senhor é o único professor no ISMAT que não fornece aos alunos, nem por «e-mail», a cópia dos «powerpoint» que apresenta nas aulas e que servem de suporte para as suas aulas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Porquê? Qual o inconveniente de aceder ao pedido deles?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Faço esta pergunta num «comentário» porque também me disseram que era a sua preferência em relação ao e-mail.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pode-me dar uma explicação?”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora pudesse responder ao comentário com um outro, preferi fazê-lo, com alguma demora através de um &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; porque o assunto diz respeito à minha boa ou má colaboração na docência que tenho vindo a exercer há cerca de dez anos, no ISMAT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este motivo, resolvi conversar com um amigo meu, antigo colega da Faculdade, professor universitário agora em descanso, com mais 20 anos de serviço do que eu, para que me desse alguns conselhos sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lhe apresentei o &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;e o respectivo comentário, expus o modo como dou as aulas, mas ele resolveu manter comigo um diálogo que esclarecesse melhor aquilo que eu lhe estava a contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-- Tu não apresentas aos alunos o programa da disciplina?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Com certeza. Faço-o logo na primeira aula e também lhes digo o modo como vou fazer a avaliação de conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;E a bibliografia?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Discrimino-a completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Há livros para eles poderem estudar?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Como os essenciais são compilações que fui fazendo ao longo do tempo e estão publicadas, deixei na biblioteca pelo menos uma cópia de cada livrinho. Além disso, recomendo-lhes outros manuais que são por mim indicados na bibliografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Eles podem adquirir os livros que desejam se não quiserem sujeitar-se às vicissitudes da biblioteca?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Até eu lhes levo, de Lisboa, alguns livros, comprando-os a um «preço de autor».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;E o que são os tais «&lt;/em&gt;powerpoint&lt;em&gt;»?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- São «apontamentos» resumidos que faço para mim, como ajuda para me orientar na aula, expor melhor a matéria e não me esquecer de coisa alguma. São como os antigos acetatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Tudo o que dizes está nos livros?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Absolutamente tudo, menos a «conversa» particular de cada aula e um ou outro exemplo elucidativo do qual me possa lembrar e que também não está nos tais «&lt;em&gt;powerpoint&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Se lhes desses os «&lt;/em&gt;powerpoint&lt;em&gt;» eles seriam capazes de responder às perguntas do exame?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Provavelmente não, porque às vezes, se eu não os reler antes das aulas, os mesmos podem não me dizer coisa alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Será que eles querem que lhes leves a comida à boca?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Não sei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Ainda te lembras dos tempos (1958) em que havia «sebentas» que tínhamos de decorar «&lt;/em&gt;ipsis verbis&lt;em&gt;» para quase citar o número da página nas respostas dos exames? Isso não nos dava a possibilidade de pensar por nós ou contestar qualquer coisa que não achássemos correcta, deixando-nos na completa dependência do Professor Sabe-Tudo (e ninguém sabe mais do que ele). Eram os nossos tempos, mas fomos evoluindo aos poucos com o contacto mantido com os que se formaram no estrangeiro. Ainda bem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Já no meu tempo de formatura (1975) as coisas estavam mudadas e nós tínhamos de ir às fontes buscar informação por iniciativa própria, geralmente em língua inglesa ou francesa, sem ficarmos na dependência do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-- Acho que fazes muito bem, porque a entrega dos «&lt;/em&gt;powerpoint&lt;em&gt;» pode deixá-los na tua dependência muito mais do que as sebentas que tinhamos de&amp;nbsp;decorar. Agora, os teus livros devem ajudar muito se lhes deres a oportunidade de consultar o que desejam.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Essa liberdade é total. Os livros são apenas para lhes &lt;strong&gt;facilitar a vida&lt;/strong&gt; e também para lhes dizer que, no exame, não vou fazer quaisquer perguntas fora dos mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Já estás a facilitar muito.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Quase que te garanto que se não lerem os livros recomendados, ou outros equivalentes e não tomarem notas nas aulas, de pouco lhes servirão os «&lt;em&gt;powerpoint&lt;/em&gt;» que desejam. Talvez os outros professores preparem os «&lt;em&gt;powerpoint&lt;/em&gt;» como se preparam os discursos. Os meus só servem para mim quando os releio e recordo a matéria antes de dar as aulas. E já que falas na comida, os meus não são comida para levar à boca mas sim algum alimento que deve ser utilizado com uma sonda que vá ter directamente ao estômago. Se os alunos não lerem mais nada, vão ficar à fome porque o alimento está nos livros e nos apontamentos que eles tirarem dos livros&amp;nbsp;ou&amp;nbsp;das&amp;nbsp;aulas. Se não se habituarem a consultar os livros ou a assistir a todas as aulas, podem ter a sorte de acertar em algumas respostas, sem saberem coisa alguma da matéria. E depois, qual a quantidade de ciência que apreendem? O que vão fazer no futuro? Como se governarão na vida prática? Julgo que não haverá muitos que tenham &lt;strong&gt;papás &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;padrinhos &lt;/strong&gt;que lhes «arranjem» um bom lugar com o diploma que obtiverem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Já agora, para que serve e de que trata o teu blog?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Destina-se a dar respostas a muitas pessoas que me põem problemas (tipo&amp;nbsp;consultas) e até para poder explicar melhor aquilo que os alunos desejarem, se me quiserem fazer perguntas extra aulas. Já lhes disse que &lt;strong&gt;podem dispor do meu tempo,&lt;/strong&gt; pelo menos uma ou duas horas antes das aulas, sempre que tiver disponibilidade para isso..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;E eles fazem-te perguntas nesse tempo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Quase nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-- E já lhes falaste no blog?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Já. Até está mencionado na bibliografia que lhes dei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Então, eu também vou consultar hoje o teu blog e ver os «powerpoint» e amanhã continuamos a conversa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; *****************************************&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Já li o teu blog e vi os tais «&lt;/em&gt;powerpoint&lt;em&gt;» mas também gostava de saber se os alunos estão satisfeitos com as tuas aulas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Há dez anos, quando comecei a dar aulas no ISMAT, pedi à administração que solicitasse dos alunos uma avaliação anónima (secreta) acerca da eficácia das minhas aulas, porque não gostaria de as dar se eles não gostassem das mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-- E qual foi o resultado?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-- Informaram-me que a maioria dos alunos gostava, avaliando-as acima do «normal». Suponho que fazem isso todos os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Se a maioria deles até gosta das tuas aulas, coloca-te numa &lt;strong&gt;atitude&lt;/strong&gt; defensiva e podes fazer a &lt;strong&gt;atribuição&lt;/strong&gt; de que alguns até vão querer que sejas tu a responder às perguntas de avaliação que fizeres nos exames. Se quiseres ter a certeza disso, faz-lhes uma &lt;strong&gt;pergunta de verificação&lt;/strong&gt; na próxima aula: “&lt;strong&gt;Quantos já consultaram o blog?”&lt;/strong&gt; Se forem menos de 50%, podes estar certo de que com ou sem&lt;/em&gt; e-mail &lt;em&gt;ou «&lt;/em&gt;powerpoint&lt;em&gt;» vão ficar na mesma. Vão querer tirar o curso com o menor esforço possível, sem a preocupação de saber a matéria. Mas, garanto-te que nem um quarto dos alunos consultou o blog onde poderiam ter aprendido muito mais do que nos teus «&lt;/em&gt;powerpoint&lt;em&gt;», que também vi ontem à noite.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************************&lt;br /&gt;Depois desta explicação e dos conselhos que me foram dados pelo meu amigo, vou ver se na próxima aula faço a &lt;strong&gt;pergunta de verificação&lt;/strong&gt; para me elucidar melhor. Ao meu amigo, agradeço sinceramente a conversa que me ajudou a perceber que estou com razão. Fornecer os «&lt;em&gt;powerpoint&lt;/em&gt;» só pode prejudicar os alunos que conseguirão apreender melhor a matéria se estiverem com atenção nas aulas e tomarem apontamentos do que lhes interessar, ou lerem cuidadosamente os livros. Não desejo que o ensino se degrade. Pelo contrário, quero promover a sua melhoria e a boa qualidade&amp;nbsp;na medida do que me for possível. «Bolonha» também exige isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-3329392628933016414?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/3329392628933016414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=3329392628933016414' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3329392628933016414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3329392628933016414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/11/atitudes-e-atribuicoes.html' title='ATITUDES E ATRIBUIÇÕES **'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SvTGvvwcvWI/AAAAAAAAAIU/KXaT918DovQ/s72-c/homem2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-7690239747205572169</id><published>2009-10-20T19:41:00.001+01:00</published><updated>2011-10-31T00:10:47.121Z</updated><title type='text'>AUSÊNCIA DAS MÃES EM CASA E OBESIDADE **</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/St4BmX_hyhI/AAAAAAAAAIE/E7MPbecPis4/s1600-h/Saude2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/St4BmX_hyhI/AAAAAAAAAIE/E7MPbecPis4/s320/Saude2.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um comentário ao meu post &lt;strong&gt;Autismo Entre Nós&lt;/strong&gt;, de 31 Agosto 2009, feito por um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;anónimo,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; no dia 15 de Outubro corrente, diz o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Ouviu dizer que um estudo inglês descobriu que a obesidade está &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;correlacionada com&amp;nbsp;a&amp;nbsp;ausência das mães em casa por causa &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;do&amp;nbsp;emprego?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Qual a sua opinião?”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha resposta, sem conhecer esse estudo, mas vendo a reportagem apresentada na televisão, é muito simples e baseia-se nos conhecimentos sobre a &lt;strong&gt;modificação do comportamento&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; Qualquer ser animal e especialmente o humano, necessita de reforço, isto é, &lt;strong&gt;satisfação&lt;/strong&gt;. Por isso, procura obtê-lo da maneira que lhe é mais fácil e económica. Em cada momento, cada um sente essa satisfação da maneira que lhe é peculiar, isto é, através de elogios, carinhos, honras, dinheiro, reconhecimento do seu trabalho, etc.,&amp;nbsp;que se traduz em &lt;strong&gt;reforço&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; Qualquer criança necessita de atenção, carinho e afectividade e isto até se verifica nos restantes seres animais. É por isso que as crias ficam nos primeiros tempos de vida, com os progenitores ou com a sua espécie até se autonomizarem e se tornarem adultos, obtendo destes os reforços adequados.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; Se não houver o carinho, o afecto e a atenção que proporcionem reforço, o ser humano pode eventualmente conseguir obter esse reforço que lhe é necessário através de diversas acções tais como comer, brincar, maltratar os outros, imaginar situações fantasiosas, fazer disparates para chamar a atenção, etc.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; O reforço obtém-se quando qualquer das acções equivalentes às enunciadas tiverem bom resultado e derem satisfação. É o &lt;strong&gt;reforço positivo&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; Quando situações semelhantes se repetirem e continuarem a dar reforço, especialmente o de &lt;strong&gt;razão variável ou aleatório&lt;/strong&gt;, é provável que exista uma &lt;strong&gt;aprendizagem&lt;/strong&gt; cada vez maior e mais alienante porque funciona para dar satisfação, que não é conseguida de outro modo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; Quando a falta da mãe ou o pouco contacto com ela reduzir o carinho, o afecto e a atenção necessária, a comida pode funcionar em sua &lt;strong&gt;substituição&lt;/strong&gt;, especialmente porque os pais, muitas vezes, dão guloseimas em vez do carinho e afectividade que são imprescindíveis. Assim, a falta de atenção dos pais pode ser substituída por presentes, uma boa refeição ou guloseimas. Também, o exemplo de consumo de guloseimas pelos pais pode muitas vezes servir como um&lt;strong&gt; modelo&lt;/strong&gt; a ser &lt;strong&gt;imitado&lt;/strong&gt;. Isto acontece frequentemente, com os pais que dizem aos filhos que os mesmos fazem mal. Obtido o &lt;strong&gt;reforço&lt;/strong&gt; com estas comidas e com os &lt;strong&gt;modelos&lt;/strong&gt; que os pais proporcionam, pode até haver a possibilidade de os filhos tentarem &lt;strong&gt;identificar&lt;/strong&gt;-se com eles e até tentar superá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não admira que a obesidade tenha vindo a aumentar ao longo do tempo e que seja maior nos lares em que a «&lt;strong&gt;ausência&lt;/strong&gt;» ou «&lt;strong&gt;desapego&lt;/strong&gt;» dos pais em relação aos filhos seja também maior do que em qualquer outro contexto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&amp;nbsp; Se os pais mantiverem um bom contacto com os filhos;&lt;br /&gt;--&amp;nbsp; se lhes derem conselhos acerca duma alimentação saudável;&lt;br /&gt;--&amp;nbsp; se lhes proporcionarem exemplo e modelo adequados através dos seu comportamento;&lt;br /&gt;--&amp;nbsp; se elogiarem os filhos e lhes prestarem &lt;strong&gt;&lt;em&gt;maior atenção&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; sempre que tiverem uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;alimentação saudável&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;é muito provável que esta correlação de chamada «ausência das mães» possa ser substancialmente reduzida, especialmente se o pai também «entrar no jogo» de educar os filhos com &lt;strong&gt;bons modelos e reforços&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes não é só a ausência, mas a falta de paciência para «aturar os filhos», depois de um dia de trabalho e «chatices», que ocasione o «desapego».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este motivo, todos os &lt;strong&gt;Governos&lt;/strong&gt;, especialmente na Europa, têm de pensar muito bem no «equipamento social» chamado&lt;strong&gt; família&lt;/strong&gt; dando-lhe boas condições para procriar e &lt;strong&gt;educar&lt;/strong&gt; os filhos saudavelmente. O tempo e a qualidade para o bom aconpanhemento dos filhos pode ser crucial para o desenvolvimento saudável duma nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Se isso não acontecer e se este facto não for tomado em conta, em pouco tempo poderemos ter um mundo ocidental alienado, tecnologicamente avançado, delinquente, obeso e viciado.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não se julgue que os vícios da droga, do álcool, da ganância, incluindo o de defraudar os outros, ou qualquer outro, como os actuais &lt;strong&gt;&lt;em&gt;jogos de computador ou da lotaria&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; não se situam nestes parâmetros. Basta ouvir as televisões a apresentarem outros estudos (&lt;em&gt;informação dada ontem na televisão&lt;/em&gt;), que tiram conclusões a jusante como os efeitos que esses vícios ou alienações ocasionam. É necessário descobrir quais as causas que provocam o efeito, que é essa &lt;strong&gt;alienação ou vício&lt;/strong&gt;. As pessoas vão buscar a satisfação naquilo que conseguirem fazer melhor e mais rapidamente para se sentirem felizes, embora não se possa dizer que o consigam ser, de facto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;A insatisfação sentida pelos que praticam &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;actos desviados&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;moral e financeiramente, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;são o reflexo disso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Estamos todos&amp;nbsp;inseridos numa &lt;strong&gt;cultura &lt;/strong&gt;que prevalece como uma &lt;strong&gt;norma social&lt;/strong&gt; a seguir. Não nos é estranho ver realçados os valores do dinheiro da aparente beleza, da confusão da satisfação da felicidade com os bens materiais e financeiros, privilégios e honrarias. Nesta &lt;strong&gt;cultura,&lt;/strong&gt; as pessoas que não conseguem obter aquilo que a sociedade realça como fins a atingir, sente-se &lt;strong&gt;frustrada.&lt;/strong&gt; Para obter a sensação de vencer, ensaia&amp;nbsp;diversas actuações até imaginar que está a conseguir sair vencedora segundo os cânones sociais estabelecidos. Entretanto, foi executando comportamentos «desviados» que proporcionaram uma &lt;strong&gt;aprendizagem tão vincada e a longo prazo&lt;/strong&gt; que é difícil de ser &lt;strong&gt;desaprendida&lt;/strong&gt; com facilidade e até pode prejudicar a boa saúde física e mental. Esta actuação não é o resultado de um dom ou de uma predisposição inata mas sim duma capacidade adquirida com a &lt;strong&gt;aprendizagem&lt;/strong&gt; naquela sociedade. &lt;br /&gt;Senão, vejamos o que acontece em muitas sociedades primitivas em que a «gordura» ou a «competição» não é valorizada mas até é desaconselhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, a «&lt;strong&gt;educação&lt;/strong&gt;» é extremamente importante mesmo nas comunidades animais selvagens, onde as crias ficam muito tempo com os progenitores. Será que o mesmo acontece agora nos aglomerados humanos primitivos? E se olharmos para os «&lt;strong&gt;civilizados&lt;/strong&gt;» podemos dizer o mesmo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto está cientificamente enquadrado e explicado em linguagem simples nos cinco pequenos volumes intitulados &lt;strong&gt;COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO&lt;/strong&gt;, da Plátano Editora, bem como no volume &lt;strong&gt;SAÚDE MENTAL sem psicopatologia&lt;/strong&gt;, da Calçada das Letras. Diversos&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;posts&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; anteriores trataram deste assunto respondendo a várias perguntas feitas pelos nossos interlocutores ou comentadores.&lt;br /&gt;Com o contacto, cada vez mais reduzido estabelecido pelos pais (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;pai e mãe&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) com os filhos, é durante este importante tempo de educação que se adquirem muitos vícios que só tardiamente&amp;nbsp;são «estudados» para se descobrirem os seus efeitos nocivos. &lt;br /&gt;Depois, surgem as propostas para os combater com medidas extraordinárias de maior envergadura e menor eficácia do que as possíveis &lt;strong&gt;numa educação saudável desde a nascença, pelo menos, até à puberdade&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que tenha conseguido dar a resposta possível ao meu comentador &lt;strong&gt;anónimo,&lt;/strong&gt; a quem agradeço a colaboração prestada com o seu comentário oportuno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver post &lt;strong&gt;LIVROS DISPONÍVEIS psicologiaparaque.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-7690239747205572169?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/7690239747205572169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=7690239747205572169' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/7690239747205572169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/7690239747205572169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/10/ausencia-das-maes-em-casa-e-obesidsade.html' title='AUSÊNCIA DAS MÃES EM CASA E OBESIDADE **'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/St4BmX_hyhI/AAAAAAAAAIE/E7MPbecPis4/s72-c/Saude2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-9054326620085049897</id><published>2009-10-10T23:08:00.002+01:00</published><updated>2009-10-29T14:43:25.199Z</updated><title type='text'>REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/StEC_cpqZyI/AAAAAAAAAH8/UiTZkg0fOoU/s1600-h/reed2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/StEC_cpqZyI/AAAAAAAAAH8/UiTZkg0fOoU/s320/reed2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Lima disse:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;“O meu filho, com 6 anos, apresenta dificuldades escolares e não sei o que fazer. Não consegue pronunciar muitas palavras e nem todas ficam bem pronunciadas. É irrequieto no seu comportamento e não consegue executar certos pedidos parecendo que não os entende. Uma vizinha disse que ele pode ser deficiente e aconselhou a ir a um psicólogo. O meu filho mais velho, de 16 anos, disse que eu vos podia perguntar o que fazer sem ter de pagar, porque as minhas dificuldades financeiras são grandes. Posso ter alguma ajuda?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;10 de Outubro de 2009 18:06&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Fernanda Lima,&lt;br /&gt;Acabei de ler o seu comentário, o qual prefiro a um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, e vou tentar dar-lhe uma resposta rápida e resumida para satisfazer a sua provável dificuldade.&lt;br /&gt;O conselho da sua vizinha de levar o seu filho a um psicólogo parece-me sensato e pelas poucas informações que a senhora me acabou de dar, julgo que ele não esteve em qualquer infantário. Se não, penso que já teria sido detectado qualquer défice que ele possa ter. Não era assim nos meus tempos, mas agora, quase todas as escolas anunciam que são acompanhadas por psicólogos.&lt;br /&gt;Se o seu filho não esteve em qualquer infantário, como presumo, parece-me importante que a senhora saiba observá-lo com cuidado, quer para tomar as medidas que ache necessárias, quer para poder dar ao psicólogo as informações devidas para que a avaliação dele seja mais rápida e facilitada pelos esclarecimentos prestados. Além disso, mesmo que vá ser observado agora por um psicólogo, a sua acção em casa pode ser muito importante e facilitadora em todo o processo de reeducação, caso seja necessário. &lt;br /&gt;Não consigo dar-lhe mais informações sem observar o seu filho, mas um dos meus antigos casos com crianças deficientes, apoiado em 1977, pode servir de guia como resposta ao seu pedido reforçado pelo seu filho mais velho.&lt;br /&gt;Porém, como me parece que consulta os blogues, por si ou através do seu filho, aconselho a, antes de tudo, ver os meus &lt;em&gt;&lt;strong&gt;posts&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;Reforço do Comportamento Incompatível&lt;/strong&gt;, de 20 de Agosto de 2008;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;Dificuldades no Comportamento&lt;/strong&gt;, de 20 de Agosto de 2008;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;Modificação do Comportamento&lt;/strong&gt;, de 26 de Agosto de 2008;&lt;br /&gt;•&lt;strong&gt; Dislexia&lt;/strong&gt;, de 5 de Setembro de 2008;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;O Valor do Reforço&lt;/strong&gt;, de 16 de Janeiro de 2009.&lt;br /&gt;Se quiser, pode também consultar o &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;A Pedagogia em Portugal&lt;/strong&gt;, de 1 de Outubro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especificamente para a situação do seu filho, aconselho que leia, em primeiro lugar, com muito cuidado: &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REEDUCAR COMO?&lt;/strong&gt; (páginas 75 a 88), da Plátano Editora.&lt;br /&gt;Em seguida, leia o resto desse livro ou releia-o e tire daí as suas conclusões a fim de poder observar melhor o seu filho, como se não fosse seu, tal como nós o fazemos. &lt;br /&gt;Leia depois outros dois livros, também da Plátano:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SUCESSO ESCOLAR&lt;/strong&gt; e &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;APOIO PSICOPEDAGÓGICO&lt;/strong&gt;, a fim de poder descobrir se pode fazer algo para alterar a situação actual.&lt;br /&gt;Se necessário, consulte também os 5 volumes de &lt;strong&gt;COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO&lt;/strong&gt;, da Plátano. &lt;br /&gt;Envolva o seu filho mais velho em todo este processo porque, sendo jovem e sensato, pode dar alguma ajuda substancial. &lt;br /&gt;O rapaz do «caso» acima mencionado melhorou bastante quando teve a ajuda dos pais. Quando, ao fim de um ano do meu apoio, os pais «&lt;strong&gt;se esqueceram&lt;/strong&gt;» de tomar parte na reeducação, esse rapaz piorou apesar de estar a frequentar uma escola especial. Agora, já adulto, fica sentado na varanda da sua casa a menear-se para frente e para trás. &lt;br /&gt;Julgo que, por razões óbvias, não proponho a ajuda do seu marido. &lt;br /&gt;Para a consulta dos livros, se ninguém lhos puder emprestar (por exemplo, Bibliotecas Municipais), pode socorrer-se das livrarias mais conhecidas ou, de preferência, utilizar a&lt;strong&gt; internet&lt;/strong&gt; onde a Plátano tem a sua página. Neste &lt;strong&gt;&lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, também estão indicados outros locais da &lt;strong&gt;internet&lt;/strong&gt; onde os pode adquirir. Basta mencionar os livros de &lt;strong&gt;Mário de Noronha&lt;/strong&gt;. Cada livro, dos sete que indiquei, deve custar,&amp;nbsp;cerca de 10 euros ou menos. Uma primeira consulta não deve ficar por menos. Depois, terá os exames e as avaliações e, se necessária, a reeducação.&lt;br /&gt;Dou-lhe estas informações, com urgência, porque me parece estar com certa pressa e surpreendida com a situação que não deseja ver prolongar-se por muito tempo. Por isso, garanto que a &lt;strong&gt;participação dos pais é extremamente importante&lt;/strong&gt;. Leia com atenção o desfecho desse «caso». Se não&amp;nbsp;tiver de consultar um psicólogo ou necessitar dele como apoio suplementar, vai ser extremamente económico em tempo e em finanças.&lt;br /&gt;Fico aguardando notícias sobre o desenrolar dos acontecimentos. &lt;br /&gt;Boa sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-9054326620085049897?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/9054326620085049897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=9054326620085049897' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/9054326620085049897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/9054326620085049897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/10/reducacao-de-deficientes.html' title='REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/StEC_cpqZyI/AAAAAAAAAH8/UiTZkg0fOoU/s72-c/reed2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-8005016252942837485</id><published>2009-08-31T21:53:00.013+01:00</published><updated>2009-10-24T01:03:28.256+01:00</updated><title type='text'>O AUTISMO ENTRE NÓS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Spw_4aMk8UI/AAAAAAAAAHc/vTTsXDSThUo/s1600-h/sucess2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376242293510828354" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Spw_4aMk8UI/AAAAAAAAAHc/vTTsXDSThUo/s320/sucess2.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 151px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 100px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O blog&lt;strong&gt;&lt;em&gt; compincha.wordpress.com&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; enviou-me a seguinte mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Lembra-se que fizemos um comentário no seu &lt;/em&gt;post&lt;em&gt; &lt;/em&gt;DESABAFO&lt;em&gt;, de 1 de Outubro de 2008 e que depois, nós também fizemos um&lt;/em&gt; post&lt;em&gt;, em 19 de Outubro, com o título&lt;/em&gt; MILAGREIROS E TRAPACEIROS&lt;em&gt;, no nosso &lt;/em&gt;blog &lt;em&gt;antigo&lt;/em&gt; http://compincha.blogspot.com&lt;em&gt;?&lt;br /&gt;Agora, se viu a reportagem especial da&lt;/em&gt; SIC&lt;em&gt;, na noite de 30 de Agosto, como psicólogo que se dedicou à reeducação de crianças com dificuldades, gostaríamos de saber qual a sua opinião sobre o assunto.&lt;br /&gt;Com agradecimentos antecipados,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;CãoPincha&lt;/strong&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros senhores &lt;strong&gt;CãoPincha&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Já vos tinha pedido para me &lt;strong&gt;deixarem descansar&lt;/strong&gt; porque estou de férias. Mas, como esta resposta se vai basear em factos já passados e relatados há mais de 30 anos, vou transcrever aquilo que puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia dada pelo canal 1 da RTP, na noite de 19 de Maio de 2008, de que o Sr. França, com um filho autista, tinha conseguido que técnicos estrangeiros viessem dar, em Portugal, um curso para treinar pessoas a lidar com essas crianças, fez-me relembrar o que se passara há mais de (&lt;strong&gt;30&lt;/strong&gt;) anos e ocasionou o post &lt;strong&gt;DESABAFO&lt;/strong&gt;, de 1 de Outubro de 2008.&lt;br /&gt;Outra das razões para elaborar esse &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; foi verificar que nos casos descritos na literatura científica adequada, a diferença substancial entre nós e o estrangeiro se situa nos &lt;strong&gt;meios terapêuticos disponíveis&lt;/strong&gt;. Um outro factor que talvez possa influenciar é a pouca informação daquilo que se faz em &lt;strong&gt;Portugal &lt;/strong&gt;e, mais ainda, daquilo que &lt;strong&gt;é possível efectuar&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os estrangeiros têm meios técnicos, materiais e financeiros muito mais avultados do que nós para publicarem as suas experiências,… a fim de nós as lermos com sofreguidão! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E depois, não fazemos coisa alguma a não ser «&lt;strong&gt;adquirir material&lt;/strong&gt;» que fica depositado sem ninguém o utilizar ou conseguir manipular!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ansiedade que existia nesse tempo (&lt;em&gt;1977&lt;/em&gt;) acerca destes problemas bem como as preocupações, continuam a ser semelhantes (&lt;em&gt;2009)&lt;/em&gt; e as possibilidades de solução já estariam a ser seguidas se houvesse um empenho mais acentuado dos pais e das entidades responsáveis.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Outubro de 2008, quando o ISMAT, em Portimão, me pediu para fazer uma intervenção sobre a minha prática clínica, fiz um pequeno sumário, com a ajuda do &lt;em&gt;powerpoint &lt;/em&gt;e preparei um texto escrito, que foi distribuído por quem o desejou.&lt;br /&gt;Nesse texto, com cerca de 10 folhas, está indicado que, especialmente em relação ao autismo, houve da nossa parte, pelo menos, três intervenções públicas em meios de comunicação social e que se mencionam a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARQUE, Jul &lt;strong&gt;&lt;em&gt;1977&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: entrevista com Prof. Doutor Joe Morrow. (&lt;strong&gt;A aprendizagem dos «deficientes»&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;PARQUE, Jul &lt;strong&gt;&lt;em&gt;1977&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: artigo (&lt;strong&gt;Podem os pais ajudar a educar os seus filhos autistas?)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ECOS DE BELÉM, Fev &lt;strong&gt;1978&lt;/strong&gt;: artigo (&lt;strong&gt;Crianças autistas têm associação em Belém&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma questão de não sobrecarregar este&lt;em&gt; post&lt;/em&gt;, apenas vou transcrever o artigo «Podem os pais ajudar a educar os seus filhos autistas?», publicado em Julho de 1977 no jornal mensal PARQUE, do Centro de Bem-Estar Social de Queluz, onde iríamos fazer um trabalho de investigação.&lt;br /&gt;Essa investigação, &lt;strong&gt;baseada numa bem sucedida experiência piloto&lt;/strong&gt;, iria englobar os pais na reeducação e reabilitação dos seus filhos deficientes. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Esta experiência piloto com um rapaz de 8 anos, está descrita no artigo Deficiência e Condicionamento Operante, publicada nas páginas 106 a 111, do nº 163, de ABR-JUN, de 1978, da Revista &lt;strong&gt;HOSPITALIDADE&lt;/strong&gt;, da Casa De Saúde do Telhal.&lt;br /&gt;Depois da acção limitada e impossível de continuar pelo psicólogo, por várias razões, a criança ingressou no ensino normal sem qualquer apoio durante um ano e, no ano seguinte, foi mandada para uma escola especial onde até conseguiu regredir. Actualmente, sentado numa varanda, só consegue executar comportamentos de auto-estimulação, sem qualquer sentido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na investigação pretendida, a proposta inicial do psicólogo foi:&lt;br /&gt;a) envolvimento dos pais na reeducação;&lt;br /&gt;b) um ano de trabalho em casa para a criança ser integrada numa escola «normal» com apoio dos psicólogo, reeducadora e pais, durante cerca de 5 anos;&lt;br /&gt;c) preparação para poder estar a «trabalhar» num quiosque de jornais com apoio de outra pessoa mais responsável (provavelmente o pai, depois de aposentado).&lt;br /&gt;Nada disso foi possível realizar por recusa dos pais em continuar a participar na co-reeducação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, esta nova experimentação e investigação de que estamos a falar, constaria da reeducação, durante um ano escolar, de 10 crianças com dificuldades várias e de frequentar uma escola «regular», utilizando como técnicos apenas com uma professora de integração a tempo inteiro, uma psicólogo em tempo parcial, duas auxiliares de acção reeducativa e duas mães. Todas essas mães não tinham qualquer emprego fora de casa e ficavam com os filhos quando eles não estavam na escola.&lt;br /&gt;Todas as acções dos técnicos e auxiliares seriam filmadas e gravadas em fita magnética sonora para posterior visualização, audição, análise e crítica, propícia para a aprendizagem e verificação dos lapsos ou das acções correctas que tinham sido efectuadas. Serviriam também para futura aprendizagem.&lt;br /&gt;A Fundação Gulbenkian comprometeu-se a custeá-la e até o Ministério da Educação se «dignou» apoiá-la destacando a professora de ensino integrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi possível concretizar esta investigação porque os pais não se dispuseram a colaborar dizendo que qualquer intervenção deveria ser efectuada apenas pelos técnicos habilitados para isso.&lt;br /&gt;Também não valia a pena efectuar a investigação sem a intervenção dos pais porque:&lt;br /&gt;1) haveria necessidade de contratar mais duas auxiliares, o que não era possível por não haver meios financeiros para isso;&lt;br /&gt;2) a substituição dos pais pelas auxiliares nos actos de reeducação, faria com que uma relação pais/filhos que se pretendia modificar em casa, não fosse possível por falta de modelagem e de treino dos pais;&lt;br /&gt;3) não existiria um relacionamento saudável e reeducativo pais/filhos, que se desejava implementar, fazendo reduzir, consequentemente, a afectividade dispensada e o aumento de reforço que a criança poderia obter;&lt;br /&gt;4) seria necessário adiar a investigação o tempo suficiente para treinar as auxiliares;&lt;br /&gt;5) o rendimento ou o desempenho do comportamento das crianças seria muito menor, ou até nulo apesar do aumento das despesas, só por causa da recusa dos pais em comparticipar na investigação. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande; font-size: 180%;"&gt;&lt;strong&gt;PODEM OS PAIS AJUDAR A &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande; font-size: 180%;"&gt;&lt;strong&gt;EDUCAR OS SEUS FILHOS AUTISTAS?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Pela nossa parte, não só dizemos que «podem», mas até acrescentamos que «devem», porque não existe melhor educador do que o meio ambiente familiar, quer os pais sejam iletrados, quer pouco instruídos.&lt;br /&gt;A criança autista, como qualquer outra «deficiente», necessita de mais ajuda do que a «normal», para conseguir ultrapassar as dificuldades a que está submetida.&lt;br /&gt;Rimland, citado por Davison e Neale, elaborou uma lista de dez condições que diz serem indispensáveis para que se possa considerar uma criança como autista. Vamos desrevâ-las sumariamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.º - A manifestação do autismo é perfeitamente detectável nos três primeiros anos de vida.&lt;br /&gt;2.º - A aparência da criança é boa e a saúde excelente.&lt;br /&gt;3.º - Os traçados do EEG são normais.&lt;br /&gt;4.º - Existe uma repulsa pelo contacto físico.&lt;br /&gt;5.º - A criança apresenta necessidade de isolamento «autista».&lt;br /&gt;6.º - Tem necessidade de manter tarefas ou actos rotineiros para auto-estimulação.&lt;br /&gt;7.º - Existe graciosidade e agilidade na movimentação dos dedos da mão.&lt;br /&gt;8.º - A ecolália e a inversão dos pronomes, são característicos.&lt;br /&gt;9.º - Os pais são geralmente instruídos e com QI elevado, não tendo antecedentes familiares com distúrbios mentais.&lt;br /&gt;10.º - Tem talento extraordinário numa área muito limitada e específica, enquanto apresenta atraso em todas as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supondo que uma criança consegue reunir as dez condições atrás descritas, é certo que poderemos dizer que é autista mas de nada servirá apenas c1assificá-la, se isso não servir para utilizarmos as técnicas mais eficientes para a ajudar a desenvolver as capacidades que são passíveis disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportando-nos a experiências realizadas nos E.U. A., dois psicólogos, Laura Schreibman e Robert Koegel, que trabalham em Universidades da área de Califórnia, dizem-nos que durante os vários anos de suas experiências, conseguiram que as crianças autistas, quaisquer que fossem as suas dificuldades, realizassem grandes progressos a ponto de continuarem a sua educação em escolas normais, desde que os pais e os professores fossem suficientemente treinados para ajudar os terapeutas profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Embora as crianças não fiquem completamente «curadas», a utilização sistemática das técnicas de modificação do comportamento, faz com que as pais possam suplementar a acção dos psicólogos e outros técnicos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para que se possam atingir os resultados de que nos falam, é necessário manter os seguintes cinco princípios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) - Definir os objectivos que a criança tem de atingir.&lt;br /&gt;b) - Dar à criança instruções claras e sem possibilidade de ambiguidades.&lt;br /&gt;c) - Ajudar a criança a dar a resposta correcta.&lt;br /&gt;d) - Progredir lentamente em etapas sucessivas.&lt;br /&gt;e) - Recompensar a criança imediatamente e de forma correcta, logo depois de se obter dela urna resposta certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os psicólogos mantêm estes 5 princípios sempre que trabalham em situação clínica e terapêutica com as crianças, enquanto &lt;strong&gt;os pais os observam&lt;/strong&gt; através de espelhos unidireccionais (one way screen).&lt;br /&gt;Deste modo, os pais aprendem por observação (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;modelagem&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) e, colocados em situação terapêutica na própria clínica, são ajudados (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;facilitação social&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) pelos terapeutas a aperfeiçoarem a sua actuação (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;moldagem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) que será de muita importância quando utilizada com a criança, em casa.&lt;br /&gt;Além deste treino, os pais assistem a reuniões periódicas onde são esclarecidos em conjunto e onde podem pedir conselhos acerca de quaisquer dificuldades que surjam no seu contacto com os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, em Inglaterra, o panorama é diferente e até há bem pouco tempo (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1975&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) a colaboração dos pais era nula.&lt;br /&gt;Os terapeutas faziam tudo, mas eram insuficientes.&lt;br /&gt;Das 5.000 crianças autistas, apenas 800 tinham a sorte de frequentar escolas especiais, ficando as outras institucionalizadas na companhia das demais crianças com problemas psicóticos.&lt;br /&gt;Somente há cerca de 6 anos (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1968&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), duas psicólogas clínicas, Patricia Howlin e Rosemary Hemsley, iniciaram no Instituto de Psiquiatria, de Londres, uma experiência de envolvimento dos pais na educação dos filhos autistas e, em Manchester, outro programa de experiências está em curso (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1978&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) com Dorothy Jefree e Roy Mc Conkey. Embora todo este processo de alterações ao nível da educação da criança autista seja longo e demorado e abranja pouquíssimas famílias, os investigadores esperam que não haja quem tenha de escrever a respeito de um filho autista, aquilo que um pai escreveu:&lt;br /&gt;«&lt;strong&gt;Tanto quanto eu sei, Lorel, durante os seus 20 anos de internamento no Hospital, não obteve nada mais do que as três refeições diárias - além das drogas que tinham de ser experimentadas&lt;/strong&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de gastarmos dinheiro do erário público com programas fantasiosos que figuram nas estatísticas sem um benefício real para a população, quando será que em Portugal seremos capazes de iniciar programas experimentais, sérios e com técnicos honestos e competentes?&lt;br /&gt;O que nos interessa com estas linhas, é alertar os pais das crianças autistas ou com qualquer outra deficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra, país muito mais rico do que o nosso, luta com falta de escolas especiais. Convém não esquecer que nós até lutamos com falta de escolas normais e nem nos próximos 10 anos (1978+10= &lt;strong&gt;&lt;em&gt;1988&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) conseguiremos ter escolas com as condições necessárias para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os investigadores americanos dizem: «&lt;strong&gt;o sucesso dos pais é impressionante porque apesar de serem amadores, tornam-se eficientes em poucas horas. Isto contradiz os anos de treino extensivo que se dá aos médicos e psicólogos, que ao longo dos anos têm vindo a tratar das crianças autistas&lt;/strong&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pouca experiência que temos nesta espécie de trabalho -- apoio à criança com dificuldades, quer seja «normal», quer «deficiente» -- dá-nos a impressão de que a boa participação dos pais na educação ou apoio aos filhos pode &lt;strong&gt;reduzir a 50%&lt;/strong&gt; ou menos a acção ou participação do psicólogo ou de qualquer outro terapeuta. Outra vantagem que nos parece conveniente salientar, é a de que se obtêm resultados muito mais duradouros do que com a acção isolada do terapeuta. A generalização que se consegue, tanto no que respeita a pessoas (terapeuta - pais - familiares), como no que respeita ao local da terapia (consultório - casa - escola - sociedade), torna todas as acções terapêuticas duradouras, eficientes e vantajosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 16 crianças autistas entre os 4 e os 7 anos de idade, 6 das quais completamente sem fala, todas com graves estereotipias e comportamentos de auto-estimulação, após 18 meses de treino de modificação do comportamento com uma professora, uma terapeuta e duas ajudantes, 10 conseguiram frequentar as escolas normais e 6 ficaram em escolas especiais para crianças autistas.&lt;br /&gt;Estes resultados, obtidos com a colaboração dos pais, devem estimular os mesmos a tomar parte na educação dos filhos, quer normais quer deficientes, para que a sociedade de amanhã não ofereça ainda mais distorções e desigualdades do que a actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquanto não se conseguir esta participação activa e consciente, pouco teremos caminhado na senda do progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os dados para este artigo, foram extraídos do livro &lt;strong&gt;ABNORMAL PSYCHOLOGY&lt;/strong&gt;, de Davison e Neale, 1974, e da revista &lt;strong&gt;PSYCHOLOGY TODAY&lt;/strong&gt;, edição inglesa, nº 7, de Outubro de 1975.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mário de Noronha / Zélia Elizabeth Feliciano de Noronha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(Página 9, de Julho de 1971, do &lt;strong&gt;PARQUE&lt;/strong&gt; – algumas datas e sublinhados são nossos) &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande; font-size: 130%;"&gt;Depois do que ficou exposto e escrito há mais de 30 anos, será que ainda não temos em Portugal competências ou falta-nos o trabalho necessário e a vontade política de fazer qualquer coisa de válido?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com esta resposta, espero que me deixem descansar um pouco depois de começar as provas extraordinárias e antes de recomeçar as aulas.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mário de Noronha.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-8005016252942837485?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/8005016252942837485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=8005016252942837485' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/8005016252942837485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/8005016252942837485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/08/o-autismo-entre-nos.html' title='O AUTISMO ENTRE NÓS'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Spw_4aMk8UI/AAAAAAAAAHc/vTTsXDSThUo/s72-c/sucess2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-119127655262037780</id><published>2009-08-27T16:57:00.004+01:00</published><updated>2009-08-27T17:39:17.693+01:00</updated><title type='text'>AS SONDAGENS E AS PREVISÕES</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SpazyQwLjnI/AAAAAAAAAHM/Fj5Exjlu1sc/s1600-h/homem2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 122px; FLOAT: left; HEIGHT: 153px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374680881385148018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SpazyQwLjnI/AAAAAAAAAHM/Fj5Exjlu1sc/s320/homem2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; O &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;compincha.wordpress.com&lt;/strong&gt; no seu post o &lt;strong&gt;TERRORISMO HERÓICO&lt;/strong&gt;, deste mês, mostrou desejo que comentásse o facto da libertação, por razões humanitárias e de seu regresso à casa, como herói, de AlMegrahi, o terrorista líbio que ocasionou a explosão do avião de passageiros em Lokerbie, Escócia, provocando a morte de milhares de passageiros.&lt;br /&gt;Posso comentar este acontecimento anvolvendo AlMegrahi apenas sob o ponto de vista da sua previsibilidade em Psicologia Social.&lt;br /&gt;O Governo da Escócia deixou que, por razões humanitárias, um condenado fosse passar os seus últimos dias a casa e, provavelmente, nunca teve em mente quaisquer outras motivações a não ser o humanismo.&lt;br /&gt;Contudo, a decisão deste acto humanitário não partiu espontaneamente do Governo da Escócia mas baseou-se em algum pedido feito pelo interessado. Interessa saber quem fez esse pedido e quem o apoiou? Com que intenções? Qual a razão de Khadaffi para não ter querido entregar inicialmente AlMegrahi à Justiça da Escócia? Que negociações e concessões se fizeram no momento da sua entrega? Quem as fez?&lt;br /&gt;Provavelmente, esses mesmos protagonistas utilizaram agora argumentos semelhantes para conseguirem que a Justiça ou o Governo da Escócia deixassem ir AlMegrahi para casa, a fim de morrer em paz e não como os outros a quem ele provocou a morte, sem qualquer culpa dos próprios.&lt;br /&gt;Se a recusa de sua entrega à Justiça da Escócia foi problemática, fazendo as &lt;strong&gt;atribuições &lt;/strong&gt;necessárias, quem interveio nas negociações actuais deveria estar à espera que, neste momento, os mesmos protagonistas líbios tentassem tirar partido da situação. Esses meios de comunicação social são geralmente «controlados» pelo Estado. Por isso, era quase improvável que não utilizassem o regresso do condenado, humanitariamente libertado, como se fosse o «herói» duma vitória líbia.&lt;br /&gt;Também, neste regresso a casa, como «vitória», largamente difundido pelos meios de comunicação social, com toda a probabilidade, não se deve ter feito qualquer menção às razões que levaram o Ocidente a libertá-lo, a seu pedido, para ir morrer em casa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Verifica-se aqui que um simples acontecimento é difundido, em cada sítio com cores diferentes, sendo visto em locais diversos com cores que não são as originais&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Assim é algum mundo «democrático» tal como, provavelmente, seria o nosso há quase 60 anos! Alguém teria a possibilidade de saber, de certeza, a não ser por familiares, o que se passava na guerra das colónias? Quantos ficaram na Guiné «sem ninguém dar por isso» até há bem pouco tempo? E que notícias «estapafúrdias» foram difundidas «heroicamente» acerca da invasão de Goa pela União Indiana? Quantos militares portugueses «morreram» como foi difundido na época pelas estações de rádio e de televisão, «com cadáveres a boiar nas águas dos rios Mandovi e Zuari»? Os militares que lá estiveram que o digam. Por mim, que estava nessa ocasião em Angola, apanhei um susto de todo o tamanho e fiquei à espera, durante cerca de um mês, de notícias seguras da minha família. É assim em muitas «democracias»…&lt;br /&gt;Se o Ocidente, que conhece bem a Líbia porque tem lá muitos interesses, quisesse que não houvesse especulações e aproveitamentos da parte dos líbios, deveria exigir, através dos negociadores que seguramente tomaram parte nesta questão, que cerca de duas semanas antes da «soltura», os meios de comunicação locais dessem a notícia de que dentro de duas semanas haveria a possibilidade de ser dada ao criminoso em cumprimento da sua pena, a seu pedido e apenas por razões humanitárias, a possibilidade de regressar a casa para passar os últimos dias antes de morrer devido à doença grave de que sofria. O Ocidente ficaria, então, à espera da difusão dessa notícia em tempo oportuno com controlo efectivo das acções tomadas pelos líbios, inclusive, do tipo de linguagem utilizado e notícias difundidas acerca do assunto. Deste modo, o povo líbio, através dos meios de comunicação social de sua confiança, saberia a versão do ocidente acerca da libertação do criminoso.&lt;br /&gt;E os dirigentes líbios não saberiam dessa doença no momento em que entregaram AlMegrahi, depois de longos anos de espera? No momento da entrega, não teriam feito os seus cálculos sem os ocidentais se aperceberem disso?&lt;br /&gt;É assim que se faz na &lt;strong&gt;previsão&lt;/strong&gt; através das &lt;strong&gt;atribuições&lt;/strong&gt;, tomando em conta &lt;strong&gt;toda a situação&lt;/strong&gt; e as &lt;strong&gt;personalidades dos envolvidos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Não é assim que se faz nas eleições? É por isso que as sondagens são importantes, inclusive por causa de possibilidade da sua &lt;em&gt;&lt;strong&gt;manipulação &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;em benefício próprio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-119127655262037780?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/119127655262037780/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=119127655262037780' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/119127655262037780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/119127655262037780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/08/as-sondagens-e-as-previsoes.html' title='AS SONDAGENS E AS PREVISÕES'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SpazyQwLjnI/AAAAAAAAAHM/Fj5Exjlu1sc/s72-c/homem2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-3456736004368094464</id><published>2009-08-09T12:33:00.009+01:00</published><updated>2009-08-09T15:10:35.462+01:00</updated><title type='text'>AS ATRIBUIÇÕES ERRADAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Sn61PI-xTEI/AAAAAAAAAG8/JKmbsFGs2iw/s1600-h/homem2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 122px; FLOAT: right; HEIGHT: 153px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367927077585636418" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Sn61PI-xTEI/AAAAAAAAAG8/JKmbsFGs2iw/s320/homem2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Para os senhores &lt;strong&gt;CãoPincha&lt;/strong&gt; do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;compincha.wordpress.com&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de tomar nota do vosso reparo feito no post &lt;strong&gt;OS ELEITOS&lt;/strong&gt;, de 3 de Agosto corrente e até gostei do primeiro comentário que lhe foi feito pelo &lt;em&gt;Observador Social&lt;/em&gt;, o qual acabei de ler.&lt;br /&gt;Quando puder e tiver disposição para isso, vou fazer algumas observações neste novo post mas, antes de tudo, tenho de vos solicitar que, além do meu post &lt;strong&gt;O 25 DE ABRIL AINDA EXISTE?&lt;/strong&gt;, de 24 de Abril último que vocês já comentaram, leiam também os posts &lt;strong&gt;GOVERNAR «BEM» NÃO É FÁCIL&lt;/strong&gt;, de 22 de Fevereiro e &lt;strong&gt;AS ATRIBUÇÕES&lt;/strong&gt;, de 19 de Fevereiro deste ano. Vão obter aí algumas ideias que defendo também como cidadão e não só como psicólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação às eleições, posso dizer-vos que aquilo em que nós votamos é na &lt;strong&gt;imagem de marca&lt;/strong&gt; que nos impressiona mais, e que os candidatos querem apresentar. É o efeito de &lt;strong&gt;primazia&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;posteridade&lt;/strong&gt; que influencia muito uma atribuição para que exista uma &lt;strong&gt;mudança de atitude&lt;/strong&gt; a favor do candidato. É por isso que todos os candidatos, praticamente em qualquer parte do mundo chamado «civilizado», se socorrem de especialistas que os ajudem a mostrar uma &lt;strong&gt;boa imagem&lt;/strong&gt; para que os eleitores a escolham, do mesmo modo como poderão adquirir uma roupa de marca, um brinquedo caro, um computador ou um automóvel.&lt;br /&gt;O resultado da aquisição é o voto que é depositado a favor desse candidato. A partir daí, o que ele fizer no futuro passa a ter menos importância do que aquilo que na realidade nós imaginamos que ele vai fazer. Assim, até pode acontecer que a «&lt;strong&gt;&lt;em&gt;garantia de qualidade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;» por ele apresentada não seja verdadeira e que o votante se sinta defraudado na escolha feita. É o que acontece a maior parte das vezes, porque quase nenhum candidato consegue cumprir aquilo que prometeu e que, provavelmente, nunca pensou cumprir. Se não, passemos em revista as promessas &lt;strong&gt;«prometidas» e «não cumpridas»&lt;/strong&gt; de muitos deles.&lt;br /&gt;Quase nenhum dos antigos candidatos deve deixar de se evidenciar nesse escrutínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é nós fazermos &lt;strong&gt;inferências&lt;/strong&gt; ou «&lt;strong&gt;atribuições&lt;/strong&gt;» a partir do que ouvimos nas promessas, sem termos o cuidado de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;recordar aquilo que se passou&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, às vezes, com o mesmo indivíduo ou com um seu correligionário. Se fizéssemos isso, teríamos mais dados fidedignos sobre o assunto. A vossa citação do ditado «&lt;em&gt;Cesteiro que faz um cesto faz mil&lt;/em&gt;» parece-me adequada e até diria que &lt;strong&gt;muitos lobos vestem a pele de cordeiro&lt;/strong&gt; na ocasião das eleições. E nós, deixamo-nos enganar &lt;em&gt;&lt;strong&gt;apesar de lhes podermos ver as orelhas e o rabo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, muitos idosos são enganados por burlões que se fazem passar por funcionários e até por beneméritos. E a Polícia, faz os possíveis por os ajudar a não se deixarem enganar mas, pouco pode fazer para «apanhar» os «malfeitores»…&lt;br /&gt;No mundo financeiro, vimos que a ansiedade de obter algum lucro extra nas economias existentes pode dar mau resultado apesar de os gerentes dos estabelecimentos contactados aparentarem uma credibilidade acima de toda a suspeita. Não é por acaso que se instituíram os «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;off-shores&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não sermos iludidos, é importante a nossa &lt;strong&gt;atribuição &lt;/strong&gt;e a &lt;strong&gt;inferência&lt;/strong&gt; que fazemos em relação a uma determinada entidade, organização ou valor do objecto.&lt;br /&gt;Se não fosse assim, como se venderiam em muito maior quantidade coisas que quase não têm valor, mas beneficiam duma promoção e publicidade muito bem feita, do que outras de muito mais valor mas que não têm a mesma promoção? Isto acontece com roupa, electrodomésticos, bijutaria, automóveis, casas e muitas outras coisas que utilizamos no nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os candidatos a cargos políticos ou públicos também acontece o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nós&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;como «&lt;em&gt;patrões&lt;/em&gt;», contratamo-los ingenuamente pelo aspecto que aparentam e pelas promessas que fazem,&lt;/strong&gt; sem ver o seu verdadeiro currículo e se os diplomas apresentados são verdadeiros ou forjados. A ideia de conhecermos os candidatos nos seus hábitos e costumes, seu passado, família, vizinhança, amizades, filiações, património, etc. é muito útil para conseguirmos fazer uma atribuição correcta. Os meios de comunicação social poderiam de facto dar uma grande ajuda nesse aspecto visto que conseguem fazer uma investigação exaustiva e séria sobre o assunto, porque os candidatos sérios a merecem, embora também estes necessitem de apresentar uma boa imagem.&lt;br /&gt;Hoje em dia, basta reparar que os «detractores da gravata» e do «bom aspecto fascista» logo depois do «25 de Abril», são os primeiros a apresentarem-se devidamente «paramentados», às vezes, até a rivalizar com aqueles que nunca desprezaram a gravata por uma questão de hábito. São tempos e costumes de que vale a pena tomar nota ao fazer a escolha de quem nos vai governar pelo menos durante 4 anos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Depois de eles estarem no poder os nossos arrependimentos serão tardios. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este motivo, também concordo com a vossa ideia de que deve existir no boletim de voto um quadradinho em que o eleitor possa colocar uma cruzinha para dizer que não concorda com qualquer dos candidatos propostos. Talvez assim até fosse possível aumentar o número de votantes conscientes e desejosos de intensificar o sistema democrático reduzindo o número dos abstencionistas, porque as desilusões dos votantes sérios com a governação actual é tão grande que não dá vontade de ir votar para sofrer mais um engano. Daí o comportamento de não participar em mais uma farsa montada pelos «lobbies» existentes. Como foram eles que «investiram» grande parte do dinheiro das «campanhas», que são também à custa do povo, querem tirar o benefídio do seu investimento a todo o custo. Assim, o povo todo é que não tira. Talvez uma parte muito reduzida como acontecia nos tempos antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também no mundo empresarial, qualquer candidato a emprego se preocupa em apresentar o currículo com um&lt;strong&gt; bom aspecto&lt;/strong&gt; e esmera-se no momento de se submeter a uma entrevista. O entrevistador é que tem de separar o trigo do joio e descobrir a «&lt;strong&gt;verdade&lt;/strong&gt;». É o que tem de fazer todo o votante. Não é isso que deve fazer também uma pessoa que sente a barriga inchada e a deseja desinchar? Acreditar que o iogurte «actívia» irá resolver o problema em poucos dias, pode provocar uma desilusão semelhante à de votar no candidato errado. A imagem que o anúncio quer provocar é a de um alimento que «resolve rapidamente a dificuldade do estômago». Quase sempre é uma «inverdade» que ajuda a vender mais iogurtes desse tipo mas não resolve, quase nunca, o problema tal como é anunciado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nas eleições podemos prenunciar quase o mesmo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, se as nossas atribuições forem mal feitas, podemos ir tomar uma refeição num determinado restaurante só porque tem boa aparência, para depois ficarmos arrependidos com a escolha. Depois de «enfiar o barrete» não há nada a fazer a não ser tentar não cair no mesmo logro. O mesmo pode não acontecer nas eleições porque os eleitos conseguem estar lá muito tempo, embora andem «às contas» com a Justiça. Enquanto não forem condenados e estejam a cumprir a pena, podem continuar a fazer, com ou sem ajuda de muitos comparsas, qualquer «trafulhice» que os tenha tornado suspeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Qual a razão de não nos precavermos contra as más práticas de que muitos se tornaram actores principais?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não conseguimos avaliar até ao momento as acções de governos dos diversos partidos? Não conseguimos avaliar a actuação nas nossas autarquias?&lt;br /&gt;Não conhecemos os seus protagonistas pelo que fizeram, deixaram de fazer, prometeram, não cumpriram, enganaram, roubaram, ou melhor dizendo, desviaram, satisfizeram--nos, ficaram aquém da expectativa, desiludiram, fugiram para não cumprir o prometido, pensando apenas em si próprios ou nas suas carreiras?&lt;br /&gt;O que se passa de francamente desagradável, manipulador ou a exigir conformismo no interior dos diversos partidos para que até os militantes venham publicamente denunciar comportamentos de prepotência, favoritismo, rivalidades anti-democráticas, etc.?&lt;br /&gt;Exemplos não faltam com tantas novidades que são despoletadas quase todos os dias nos meios de comunicação social. É verdade que pode haver muita especulação e vedetismo mas também não existe fumo sem fogo e o comportamento dos que se dizem inocentes, coerentes, democratas, pluralistas, competentes, etc. deixa muito a desejar, especialmente no que toca a explicar devidamente e sem sombra de dúvidas aquilo que se passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o que em &lt;strong&gt;Psicologia Social&lt;/strong&gt; se pode tentar alertar é que as pessoas devem ter muito cuidado ao fazer as atribuições necessárias para poderem eleger quem acham mais adequado, tentando coligir e utilizar , para isso, todos os dados disponíveis dos registos passados e presentes e sem ligar muita importância aos meios de comunicação social que irão influenciar o eleitorado em favor do seu «eleito».&lt;br /&gt;É por isso que, &lt;strong&gt;para qualquer candidato a «imagem» é muito importante.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É o mesmo que se deve fazer na aquisição de qualquer coisa valiosa, de longa duração e que não tenha uma boa garantia de substituição de peças ou de manutenção.&lt;br /&gt;Suponho que, com este arrazoado, respondi minimamente à observação feita concordando, em grande parte, com a vossa ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boas eleições&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-3456736004368094464?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/3456736004368094464/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=3456736004368094464' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3456736004368094464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3456736004368094464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/08/as-falsas-atribuicoes.html' title='AS ATRIBUIÇÕES ERRADAS'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Sn61PI-xTEI/AAAAAAAAAG8/JKmbsFGs2iw/s72-c/homem2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-4326460618198145014</id><published>2009-07-19T22:17:00.007+01:00</published><updated>2010-04-06T16:09:21.799+01:00</updated><title type='text'>AS RESPONSABILIDADES DOS PAIS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SmOvKoZ04lI/AAAAAAAAAG0/KQyRaya73iY/s1600-h/Saude2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360320578680316498" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SmOvKoZ04lI/AAAAAAAAAG0/KQyRaya73iY/s320/Saude2.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 152px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 105px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Já viste os nossos dois últimos posts? Não fizeste qualquer comentário! Gostaríamos de saber a tua opinião como psicólogo. Também gostaríamos de ouvir a opinião sobre a petição on-line em relação às multas a serem aplicadas aos pais quando os filhos prevaricam na escola. No teu &lt;/em&gt;blog&lt;em&gt;, que visitamos frequentemente, não estamos a ver qualquer intervenção. O que é que se passa?&lt;br /&gt;CãoPincha”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros CãoPincha,&lt;br /&gt;Em relação ao &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; acima transcrito, posso dizer muito simplesmente que não fui visitar o vosso &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; porque estive bastante ocupado com a preparação de provas e realização dos exames, além de que, também não recebi, entretanto, qualquer pedido de esclarecimento que me obrigasse a intervir com um novo &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;. Por isso, esta resposta vai ser a primeira intervenção porque estive, hoje de manhã, a ouvir a &lt;strong&gt;Antena 2&lt;/strong&gt; sobre este assunto de imensa importância para todos nós e para o futuro.&lt;br /&gt;A sociedade de amanhã vai ser constituída pelos jovens de hoje e pelas crianças que ainda estão por nascer. Todas elas têm o direito à alimentação, alojamento, afecto, educação, bem-estar que devem ser obtidos, em primeiro lugar, na própria família. Como pode a família escusar-se às responsabilidades que ela própria criou com a existência de um novo ser? Quem toma conta e se responsabiliza por esse ser e pelos seus actos inadvertida ou deliberadamente impróprios? Até os donos de quaisquer animais domésticos são responsabilizados pelos comportamentos inadequados dos mesmos porque estes não podem ser responsabilizados. Qual a razão de não se responsabilizarem os pais enquanto os filhos não têm responsabilidade própria?&lt;br /&gt;Para os outros animais irracionais existe a domesticação e treino, até quanto aos hábitos de higiene. Para os humanos temos a educação que se inicia desde o berço e continua durante muitos mais anos do que nos não-humanos porque tanto o período da sua socialização e responsabilização como o de duração de vida é muito mais alargado.&lt;br /&gt;Impingir às escolas e a outros centros de educação essa responsabilidade, que começa muito mais tarde do que a interacção com a própria família onde todas as crianças passam muito mais tempo do que na escola, é «&lt;strong&gt;lançar a batata quente&lt;/strong&gt;» para as mãos daqueles que estão em desvantagem.&lt;br /&gt;A educação, que é a base fundamental para a estruturação da personalidade e da socialização, baseia-se essencialmente na estimulação que o «&lt;strong&gt;meio ambiente&lt;/strong&gt;» proporciona através dos instrumentos disponíveis que são os estímulos, incentivos, modelagens, moldagens, reforços e identificações «manipulados» pelos &lt;strong&gt;pais&lt;/strong&gt; ou pela &lt;strong&gt;família &lt;/strong&gt;desde que a criança nasce. Isto continua até ela ser responsável e se transformar num cidadão útil para si e para a sua comunidade ou, ao contrário, tornar-se um autêntico «parasita» como os muitos que infelizmente passamos a conhecer em qualquer sociedade.&lt;br /&gt;Esta responsabilização não pode limitar-se ao pagamento de multas pelo mau comportamento dos educandos como se faz com um vulgar estacionamento irregular dum veículo automóvel. Passa antes pela garantia de ajuda dos mais responsáveis, incluindo o Estado e os seus dirigentes que, com o seu exemplo, conselhos, incentivos, prémios, castigos e outros «instrumentos» necessários, poderão tornar os mais novos suficientemente responsáveis. Estes devem ser capazes de se tornar hábeis e saudáveis para que a sociedade de amanhã seja mais útil, humana, progressiva e feliz do que a actual, onde a cada instante se depara com a ganância dos mais poderosos, o que até nem acontece no mundo animal irracional.&lt;br /&gt;Basta dar um golpe de vista mais atento por qualquer sociedade chamada «civilizada» que vai progredindo nos bens materiais e formas de dominação económica, psicológica, física, ideológica. As tentativas de contra-dominação ou subversão, divergem cada vez mais das leis naturais segundo as quais se regem algumas sociedades primitivas onde a nossa «civilização» ainda não chegou. Infelizmente, não só as famílias mas ainda as televisões dão, constante e insistentemente, exemplos que ajudam a difundir modelos de identificação cada vez mais nefastos para o bom desenvolvimento psicológico numa sociedade humanizada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Temos de reverter esta situação.&lt;/strong&gt;Por isso, acho muito bem que, segundo os ensinamentos da &lt;strong&gt;psicologia&lt;/strong&gt; e do &lt;strong&gt;desenvolvimento humano,&lt;/strong&gt; os &lt;strong&gt;pais e os familiares&lt;/strong&gt; mais directos sejam sempre &lt;strong&gt;responsabilizados e ajudados a educar&lt;/strong&gt; quem devem, da maneira mais adequada possível, para que o mundo possa mudar e progredir num sentido mais humanista e menos ganancioso do que agora.&lt;br /&gt;Tenhamos o bom senso de aprender com o passado para precaver um presente e um futuro melhor do que o actual para os nossos descendentes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os ensinamentos de Psicologia devem servir para isso.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta resposta pode parecer um pouco moralista mas um praticante da Psicologia tem de ter uma determinada &lt;strong&gt;ética&lt;/strong&gt; na utilização dos conhecimentos que possui e difunde do mesmo modo como um médico deve ter ética suficiente ao lidar com receitas que podem ser benéficas para uns e maléficas para outros, pelo menos em determinados momentos e em doses inadequadas.&lt;br /&gt;Em quaisquer circunstâncias, é à família que cabe a difícil tarefa de preparar um indivíduo para a plena cidadania com os meios simples de que dispõe: o seu exemplo, os meios de castigo e elogio, os ideais e a afectividade, a ser utilizados com o bom senso e a responsabilidade que esta magna tarefa exige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver post &lt;strong&gt;LIVROS DISPONÍVEIS psicologiaparaque.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-4326460618198145014?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/4326460618198145014/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=4326460618198145014' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/4326460618198145014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/4326460618198145014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/07/as-responsabilidades-dos-pais.html' title='AS RESPONSABILIDADES DOS PAIS'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SmOvKoZ04lI/AAAAAAAAAG0/KQyRaya73iY/s72-c/Saude2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-5395755394404757214</id><published>2009-06-21T18:19:00.009+01:00</published><updated>2012-01-17T16:39:47.585Z</updated><title type='text'>SER PERSEVERANTE!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Sj-mixgEr1I/AAAAAAAAAGk/NBW1sNxXXB0/s1600-h/Saude2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350177998673063762" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Sj-mixgEr1I/AAAAAAAAAGk/NBW1sNxXXB0/s320/Saude2.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 152px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 105px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No seu comentário, de 20 de Junho, ao post &lt;strong&gt;PROFILAXIA e PSICOTERAPIA na DEPRESSÃO&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Frederica disse...&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Como disse, comecei a fazer o relaxamento logo com as indicações do post. Entretanto, já li os livros que consegui obter pela INTERNET, nos endereços indicados. Entusiasmei-me e não pude esperar pelos amigos. Assim, pelo menos tenho-os sempre à mão.Estou a conseguir resultados que me entusiasmam.Gostava de saber o que aconteceu com o Antunes já que o seu livro ainda vai levar algum tempo a ser publicado.Veja se me faz a vontade já que me ajudou bastante com as informações prestadas até agora.Muito obrigada. Fico à espera.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;20 de Junho de 2009 12:23”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para satisfazer a vontade de Frederica que diz já estar a obter algum sucesso, além de ser mais uma forma de a motivar a persistir firmemente na auto terapia, vou transcrever alguns excertos do livro ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE, à espera de publicação, sobre a auto terapia efectuada pelo Antunes, cujo «problema» começou com o insucesso escolar da filha:&lt;br /&gt;Por estes excertos também se verifica a «dificuldade» em obter «convencionalmente» os livros em qualquer livraria e a actual facilidade em utilizar a INTERNET para a sua rápida e cómoda aquisição.&lt;br /&gt;Desejo a continuação da boa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ver post LIVROS DISPONÍVEIS psicologiaparaque.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Para que este&amp;nbsp;quase relato do Antunes fique realçado, é apresentado em itálico, com as devidas separações, em capítulos que tiveram os títulos julgados mais adequados para se enquadrarem na sequência deste livro.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;****&lt;br /&gt;“Incentivado pelos resultados obtidos (isso seria, de facto, o auto-reforço?), comecei a ler cada vez mais e, entretanto, não deixei de prestar muita atenção à minha filha e de lhe dar o apoio psicopedagógico indispensável. Procurei os livros que pretendia em relação à «Modificação do Comportamento» e senti alguma decepção por não conseguir todos os que queria na FNAC, na Bertrand ou em qualquer outra livraria mais conhecida do Porto. Umas livrarias tinham alguns livros enquanto outras tinham outros e limitavam-se a dizer que os podiam encomendar à editora. Resolvi então telefonar à Plátano Editora e encomendar todos os livros que me interessavam, solicitando que os enviasse com urgência. De Domingo para Quarta-feira recebi-os todos em casa, sem qualquer incómodo em ter de os procurar nas prateleiras das livrarias. Suponho que é isso que vou fazer no futuro e, se calhar, até me vou servir da Internet, do fax ou do e.mail”.&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;“-- Como foi possível isto tudo? – perguntei-lhe, meio surpreendido.&lt;br /&gt;-- Julgas que não li coisa alguma e que não pratiquei aquilo que tu rascunhaste na auto terapia? – foi a pergunta com que me respondeu.&lt;br /&gt;O Antunes, seis anos mais novo do que eu, tinha sido meu colega na Faculdade de Direito e um dos melhores alunos. Passara o 1º ano com a média de 15 valores (naquele tempo!) enquanto eu era obrigado a continuar na tropa. Por isso, tinha-lhe perdido o rasto até saber, cerca de dez anos mais tarde, que fora obrigado a interromper os estudos porque lhe falecera o pai. Por isso, teve de deixar a Faculdade e, logicamente, foi cumprir o serviço militar obrigatório. Filho único de um vendedor de sucesso e de uma dona de casa, sofreu um rude golpe quando começou a cumprir, em Aveiro, o serviço militar obrigatório, ao qual «quase» nenhum cidadão português residente em Portugal conseguiu furtar-se naqueles tempos. O pai tinha uma vida desafogada porque ganhava bem com as comissões nas vendas. Comia e bebia bem em grandes almoçaradas com os clientes, mas passava «sacramentalmente» todas noites e fins-de-semana em casa com a «patroa». Fumava exageradamente cigarilhas caras. Com os excessos cometidos, uma doença súbita e maligna em que o cancro minou todos os órgãos vitais, dois meses foram o suficiente para ele deixar em sua casa um órfão e uma viúva, sem quaisquer meios de subsistência porque a pensão de sobrevivência era ridícula e não havia economias acumuladas apesar dos vários anos de trabalho bem remunerado.&lt;br /&gt;Por isso, o Antunes, «sem cunhas», só não foi mandado para o Ultramar e conseguiu ficar em Portugal porque era órfão de pai, filho único e tinha de dar apoio à mãe, praticamente na indigência. Depois, por causa das dificuldades financeiras muito evidentes, não recomeçou os estudos mas conseguiu um lugar numa instituição pára-bancária no Porto, onde se fixou após o casamento e pouco depois da morte da mãe que também fora «mal habituada» pelo pai a não se precaver na comida e na dieta indispensável. Com o nível intelectual que o Antunes possuía, os negócios financeiros não lhe pareceram difíceis e continuou a orientá-los sempre, apesar de desagradado com a interrupção do curso que já não podia retomar por causa do horário quase ininterrupto que devia manter na financeira.&lt;br /&gt;Como era um rapaz que sempre se preocupara com os estudos e com o bom desempenho, mesmo depois de casado com uma rapariga que conhecera desde os tempos em que ia passar as férias a Vila Real de Santo António, não se apercebeu de que é muito importante a dedicação à família e o acompanhamento dos filhos. Eram assuntos pouco importantes para ele porque o pai também passava muito tempo fora de casa como vendedor e ele habituara-se a ter sempre a companhia da mãe que o incitava a estudar para conseguir um bom emprego e não ter de trabalhar muito como o pai. Com o bom nível intelectual que possuía, tudo isso fora fácil de aceitar até ter a desilusão de não poder continuar o curso com a morte súbita do pai.&lt;br /&gt;-- Sabes que fiquei muito frustrado com isto tudo? – perguntou-me.&lt;br /&gt;Tinha acabado de ouvir, muito surpreendido, a história da sua vida que, para mim, foi uma autêntica revelação. Comecei a pensar que o Antunes podia revelar-me mais alguma coisa não só sobre a sua vida mas ainda sobre a sua súbita «transformação». Isto deu-me um certo ânimo e comecei a sorrir. O Antunes olhou profundamente para mim quase que a gozar-me e, com uma forte gargalhada, perguntou:&lt;br /&gt;-- Já estás a pensar?&lt;br /&gt;-- Pensar em quê?&lt;br /&gt;-- Que te vou relatar a história da minha auto terapia!&lt;br /&gt;Muito espantado com esta exclamação, perguntei:&lt;br /&gt;-- Como é que adivinhaste?&lt;br /&gt;-- Não é necessário ser-se psicólogo para adivinhar isto. “Quem tem cara de investidor?” “Quem tem conversa de aldrabão?” “Quem não tem «estaleca» para fazer negócio?”, são perguntas às quais temos de responder, quase de imediato, na financeira. Se falharmos, podemos não ter o êxito desejado e necessário! Porque julgas tu que eles me querem na financeira? Conhecendo como te conheci durante um longo ano lectivo enquanto te «esgueiravas» da tropa para correres frequentemente para a Faculdade e lendo agora os teus livros, não é muito difícil calcular que desejas também a minha história.&lt;br /&gt;-- Acertaste – respondi.&lt;br /&gt;-- Pois, prevendo isto, trouxe-te a história por escrito para conseguirmos conversar sobre outras coisas e poderes dar-me mais alguns conselhos e informações úteis. Ficou na mala do carro para não teres a oportunidade de lhe deitares agora um rabo de olho indiscreto e inoportuno. Também te posso garantir que até publicares o livro que estás a preparar, vou deixar-te informado de tudo aquilo que acontecer. Podes contar comigo para tudo, até para te dar os últimos momentos possíveis do «caso» que vais contar. Mas agora, vamos continuar o nosso bate-papo.”&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;“De repente, dei comigo a pensar que todo o dinheiro que acumulara não serviria de nada se a minha filha fizesse um mau casamento e tivesse a sua família desorganizada. Isso aterrorizou-me um pouco e comecei a calcular os benefícios que agora estava a tirar apenas com uma ligeira mudança da situação total e da minha nova visão do futuro. De pensamento em pensamento dei comigo a compreender seriamente aquilo que é o auto-reforço. Comecei a ficar cada vez mais satisfeito comigo próprio porque via e sentia as vantagens que estava a conseguir com o meu novo comportamento.”&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;“Logo que o comecei, parece que fiquei a «divagar» sobre o conteúdo destes dois temas e a pensar que seria muito importante utilizar essa «aprendizagem social» para fazer com que os mais novos conseguissem ter comportamentos menos agressivos e mais «civilizados» e humanos. Em consequência desta «divagação» surgiram na minha mente várias perguntas:&lt;br /&gt;-- As crianças serão agressivas porque se sentem inferiorizadas?&lt;br /&gt;-- A agressão será uma resposta contra a frustração?&lt;br /&gt;-- Será algum mecanismo de defesa ou de compensação?&lt;br /&gt;-- Que relacionamento terão as crianças com os seus progenitores?&lt;br /&gt;-- Que tipo de comportamentos terão eles?&lt;br /&gt;-- Que modelos estarão a proporcionar aos seus descendentes?&lt;br /&gt;-- Que espécie de identificações serão possíveis nestas circunstâncias?&lt;br /&gt;-- Que reforço vicariante estarão as crianças a obter nos filmes?&lt;br /&gt;-- Sexo, violência, pornografia, chantagem não faltam nos filmes que, muitas vezes, os pais vêem (com agrado dissimulado) mas dizem aos filhos que não os devem ver. Se os pais vêem, porque não irão também eles fazer o mesmo?&lt;br /&gt;-- Que modelos estaremos a proporcionar à nossa filha? Pai distante e mãe preocupada?&lt;br /&gt;-- E que interacção estaremos a manter?&lt;br /&gt;-- Ela não teria dado já uma resposta eloquente em relação a estas dúvidas apenas uma semana depois de eu ter iniciado o seu «apoio psicopedagógico»?&lt;br /&gt;-- O que teria de fazer para aumentar esse efeito já iniciado na minha filha?”&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;“Não consegui «pensar» mais porque parece que entrei num sono profundo.”&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;“No dia seguinte, quando acordei, estava bem disposto e com uma profunda motivação para prosseguir aquilo que já tinha começado. Se todos os outros tinham conseguido «avançar» porque não conseguiria eu? De facto «Sê perseverante», tinha a sua razão de ser!”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-5395755394404757214?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/5395755394404757214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=5395755394404757214' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/5395755394404757214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/5395755394404757214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/06/ser-perseverante.html' title='SER PERSEVERANTE!'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Sj-mixgEr1I/AAAAAAAAAGk/NBW1sNxXXB0/s72-c/Saude2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-2136047211829149540</id><published>2009-06-06T18:31:00.007+01:00</published><updated>2010-04-06T16:11:03.600+01:00</updated><title type='text'>PROFILAXIA E PSICOTERAPIA NA DEPRESSÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SiqrV9VU8QI/AAAAAAAAAGU/QCtCB4gu2Vc/s1600-h/depr2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344272301558132994" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SiqrV9VU8QI/AAAAAAAAAGU/QCtCB4gu2Vc/s320/depr2.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 150px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 105px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Por indicação de alguns dos seus alunos do ISMAT e de outras pessoas conhecidas li este post e o anterior porque há mais de dois anos estou a ser medicada para a minha depressão.Sou enfermeira, a viver com uma pessoa que ganha pouco e preocupa-se consigo próprio. Por isso, não quero ter filhos. Estou a trabalhar num hospital cujos doentes me deixam completamente desorientada. Sinto-me em baixo e, de vez em quando, completamente eufórica, principalmente quando tomo diversos cafés «para levantar o ânimo».Embora tenha só 35 anos, estou a sentir-me completamente velha. O ordenado e especialmente o tempo não dão para fazer uma psicanálise, nem sequer apenas uma psicoterapia de que devo estar a necessitar e que, só agora, o meu novo psiquiatra me recomendou. Às vezes tenho de fazer trabalhos extra para aguentar as despesas cada vez maiores. Contudo, arranjo tempo para consultar blogs e ler livros.Haverá alguma coisa que possa fazer para «me manter viva» e não ficar a «sobreviver» como está a acontecer agora? Faço este comentário e não envio um e-mail porque os seus alunos também me disseram que preferia assim devido a ter mais facilidade em «manipular» apenas o blog. Também me disseram que tinha publicado já bastantes livros e que alguns deles me poderiam emprestar se os conseguissem «requisitar» para os estudos deles, especialmente agora que vão entrar em férias. Não me vou identificar porque seria muito mau para a minha «reputação profissional» que ainda se mantém acima do «normal», mas pode chamar-me Frederica.Estou a sentir-me cada vez mais aflita e sem esperanças embora tente sempre manter um sorriso.”&lt;br /&gt;3 de Junho de 2009 11:34&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Acabei de ler o seu comentário de 3 de Junho ao meu post anterior “&lt;strong&gt;RESPOSTA A UM OUTRO COMENTÁRIO&lt;/strong&gt;” e posso dizer que, de facto, o prefiro a um e-mail.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fobia (4 SET 2008)&lt;br /&gt;Stress (11 SET 2008)&lt;br /&gt;Hipnoterapia (28 SET 2008)&lt;br /&gt;Confusão na Empresa (20 OUT 2008)&lt;br /&gt;Disciplina, Stress e Aprendizagem (6 DEZ 2008)&lt;br /&gt;Autoterapia (24 FEV 2009)&lt;br /&gt;Psicanálise (18 MAI 2009)&lt;br /&gt;Resposta e um outro Comentário (25 MAI 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentrando a atenção no post &lt;strong&gt;AUTOTERAPIA&lt;/strong&gt;, tente &lt;strong&gt;seguir e experimentar os procedimentos aí mencionados&lt;/strong&gt;. Aprenda a fazer relaxamento e tente praticá-lo todos os dias ou mais do que uma vez por dia.&lt;br /&gt;Procure lembrar-se do seu passado e presente, especialmente daquilo que, na minha resposta está mencionado a itálico e a negro. &lt;strong&gt;Esforce-se para conseguir lembrar-se de coisas boas&lt;/strong&gt; que lhe tenham acontecido na vida e também verifique se isso lhe traz, pelo menos de vez em quando, algumas mágoas ou recordações desagradáveis.&lt;br /&gt;Se conseguir fazer isso, procure lembrar-se constantemente dos momentos agradáveis da sua vida. Seguidamente, tente lembrar-se dos momentos desagradáveis, entrar em relaxamento e provocar recordações agradáveis.&lt;br /&gt;Quando conseguir tudo isto, deve estar apta a praticar a auto hipnose e a imaginação orientada.&lt;br /&gt;A parte mais difícil de todas é conseguir entrar em relaxamento. O resto vai tornando-se mais fácil à medida que a prática vai avançando.&lt;br /&gt;É na prática inicial de relaxamento que as pessoas mais necessitam de ajuda. Poderia verificar isso lendo os livros que já estão praticamente prontos para publicação, à espera duma editora:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE!&lt;br /&gt;EU TAMBÉM CONSEGUI!&lt;br /&gt;COMBATA A DEPRESSÃO POR SI PRÓPRIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto os livros não são publicados, para se encorajar e fazer o que acabei de dizer, vou transcrever alguns excertos do novo livro COMBATA A DEPRESSÃO POR SI PRÓPRIO:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Isilda (&lt;strong&gt;Depressão? Não Obrigado!&lt;/strong&gt;), que foi ajudada a «restabelecer-se» e a mudar de vida, com a companhia de um novo namorado, deu origem a um livro que, já publicado, ajudou uma outra pessoa, «&lt;strong&gt;&lt;em&gt;nova paciente&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;», diagnosticada como depressiva, a conseguir fazer quase uma auto terapia. No fim, esta senhora, «&lt;strong&gt;&lt;em&gt;nova paciente&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;», relatou mais ou menos o seguinte que vai constar do novo livro “Combata a Depressão por si Próprio” no capítulo «&lt;strong&gt;Dicas» da «Paciente&lt;/strong&gt;», transcrito quase na totalidade:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“A paciente que, por causa da sua depressão procurava a versão anterior deste livro, foi-se embora e nada mais soube dela até chegar a época das férias grandes do ano lectivo seguinte. Nesse Verão, passados quase dois anos sobre a consulta e a sessão de psicoterapia que tinha sido urgente e rápida, quando eu aguardava a chegada da minha mulher, a paciente, bem-humorada, veio ter comigo, depois de sair de um AUDI novo que me disse ter sido um presente de seu pai.&lt;br /&gt;Informou-me que o artigo sobre a DEPRESSÃO que lera na nossa revista do CPC lhe tinha dado uma visão ainda mais ampla do que aquela que conseguira com a leitura do meu livro e muito diferente da que obtivera com o livro de Carlos Palma o qual lhe causara muito medo.&lt;br /&gt;Contou-me, muito entusiasmada, que através desse artigo tinha consolidado a sua ideia de que o melhor combate à depressão não é uma abordagem medicamentosa mas sim psicológica através da qual o indivíduo vai sendo ajudado a conseguir reforço com as suas boas ideias, sentimentos, acções, planos e imaginações. Isso tinha-a ajudado a ter cada vez mais confiança em si própria e a autovalorizar-se, ultrapassando as pequenas dificuldades que surgiam na vida tal como acontece normalmente com todos.&lt;br /&gt;Porém, achava que o melhor método de profilaxia ou prevenção é ajudar uma pessoa, desde criança, a aprender e a habituar-se a enfrentar as dificuldades da vida nem que, para o efeito, seja necessário fazê-las surgir artificialmente, tal como se faz no atletismo.&lt;br /&gt;Disse-me também que já tinha vendido a casa próximo de Cascais, e enquanto esteve a residir perto de Coimbra, nos primeiros tempos, teve dificuldade em dar aulas e até em recordar a matéria que tinha de expor aos alunos. Porém, nunca falhou na prática do relaxamento, todas as noites, logo depois de fazer 10 minutos de auto-análise (escrever) e de ter mimado o filho, um bocadinho, antes de dormir.&lt;br /&gt;Depois da escrita, tentava lembrar-se do que lhe tinha corrido mal durante o dia. No início, era geralmente das aulas que se lembrava. O marido tinha passado para segundo plano porque a sobrevivência do seu filho se sobrepunha a tudo. Raciocinava acerca do modo como podia melhorar as aulas, entrava em relaxamento e começava a sonhar com a melhor maneira de tirar proveito de todas as situações que teria de enfrentar nas aulas e que seriam semelhantes às já encontradas. Às vezes, entrava logo num sono profundo; outras vezes, parecia que tinha pesadelos e acordava assustada.&lt;br /&gt;-- Estaria a sonhar com alguma coisa invulgar ou fora do habitual? -- perguntei.&lt;br /&gt;-- Não. Eram coisas do passado e compreendi aos poucos que estava a ligar muita importância ao que me acontecia e aos revezes que tinha na vida. Um deles era por os meus pais serem de origem humilde. Isso deixava-me embaraçada a ponto de nunca falar neles ou mentir aos meus colegas e até àquela que me cedeu o seu lugar na Faculdade. Esta mentira durou até ao dia em que ela, por ser a minha melhor amiga, mostrou desejo de ir à casa dos meus pais onde eu vivia temporariamente. Compreendi também que o meu casamento tinha «acontecido» porque ele era meu vizinho, conhecido dos meus pais e o único homem com quem eu falava por força das circunstâncias e com quem casei após cinco anos de convivência.&lt;br /&gt;-- E sente-se bem agora? -- perguntei.&lt;br /&gt;-- Estou óptima. Quando o meu marido soube que eu estava a dar aulas e que tinha sido convidada para orientar mestrados, sem ter tempo para mais nada e sem necessidade de sua ajuda monetária, facilitou-me o divórcio. Quando o meu pai, a quem eu já ia visitar de vez em quando, soube da separação, vendeu uma propriedade que tinha, afastada da sua casa e ofereceu-me um carro. A companhia do neto é muito importante para ele e faz questão de irmos passar quase todos os fins-de-semana em casa dele.&lt;br /&gt;-- Dá-se bem com o seu ex-marido? -- perguntei.&lt;br /&gt;-- Agora melhor do que nunca. Aos dias de semana, de vez em quando, vem buscar o filho para jantar fora. É o dia em que fico com mais tempo para a leitura. Não tenho tempo para mais nada visto que as aulas e a orientação dos mestrados é cansativa e os fins-de-semana são para ler mais alguma coisa e descansar com a família. Assim, não tenho de aturar um homem que sempre exigiu e nunca deu coisa alguma. Era disso que a mãe dele se queixava em relação ao marido e tentava dominar o filho como compensação. Agora, ele até foge da mãe e pouco afecto dedica ao filho. Parece que, para o meu ex-marido, o filho foi apenas uma consequência bio-fisiológica!&lt;br /&gt;Por uma questão de curiosidade e de segurança das informações que estavam a ser preciosas, aventei a seguinte pergunta:&lt;br /&gt;-- E quanto a medicamentos, o que toma?&lt;br /&gt;Olhou para mim com um largo sorriso como que a dizer que a resposta era óbvia:&lt;br /&gt;-- Sabe que sou formada em bioquímica e que devo ter a noção daquilo que os medicamentos provocam directa e indirectamente, de imediato e a longo prazo. Acha que me iria deixar alienar por eles? Quando lhe telefonei para falar acerca do seu livro sobre DEPRESSÃO, tinha ido ao médico que me receitou imediatamente PROZAC, XANAX e RITALINA. Ao tomar isso, parece que fui ficando um pouco apatetada e medrosa e o culminar de tudo foi o telefonema para si por me ter assustado incontrolada e exageradamente depois de ler o livro de Carlos Palma. Porém, com a leitura do seu livro, baixei a dosagem que estava a manter nos 15 dias anteriores e decidi ir à sua consulta. Com o início do relaxamento feito em casa, baixei a dosagem para um quarto e uma semana depois acabei com os medicamentos, não só por não ter paciência para me preocupar com o horário e a sequência da sua ingestão mas ainda por ter mais em que pensar: as aulas. A partir dessa ocasião, os únicos medicamentos utilizados são os essenciais para gripes, constipações, diarreias, etc.; o estritamente necessário para repor o organismo a funcionar bem. Não quero que ele se transforme num depósito de tóxicos – respondeu enquanto continuava a sorrir como que a perguntar-me se a achava tão parva que continuasse a tomar os medicamentos «venenosos» que lhe tinham sido receitados em tempos.&lt;br /&gt;-- Quais os planos para o futuro? -- perguntei.&lt;br /&gt;-- Aquilo que mais me interessa agora é pensar em melhorar e consolidar a posição na Faculdade. Em segundo lugar, estou a ter muito cuidado na educação do meu filho porque não quero que ele passe por aquilo que aconteceu comigo. Já li alguns dos vossos livros sobre o assunto – disse e olhou significativamente para a minha mulher que estava connosco e continuou -- A companhia masculina fica para segundo plano porque desta vez, se calhar, tenho de escolher com razoabilidade. O meu filho não pode ficar ao dispor de qualquer um. Por isso, quando me vou deitar, todas as noites vejo os «filmes» da minha vida e aqueles que eu gostaria de realizar no futuro e é isso que vou tentar ensinar ao meu filho dentro em breve. O meu casamento foi uma espécie de fuga e aconchego que não desejo ao meu filho nem pretendo que volte a repetir-se comigo.&lt;br /&gt;Disse isto, e olhou para o relógio como que a controlar o tempo. O filho estava à sua espera em casa da amiga que lhe cedera o lugar e que agora se dedicava à investigação de pós- doutoramento em Lisboa.&lt;br /&gt;Estas constatações feitas racionalmente e a frio deixaram-me algum tanto surpreendido. Em psicoterapia regular não teria chegado a melhores resultados. Por isso, recomendei-lhe que lesse mais alguns livros que eu estava a preparar e que seriam brevemente publicados. Já que a leitura do artigo sobre a depressão, inserido na revista dedicada à psicoterapia, a tinha ajudado muito a combater o seu estado de desânimo, resolvi adaptá-lo para ser incluído neste livro como um capítulo, a fim de dar uma visão global sobre a depressão, em conjunto com um outro capítulo já existente. Pedi-lhe também que me desse algumas ideias de «paciente» bem sucedida, para que eu as pudesse transmitir a outros leitores.&lt;br /&gt;Despediu-se de mim prontificando-se a deixar na minha caixa de correio a lista do que ela tinha praticado e que se transcreve a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Como todos temos altos e «baixos na vida», é importante valorizar os «altos» para compensar os «baixos». Para isso, é necessário descansar, ter calma suficiente e concentrar a atenção naquilo que se passa connosco. É importante pensar em tudo racionalmente e não emocionalmente.&lt;br /&gt;2. Vulgarmente, isso não é possível sem estarmos relaxados. Para tanto, é importante atingir o relaxamento que, muitas vezes, tem de ser através do exercício muscular se não se conseguir fazer o outro.&lt;br /&gt;3. Em quaisquer circunstâncias, independentemente de algum diário que se deseje manter, a auto-análise é importante porque além de ajudar a recordar os factos do dia-a-dia, pode fazer reviver as imagens do passado que foram recalcadas e relegadas para segundo plano.&lt;br /&gt;4. Depois, convém relembrar conscientemente as coisas boas que fomos vivendo.&lt;br /&gt;5. Em seguida, estamos prontos para recordar os insucessos actuais e verificar as suas causas e o modo de as termos podido evitar.&lt;br /&gt;6. Comparando esta estratégia com aquelas que foram utilizadas no passado, podemos tirar proveito com a recordação dos sucessos obtidos, o que deve provocar auto-reforço em cada um.&lt;br /&gt;7. Depois, é uma questão de utilizar a imaginação orientada que pode ser induzida, como um «filme», logo que se entre em relaxamento. Antes de iniciar propriamente o relaxamento, basta consciencializar e imaginar o assunto que nos interessa, iniciar depois o relaxamento e deixar que as coisas aconteçam.&lt;br /&gt;8. Podem-se, assim, imaginar e projectar muitas coisas para o futuro. Somos capazes de ver e de vivenciar tudo isto numa espécie de ecrã à nossa frente. O importante é que toda esta imaginação seja mais ou menos realizável e não irrealista. Temos de ter os pés bem assentes no chão. É por isso, que a razão e o realismo têm de funcionar efectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estas recomendações feitas por quem conseguiu conduzir uma «psicoterapia» quase por si própria, mantendo a coerência de que fala no número 8, resta-nos felicitar quem quiser seguir este método de modo a reduzir ou prevenir o risco da entrada em depressão. A falta de profilaxia ou prevenção pode ocasionar os incómodos consequentes, causando grande mal-estar no próprio com a subsequente necessidade da inevitável e dispendiosa intervenção de um psicoterapeuta competente para que não exista qualquer outra menos recomendável.&lt;br /&gt;Anúncios na comunicação social e em panfletos não faltam a propor soluções quase infalíveis e milagrosas. Mesmo assim, a sua utilização, sem qualquer garantia de eficácia e de qualidade, não se faz sem um investimento razoável. Quando as pessoas «entram em desespero» agarram-se a qualquer coisa que se apresente como tábua de salvação e, às vezes, é isso que as leva ao fundo donde têm cada vez mais dificuldades de sair, como se estivessem, inevitavelmente, a afundar-se no lodo.&lt;br /&gt;Por isso, é melhor prevenir do que remediar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados mais três anos, como as recomendações feitas por esta paciente me tinham agradado e o livro estava a ser actualizado para reedição, resolvi telefonar para a Faculdade e saber se ela me poderia atender. Da maneira como a telefonista me respondeu, deu-me a impressão de que a «paciente» era uma pessoa muito conhecida, conceituada e bem aceite naquele meio ambiente.&lt;br /&gt;Pouco depois, atendeu-me, conversou comigo e disse que tudo corria sobre rodas mantendo o esquema inicial de muitos fins-de-semana junto da família. Tinha lido todos os livros publicados desde 1998 e pensara muito em tudo o que eu dizia. Muitas vezes punha o assunto em evidência durante o relaxamento para descobrir como poderia modificar o comportamento do filho num sentido positivo e de sucesso. Ela sentia-se muito bem e nada tinha mudado sob o ponto de vista familiar e afectivo. Não queria compromissos sérios porque dedicava todo o tempo ao filho que, na adolescência, estava a praticar o relaxamento e a tentar visualizar o seu possível futuro depois de ter conhecimento de tudo o que se passara entre os pais, com os quais lidava com muito à vontade. Era pena que o seu ex-marido, já com outro filho da mulher com quem vivia, não tivesse muito tempo para o seu primeiro filho e que, por sua vez, também este não gostasse de conviver com aquela família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta constatação muito sincera feita de viva voz pela minha «paciente», bem disposta, segura e confiante no futuro e com a informação que lhe dei de que o livro &lt;strong&gt;COMO «EDUCAR» Hoje!,&lt;/strong&gt; já actualizado, seria em breve publicado com o título &lt;strong&gt;SUCESSO NA VIDA? Porque não?,&lt;/strong&gt; sinto-me encorajado a publicar a nova edição deste livro com o título que agora lhe é conferido.&lt;br /&gt;Verão de 2003.”&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Depois destas longas informações, resta-me desejar-lha boa sorte, apoio dos seus amigos e uma boa prática do relaxamento e da imaginação orientada.&lt;br /&gt;Pode enviar e-mail ou, de preferência, fazer um comentário quando quiser perguntar aquilo que achar mais necessário para o seu caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não sei quando terei oportunidade de publicar os livros agora mencionados, quaisquer outras informações poderão ser dadas unicamente a seu pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o outros conseguiram ultrapassar as suas dificuldades e descreveram as suas «odisseias» e «sucessos», trabalhando com «perseverança» apenas durante alguns minutos por dia e «deixando que as coisas corressem» durante a noite, qual a razão de Frederica, conhecendo agora a prática dos outros, não atingir um resultado ainda melhor?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sobre o que me disse, vou resumir aquilo que eu apreendi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tem 35 anos, é enfermeira com boa reputação, tem de trabalhar «extra» para manter o seu nível de vida, vive maritalmente com alguém que não lhe dá grande apoio moral e financeiro, está com uma depressão e a ser medicada há mais de 2 anos e, de vez em quando, sente-se eufórica quando exagera nos cafés para «levantar o ânimo».&lt;br /&gt;Tem tempo para ver blogs e ler livros quando está a descansar em casa. Quer qualquer conselho para se livrar da situação em que se encontra e que a consegue envelhecer cada vez mais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Apesar de me ter dado muitas explicações, não consegui saber o seu passado. Os seus pais, a sua infância, a sua «educação» os seus amigos daqueles tempos, a sua instrução e os êxitos e fracassos, inclusive os profissionais. A sua vida social que julgo ser de algum convívio mas não muito e sem grande participação do seu companheiro.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Por isso, deve compreender que temos de ir às causas, sempre que possível, para tentar aliviar os efeitos ou eliminá-los, o que é o mais desejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que me diz ter tempo para ver blogs e ler livros que podem ser «facilitados» pelos seus amigos, vou tentar utilizar este post, bastante extenso, para lhe poder dar uma ideia daquilo que é desejável fazer, já que a maior parte da terapia e profilaxia será na hora de dormir. No início, pode ter de despender cerca de 30 minutos para aprender a relaxar; depois, até 2 ou 3 minutos serão o suficiente. A sua intervenção activa quando não estiver a dormir pode demorar entre 10 minutos e meia hora por dia. Tudo depende de si e da sua disponibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo e enquanto os seus amigos não lhe facultarem os livros, peço que consulte os meus posts que se relacionam com psicoterapia, nomeadamente:&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;psyforall.blog.com&lt;/strong&gt;Modelagem e Identificação (3 SET 2007)&lt;br /&gt;Desânimo ou Depressão? (2 MAR 2008)&lt;br /&gt;Perturbações Temporárias (17 JUN 2008)&lt;br /&gt;Desorientação (6 JUL 2008)&lt;br /&gt;Ameaça de Suicídio (4 AGO 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;psicologiaparaque.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver post &lt;strong&gt;LIVROS DISPONÍVEIS psicologiaparaque.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-2136047211829149540?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/2136047211829149540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=2136047211829149540' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/2136047211829149540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/2136047211829149540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/06/profilaxia-e-psicoterapia-na-depressao.html' title='PROFILAXIA E PSICOTERAPIA NA DEPRESSÃO'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SiqrV9VU8QI/AAAAAAAAAGU/QCtCB4gu2Vc/s72-c/depr2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-8126697786954305012</id><published>2009-05-25T23:31:00.013+01:00</published><updated>2011-10-31T00:07:01.178Z</updated><title type='text'>RESPOSTA A UM OUTRO COMENTÁRIO **</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Vendo o segundo Comentário feito por um Anónimo ao &lt;strong&gt;&lt;em&gt;post &lt;/em&gt;PSICANÁLISE&lt;/strong&gt;, posso dizer que este &lt;strong&gt;blog&lt;/strong&gt; se destina essencialmente a falar de &lt;strong&gt;PSICOLOGIA&lt;/strong&gt;, sendo tudo o resto acessório. Não se destina a falar em legislação ou em desvendar a veracidade dos factos. No caso específico do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;post&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, interessou-me mais fazer a distinção entre a técnica terapêutica da &lt;strong&gt;Psicanálise &lt;/strong&gt;e a de &lt;strong&gt;Imaginação Orientada&lt;/strong&gt; que até pode funcionar como profiláctica e ser «manipulada», em grande parte, pelo próprio.&lt;br /&gt;Isto quer dizer que os factos mencionados, embora verdadeiros, não têm interesse relevante. Interessa saber o modo e a razão porque surgiram «na cabeça» da pessoa e em que momento, bem como a maneira como a «fazem funcionar». O mais importante é o modo como as pessoas &lt;strong&gt;sentem&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; reagem&lt;/strong&gt; a certos acontecimentos, a possibilidade de alguns «&lt;strong&gt;traumatismos&lt;/strong&gt;» poderem desorientar a vida do indivíduo, assim como a &lt;strong&gt;profilaxia&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;psicoterapia&lt;/strong&gt; que se pode fazer em relação aos mesmos. Foi neste contexto que esses factos foram mencionados, não muito abertamente, mas podem ser perfeitamente explicados oralmente se alguém tiver interesse nisso, de acordo com as minhas possibilidades.&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;atribuição&lt;/strong&gt; que faço em ralação ao comentador anónimo é a de se tratar de uma pessoa bastante versada em assuntos militares.&lt;br /&gt;Por enquanto, a um anónimo, e muito particularmente num &lt;strong&gt;blog&lt;/strong&gt;, posso apenas dizer que, pedindo exoneração do meu cargo de Conservador interino da Biblioteca Nacional de Goa, em Nov. de 1957, entrei imediatamente para a Força Aérea, como voluntário, para o curso de pilotagem, aos 23 anos, com a possibilidade de, ao fim de 4 anos, poder ingressar nos &lt;strong&gt;TAIP&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Chumbei no curso de pilotagem de P1/58 (não interessa saber porquê) e ingressei no NAV 1/58 (navegadores) que terminei em 3º lugar num grupo de 10.&lt;br /&gt;No Verão de 1960, pouco antes de terminar os 4 anos de serviço militar, apesar de não ter querido ir a Águeda para ser Oficial do Quadro Permanente, tive de resolver o dilema entre ser nomeado para Angola por vontade do futuro Comandante da Base, ou oferecer-me como voluntário para Angola e entrar &lt;strong&gt;imediatamente &lt;/strong&gt;no Quadro Permanente de Pilotos-Navegadores. Optei pela segunda hipótese, mas entrei para o Quadro bastante mais tarde.&lt;br /&gt;Fiquei cerca de 4 anos em tenente e, quando fui tirar o curso de promoção a capitão, realizado em três grupos, tive como colegas de curso dois Generais, actualmente na reserva ou reforma, um deles ex-CEMFA e outro, com «direito à indignação», ex-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas.&lt;br /&gt;Quando estive na Base dos Açores, como Oficial do &lt;strong&gt;Quadro Permanente&lt;/strong&gt;, tinha 2 anos de Angola, mais 2 anos do Montijo e quase 4 anos dos Açores. &lt;strong&gt;Não seria possível optar por outra situação ao fim de 8 anos de serviço no Quadro Permanente?&lt;/strong&gt;Entretanto, no meu tempo, houve muitas coisas que «aconteceram pontualmente», talvez por «conveniência de serviço», e que não interessa aqui mencionar porque não são do âmbito da Psicologia. Houve pessoal do Quadro Permanente que ficasse em comissão de serviço em diversos Organismos estatais ou particulares, quem conseguisse passar para o Quadro do Complemento e ir trabalhar fora da Força Aérea, quem tivesse autorização para se matricular na Faculdade e quem conseguisse autorização para acumular outro serviço além do da Força Aérea (o que consegui apenas nos dois últimos anos quando estava em tratamento psiquiátrico).&lt;br /&gt;Contudo, mais uma vez friso que no &lt;strong&gt;blog &lt;/strong&gt;interessam mais as &lt;strong&gt;percepções &lt;/strong&gt;das pessoas, o modo como elas as encaram, as &lt;strong&gt;atribuições&lt;/strong&gt; que são obrigadas a fazer e a possibilidade que existe em se efectuar uma &lt;strong&gt;profilaxia &lt;/strong&gt;para que as mesmas não funcionem como &lt;strong&gt;traumatismos &lt;/strong&gt;no sentido &lt;strong&gt;negativo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;A recordação do conhecimento do simples facto de que um oficial superior &lt;strong&gt;navegador tinha no seu currículo uma licenciatura em História tirada durante a sua permanência na Força Aérea, fez-me lembrar que três vezes me tinha sido negada autorização para continuar o curso de Direito no qual me matriculara em 1958.&lt;/strong&gt; Depois, foi o resto do rol das recordações (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;subjectivas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Como outro exemplo, posso dizer que a palavra «camarada», embora a aceite com toda a naturalidade, provoca-me uma certa repulsa porque além de vários acontecimentos anteriores, até o meu estágio profissional de Psicologia foi supervisado por «camarada» que mais tarde me «boicotou», em conjunto com outro «camarada», a minha investigação em neuropsicologia, depois de um ano de trabalho árduo. Contudo, embora eu não pertença a qualquer «&lt;strong&gt;confraria&lt;/strong&gt;» damo-nos todos, aparentemente, muito bem.&lt;br /&gt;Se quisesse ir para TAP tê-lo-ia feito depois de passar à reserva, pela Junta de Saúde de 22 de Abril de 1974. Mas, nessa ocasião, estava muito mais empenhado em tirar um curso superior (sem qualquer autorização, por ser particular) cuja possibilidade me tinha sido negada durante a permanência de quase 17 anos na Força Aérea.&lt;br /&gt;Agora, interessa-me mais a &lt;strong&gt;Psicologia&lt;/strong&gt; e, especialmente, a &lt;strong&gt;Psicoterapia&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-8126697786954305012?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/8126697786954305012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=8126697786954305012' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/8126697786954305012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/8126697786954305012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/05/resposta-um-outro-comentario.html' title='RESPOSTA A UM OUTRO COMENTÁRIO **'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-301530657877650492</id><published>2009-05-18T18:32:00.006+01:00</published><updated>2011-10-31T00:06:25.918Z</updated><title type='text'>PSICANÁLISE **</title><content type='html'>Há tempos, um dos meus alunos perguntou-me qual a razão por que eu não dizia bem da &lt;strong&gt;psicanálise&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;A minha resposta, muito simples, baseia-se na possibilidade de, repentinamente, o psicanalista, baseado numa recordação do analisado, poder fazer uma observação ou intervenção muito pessoal, quase sempre bem aceite pelo analisado e que pode não se coadunar com a sua própria vida, levando-o a aderir a um sistema valorativo muito diverso.&lt;br /&gt;Deste modo, passa a não ser uma pergunta nem uma hipótese mas sim uma espécie de conclusão do psicanalista relativa a si próprio, baseada na recordação de vida do analisado. O que pode acontecer a partir daí? O analisado pode tentar adquirir novos valores não coincidentes com a sua personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tema de reflexão, mais do que uma resposta a uma pergunta dum aluno, foi aflorado em mim por um acontecimento muito simples que avoquei na minha &lt;strong&gt;imaginação orientada&lt;/strong&gt; depois de um dia cansativo e um &lt;strong&gt;relaxamento profundo. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tinha acabado de assistir à primeira parte do encontro de Navegadores da Força Aérea Portuguesa, 50 anos depois do meu curso, na Base Aérea de Sintra e tinha ficado a rever um pequeno excerto de filmagens feitas no 6º Encontro de Navegadores realizado na Base de Sintra, em 2002, para entrega dos «brevets» de navegador solicitados por mim, atribuídos por despacho do 2º SCEMFA em 1963, e &lt;strong&gt;conferidos&lt;/strong&gt;, com outros números, &lt;strong&gt;passados apenas quase 40 anos&lt;/strong&gt;! Entretanto, &lt;strong&gt;alguns desses navegadores já morreram&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;A conferência de um navegador, oficial superior, que, em 2002, era capitão e tinha no seu currículo uma licenciatura em História tirada durante a sua permanência na Força Aérea, fez-me lembrar que &lt;strong&gt;três vezes&lt;/strong&gt; me tinha sido negada autorização para &lt;strong&gt;continuar&lt;/strong&gt; o curso de Direito no qual me matriculara em 1958. As razões eram várias: tinha sido colocado nos Açores ou em Angola e não podia frequentar as aulas, ou estava empenhado em missões de serviço nos territórios ultramarinos!&lt;br /&gt;A possibilidade de ser contratado por uma companhia de aviação civil estrangeira também me foi subtilmente cortada e, quando um dia, consegui ir falar com o responsável da TAP a fim de lhe pedir que me fizesse testes para saber se poderia ingressar na mesma, recebi uma resposta que me surpreendeu bastante e é mais ou menos a seguinte:&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Não precisamos dos vossos testes para nada. Nós conhecemos o vosso currículo. A sua maior dificuldade deve ser na saída da Força Aérea. Se conseguir isso, no dia seguinte pode vir ter connosco.&lt;/em&gt;Ia alegre e satisfeito quando me encontrei com um «camarada» que se admirou de me ver tão bem disposto em contraposição com o meu permanente mau humor. Julgando que ele era de confiança, relatei o sucedido e confessei que me sentia muito feliz e que, de regresso aos Açores, iria transmitir a boa notícia à minha mulher.&lt;br /&gt;Qual não foi o meu espanto, quando no momento da aterragem nas Lajes, estava um soldado à minha espera para me dizer que tinha de ir falar urgentemente ao 2º Comandante da Unidade. Maior ainda foi a surpresa quando esse Comandante me disse ter recebido um «rádio» para eu me apresentar urgentemente nos Serviços de Saúde para a revisão necessária visto ter sido nomeado, por essa via, para Angola. Fiquei completamente transtornado porque além de poder ir para a TAP, onde ganharia o quádruplo ou mais com muito menos serviço, também esperava continuar o curso de Direito.&lt;br /&gt;Mas a saga ou a «&lt;strong&gt;indignação&lt;/strong&gt;» não acabou aqui. Quando cheguei a Angola e tive de me apresentar no Comando, o Chefe do Estado-Maior (por acaso oriundo da Marinha), meu velho conhecido e pessoa com quem me dava bem, disse-me quase taxativamente:&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Oh Noronha. Nós necessitamos cá de gente mais moderna. Você é tenente bastante antigo e não sei onde o hei-de colocar. Não sei porque é que foi você o nomeado. Tenho de o deixar nas Informações do Comando. Vai à Base voar quando for necessário.&lt;/em&gt;Depois, no seguimento de algumas trocas de impressões com quem tinha sido meu anterior Comandante da Base, relatei-lhe a minha conversa com o Comandante da Região Aérea em que estivera anteriormente colocado, acerca da minha intempestiva colocação em Angola, bem como a reacção do mesmo perguntando-me se “&lt;strong&gt;eu não queria ir defender a pátria&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;Quando, de seguida, contei também a este Comandante a desdita em relação à possível contratação na TAP, ele disse-me:&lt;br /&gt;-- &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Agora já compreendo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Por acaso, este Comandante tinha acabado de requisitar para a biblioteca dois livros sobre psicanálise, de &lt;em&gt;Pierre Daco&lt;/em&gt;, acabados de ser publicados em francês e, depois de passar è reserva, tirou o curso de Direito.&lt;br /&gt;Regressado de Angola, como não conseguia continuar na Faculdade de Direito porque não tinha bilhete de identidade civil para me matricular nem autorização que, como militar, me era negada, procurei o curso de Psicologia por ser dum Instituto Superior particular. Quando perguntei na Secretaria se necessitava de bilhete de identidade civil ou autorização militar, a empregada riu-se a bom rir e disse-me:&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Aqui o que nós precisamos é de dinheiro para pagar as propinas. Identifique-se como quis&lt;/em&gt;er.&lt;br /&gt;Ainda me lembro que essa chefe de Secretaria, logo que me aproximasse para pagar as propinas e me visse à procura do cartão com o número de aluno, dizia “&lt;strong&gt;1581”&lt;/strong&gt; e apressava-se a preencher o recibo, rindo com gosto. À primeira vez, fiquei admirado, mas depois, fui-me habituando. Provavelmente, ela tinha ficado «&lt;strong&gt;traumatizada&lt;/strong&gt;» com a minha pergunta disparatada acerca do bilhete de identidade e da autorização, seguida da minha cara de espanto perante a sua resposta. &lt;strong&gt;Assim eram os tempos antigos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo a propósito deste curso, que seria muito útil para a Força Aérea, senti-me na necessidade de escrever uma carta ao Sub-secretário de Estado chamando «&lt;strong&gt;Senhor Inteligente&lt;/strong&gt;» a um responsável superior hierárquico que tratava de tudo isto com uma ligeireza muito grande, o que me «&lt;strong&gt;rendeu&lt;/strong&gt;» cinco dias de prisão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí «&lt;strong&gt;fui-me completamente abaixo&lt;/strong&gt;» a ponto de não conseguir estudar para o curso nem ser capaz de desempenhar as funções numa Direcção onde tinha sido colocado.&lt;br /&gt;A minha insatisfação foi aumentando e piorando porque me sentia extremamente prejudicado em relação aos pilotos-aviadores que tinham tudo e nada deixavam para os outros a não ser o trabalho e as responsabilidades.&lt;br /&gt;Os meus colegas, ou «camaradas» como eles diziam, de entrada na Força Aérea, eram capitães e os que tinham feito comigo o curso de promoção a capitão eram quase majores enquanto nós continuávamos como tenentes. Contudo, os serviços de responsabilidade eram executados por nós, «mais antigos», que substituíamos majores e tenentes-coronéis.&lt;br /&gt;As promoções ficavam de tal maneira para eles e os serviços de responsabilidade para nós, que comecei a sentir-me como &lt;strong&gt;escravo numa roça dos Pil.Av&lt;/strong&gt;. Naquela época, não podia dizer isto nem «pensar em voz alta» porque podiam perguntar-me se desejava «&lt;strong&gt;provocar uma subversão&lt;/strong&gt;» da mesma maneira como me tinham perguntado anos antes se “&lt;strong&gt;eu não queria ir defender a pátria&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha condição física e psicológica foi piorando até que, depois de muito tratamento psiquiátrico medicamentoso com um psiquiatra de orientação psicanalítica e que me dizia que eu deveria ter tido muitos conflitos com o meu pai, resolvi não seguir a medicação e «deixar as coisas andar».&lt;br /&gt;O resultado foi uma Junta Médica ter de me considerar incapaz para o voo em 22 de Abril de 1974, o que me colocou na reserva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta data, com uma pressão psicológica muitíssimo menor e muito mais disponibilidade de tempo, apesar de não ter ainda concluído o 1º ano do ISPA, consegui, ao abrigo da lei para os militares, terminar rapidamente o curso e seguir em frente como desejava. A minha tensão psicológica aliviou rapidamente sem quaisquer medicamentos, apesar de me ter sido diagnosticada uma &lt;strong&gt;neurose depressiva reactiva&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;Onde foram parar os aludidos conflitos com o meu pai? E a &lt;strong&gt;colite crónica&lt;/strong&gt; de que sofri durante mais de quatro anos?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Lembrei-me também do mesmo aluno, que tinha feito o reparo em relação à minha má aceitação da psicanálise, ter perguntado se a imaginação orientada não poderia conduzir a um caminho perigoso e cheio de utopias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que um psicanalista poderia, tal como me aconteceu, querer atribuir as minhas dificuldades aos conflitos com o pai e não com a Força Aérea, com ou sem razão. Poderia também arranjar uma justificação para tudo, culpando a sociedade e desculpabilizando-me de forma a eu poder fazer qualquer disparate.&lt;br /&gt;Na &lt;strong&gt;imaginação orientada&lt;/strong&gt;, o próprio é confrontado com as suas dificuldades, que não tem de confessar a outra pessoa, como acontece na psicanálise o que pode incitar o psicanalista a fazer juízos de valor ou a dar opiniões. Também, como é difícil «despirmo-nos» perante os outros, o analisado pode omitir qualquer coisa que não lhe convenha revelar ou apresentar uma má imagem. Na imaginação orientada não é necessário esse «despir» em público. Cada um «despe-se» à medida que desejar e guarda para si o que não quiser revelar. Porém, pode lembrar-se de tudo, visualizar, analisar, raciocinar, planear, sem juízos de valor dos outros, acerca do bem e do mal. Pode também fazer os seus próprios juízos de valor com a ajuda que desejar do terapeuta, apenas com as informações gerais fornecidas por si próprio. O terapeuta pode colocar as hipóteses que achar mais convenientes como perguntas de reflexão, para serem questionadas pelo «paciente» e aceites ou rejeitadas por ele após análise e compreensão das mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na bem delineada intervenção do oficial navegador já referido, senti que existia uma mágoa parecida à minha, mas talvez menor do que aquela que eu tinha sentido durante a minha permanência na Força Aérea, o que me fez lembrar várias outras coisas que me foram acontecendo ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última parte da minha imaginação orientada vieram-me à memória o bom nível de comportamento dos oficiais da Marinha com quem privei bastante, dos oficiais da Força Aérea Espanhola que fui encontrando nas Canárias, dos disparates e saneamentos «estúpidos» e «inaceitáveis» de alguns «camaradas» feitos por alguns dos nossos outros «camaradas» logo após a «revolução», das tentativas de alguns «camaradas» quererem «trepar» à custa dos outros, dos prováveis «&lt;strong&gt;informadores&lt;/strong&gt;» -- &lt;strong&gt;aparentemente honestos «por fora»&lt;/strong&gt; -- que existiam na Força Aérea, além de várias outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, &lt;strong&gt;nunca consegui compreender&lt;/strong&gt; a minha nomeação intempestiva, desnecessária e urgente para Angola no momento em que eu poderia ir para a TAP e continuar o curso de Direito!&lt;br /&gt;Eram os tempos antigos que não interessa recordar &lt;strong&gt;mas aprender com eles a fim de não os repetir e mudar o futuro&lt;/strong&gt;. Para isso serve a &lt;strong&gt;imaginação orientada&lt;/strong&gt;. E, se for com um &lt;strong&gt;relaxamento profundo&lt;/strong&gt;, ainda melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto provocou-me um certo alívio e uma compreensão melhor do aproveitamento que fiz com o ingresso no curso de Psicologia: &lt;strong&gt;consegui safar-me no meio da tormenta que me avassalava no momento&lt;/strong&gt;. E lembrei-me subitamente da «Revolução dos Cravos» feita para evitar «&lt;strong&gt;os cardos&lt;/strong&gt;» com os quais &lt;strong&gt;alguns estavam a ser picados&lt;/strong&gt;, para dar a tudo isso uma coloração muito diferente da original. Os apregoados ideais anunciados por alguns bem intencionados «&lt;strong&gt;ficaram pelo caminho&lt;/strong&gt;» mas, pelo menos, &lt;strong&gt;vimo-nos livres da PIDE e da Censura.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi bom ter assistido a este encontro que compensou largamente a minha ausência na &lt;strong&gt;Bênção das Pastas no ISMAT&lt;/strong&gt; onde sou responsável pelas disciplinas de Psicologia Social e Psicopatologia na licenciatura em PSICOLOGIA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-301530657877650492?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/301530657877650492/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=301530657877650492' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/301530657877650492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/301530657877650492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/05/psicanalise.html' title='PSICANÁLISE **'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-42568771659512074</id><published>2009-04-24T15:04:00.008+01:00</published><updated>2011-02-12T18:25:33.065Z</updated><title type='text'>O 25 DE ABRIL AINDA EXISTE?</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Quando me encontrei recentemente com alguns amigos meus que estiveram consigo em Lagos, na época da Páscoa, soube que era professor de Psicologia Social no ISMAT e que mantinha um blogue.&lt;br /&gt;Embora tenha passado o 12º ano com boa classificação, não tive disponibilidade financeira para continuar a estudar porque quis agarrar uma óptima oportunidade de trabalhar em Marketing e amealhar uns trocos. Futuramente, tentarei tirar o curso de Economia ou Gestão Empresarial.&lt;br /&gt;Porém, ao consultar o seu blogue, vendo mencionados vários livros seus e como estamos em vésperas de 25 de Abril, o meu maior interesse consiste em saber se essa revolução seria previsível e se pode ser compreendida através da Psicologia Social. Qual a sua opinião ou visão sobre este assunto?&lt;br /&gt;Embora não me conheça pessoalmente, chamo-me Vicente Rodrigues Sampaio e, nos próximos cinco anos, vou ser candidato a um dos cursos acima mencionados, na zona do Porto ou arredores.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro senhor Vicente Rodrigues Sampaio.&lt;br /&gt;Não o conheço pessoalmente mas julgo que sei quem são os amigos de quem falou. De qualquer modo, tenho imenso gosto em tentar dar-lhe uma imagem das minhas convicções sobre o &lt;strong&gt;“25 de Abril”&lt;/strong&gt;, não apenas como docente de Psicologia Social, mas também como homem político que forçosamente, em democracia, tenho de ser, como todos nós.&lt;br /&gt;Por isso, neste caso particular, tenho dificuldade em separar as águas e peço desculpas pelas opiniões pessoais que possa estar a proferir, visto que vivi 40 anos na «&lt;strong&gt;ditamole&lt;/strong&gt;», daquelas que «faz mossa».&lt;br /&gt;Antes de tudo, peço que leia ou releia &lt;strong&gt;GOVERNAR «BEM» NÃO É FÁCIL&lt;/strong&gt;, de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;22FEV2009&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Através desse&lt;em&gt;&lt;strong&gt; post&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e de outros que nele são mencionados, deve compreender que nunca tive qualquer simpatia pela governação de Salazar, especialmente depois de 1940 e sem a sábia «opinião» e conselhos de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quirino de Jesus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Na época em que cheguei ao território continental, em Novembro de 1957, verificava-se na população um atraso enorme na alfabetização e na consciência dos seus direitos como cidadãos. Parecia que o &lt;strong&gt;Estado &lt;/strong&gt;era o «&lt;strong&gt;Todo-Poderoso&lt;/strong&gt;» e que fazia o favor de dar, de vez em quando, umas migalhas ao seu povo, o qual não tinha o direito de «refilar» ou de «exigir» qualquer coisa a que se julgasse com direito.&lt;br /&gt;Além disso, a obediência cega e não contestada aos chefes era um «bem» a ser preservado pelos cidadãos para a obtenção de qualquer «benesse» que pudesse ser solicitada no futuro. Assim era, tanto nas Forças Armadas como no Funcionalismo Público. A «instrução» era uma regalia dos que possuíam bens de fortuna. Para quê instruir um povo que se destinava a «trabalhar» e a «ser governado»? Para governar, existiam os «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;eleitos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» que a &lt;strong&gt;hierarquia&lt;/strong&gt; escolhia.&lt;br /&gt;Poderão perguntar-me se isso mudou com a nossa actual «democracia». E as minhas perguntas não se farão esperar:&lt;br /&gt;-- Qual o nosso atraso em relação ao resto da Europa?&lt;br /&gt;-- A taxa de instrução mudou muito?&lt;br /&gt;-- É acessível a todos de modo que os «talentos» sejam desenvolvidos?&lt;br /&gt;Se assim não é, como poderá haver «democracia», que é um sistema de governação com a participação de todos os cidadãos devidamente esclarecidos?&lt;br /&gt;Muitos dirão que existem diversos tipos de democracia como a chamada «democracia orgânica» de que muito se falava no tempo de Salazar. Em quase todos os países do mundo existe democracia! Não estou a falar na &lt;strong&gt;teoria&lt;/strong&gt; mas sim apenas na &lt;strong&gt;prática&lt;/strong&gt;. Mesmo nesses tempos, quem conseguia votar correcta e honestamente? Quem conseguia dizer alguma coisa contra o «regime»? Qual a percentagem das pessoas que percebiam alguma coisa de política, direitos cívicos, macroeconomia ou progresso industrial?&lt;br /&gt;Para que serviam a polícia política e a censura? Para &lt;strong&gt;«determinar» aquilo que os outros deveriam sentir ou pensar&lt;/strong&gt;? Para isso, não seriam a &lt;strong&gt;instrução &lt;/strong&gt;e a &lt;strong&gt;educação&lt;/strong&gt; os instrumentos mais adequados?&lt;br /&gt;O desconhecimento e a ignorância eram um «feudo» dos governantes. Continua ainda a ser em algumas terras mais recônditas do nosso &lt;strong&gt;Portugal actual e &lt;em&gt;pós-25 de Abril&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; onde existe um «maioral», religioso ou não, que dá o «mote» para que «o rebanho» o siga em coro e as coisas sejam conduzidas ao seu agrado. A democracia não consiste em ir votar mas sim em tomar parte activa na vida pública para que a mesma seja conduzida de acordo com a vontade da maioria e sem a subjugação das minorias. Haverá já instrução e educação suficientes para que a vida pública seja conduzida ao nosso gosto por aqueles que nós escolhemos numa votação? E eles continuarão a ser honestos e coerentes com aquilo que prometeram na sua magnífica campanha eleitoral?&lt;br /&gt;Há poucos dias, falou-se na televisão num estudo comparativo sobre a «liberdade» nos vários países europeus. Portugal ficava, em média, cerca de 10% abaixo de qualquer outro país. Se ainda não existe «liberdade» suficiente para estarmos ao nível dos restantes países da Europa, como será possível demonstrarmos convenientemente os nossos interesses? Este &lt;em&gt;&lt;strong&gt;blog &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;não tem moderação para os comentários. Espero que os intervenientes sejam comedidos nas palavras, com toda a liberdade para &lt;strong&gt;&lt;em&gt;expressarem a&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sua opinião, sem ofensas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Se juntarmos a falta de instrução, à falta de liberdade, em que ficamos? Falou-se hoje na TV num estudo da UNICEF sobre a instrução, educação e apoio à criança, que apresenta Portugal como um dos países mais atrasados, enquanto classifica a Suécia no mais alto nível. Os antigos e actuais Ministros da Educação terão ouvido isto? Serão os tais «democratas» que temos?&lt;br /&gt;Nos tempos antigos, a falta de desenvolvimento exigiu também o aumento da emigração que, em comparação com o nível de vida dos países acolhedores, fez ver aos vários emigrantes e seus familiares a diferença de nível de vida nos vários países. Em Portugal, as pessoas só podiam &lt;strong&gt;ver&lt;/strong&gt; o que se passava à sua volta mas tinham de se &lt;strong&gt;calar&lt;/strong&gt;. Isso magoa e &lt;strong&gt;frustra.&lt;/strong&gt; A guerra do Ultramar foi outra porta aberta para um cenário diverso e também &lt;strong&gt;frustrante&lt;/strong&gt; mas sem a possibilidade de reacção.&lt;br /&gt;Nestas circunstâncias, os «castigos» aos quais ficamos sujeitos criam &lt;strong&gt;frustrações&lt;/strong&gt; que exigem uma resposta «engendrada», às vezes, conforme as possibilidades do momento. A pressão originada pela frustração e sentida vivamente dentro de cada um, vai crescendo e exigindo o desejo legítimo de a aliviar. Se não houver escape, o «&lt;strong&gt;contentor&lt;/strong&gt;», qualquer dia, &lt;strong&gt;pode explodir&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Seria leviandade e muita ignorância dizer que não se podia prever qualquer comportamento fora do comum. E, o mais vulgar e lógico, seria o de «retirar» os governantes dos seus «poleiros» e substituí-los por outros que fossem mais consentâneos com os anseios momentâneos da maioria ou de quem pudesse executar essa substituição.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Se os militares eram os mais sacrificados com a guerra e com a falta de desenvolvimento do país e até alguns generais estavam nesse rol, a força necessária estava à disposição «da explosão» desde que se conseguisse um momento propício e um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;«modus operandi» &lt;/em&gt;adequado&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O «direito á indignação» de que falou, uma vez, um Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, tinha de ser exercido com muito mais razão e acuidade do que agora e o «regime», que tanto camuflou e mascarou a sua «virtude» nos últimos anos com acções de intimidação, enquanto os «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ballet Rose&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» funcionavam à mistura com uma governação inadequada, caiu de podre como uma fruta madura na qual ninguém quer pegar mas que deixa saudades em alguns.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Será que ao fim de 35 anos de exercício do novo poder político,&amp;nbsp;não existem ainda resquícios de «&lt;/em&gt;Ballet Rose&lt;em&gt;» modificado?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Em que ficam os cargos, quase vitalícios, de alguns governantes «conquistados» através de electrodomésticos, festas populares, «favores pessoais» e «benesses» várias? E, em que ficou a instrução que é essencial para a aquisição dos conhecimentos necessários para a autodeterminação e desenvolvimento de um povo? Quem a exige e quem a proporciona? Disseminou-se com a entrega de «diplomas»?&lt;br /&gt;Se, com os «bons conselhos» de Quirino de Jesus, Salazar tivesse arranjado, a partir de 1940, um sucessor a quem, com a sua longa experiência dos 20 anos anteriores, ajudasse a melhorar o desenvolvimento e a instrução neste país, bem mereceria a gratidão de um povo que ele ajudou, no início do seu mandato, a «sair da cepa torta». Um largo, um monumento e muitas mais coisas seriam poucas neste &lt;strong&gt;País &lt;/strong&gt;ainda &lt;strong&gt;faminto de pão, instrução e democracia&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Salazar «&lt;strong&gt;foi-ce sem martelo&lt;/strong&gt;». De que serviu o ouro que foi acumulado sem um desenvolvimento adequado do País em pessoas e bens? O desfecho da sua vida faz lembrar a de um outro velho solteirão que vivia num quarto onde ninguém mais podia entrar. Esse homem era um sovina que fazia toda a espécie de sacrifícios, exigindo que a restante família dependente de si também procedesse do mesmo modo. Um dia, foram encontrá-lo morto ao lado da cama, agarrado a uma antiga lata de petróleo quadarngular, com base de 20 cm2. e 50 cm. de altura, com uma bela tampa, cheia de «notas» das mais valiosas. Depois da sua morte, pouco tempo duraram as «notas» na lata de petróleo. Como eram leves, &lt;strong&gt;esvoaçaram!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O nosso vizinho Franco industrializou o país e «&lt;strong&gt;passou o testemunho&lt;/strong&gt;» duma maneira muito sensata e ordeira. Porém, o &lt;strong&gt;povo espanhol&lt;/strong&gt; estava &lt;strong&gt;mais ou menos satisfeito&lt;/strong&gt; com o seu &lt;strong&gt;dirigente&lt;/strong&gt; que não era tão repressivo como o nosso, nem tão forreta. E a nossa falta de visão do futuro foi ainda mais catastrófica.&lt;br /&gt;Vários dos oficiais espanhóis, com quem muitas vezes contactei, diziam-me que estavam a tirar um curso universitário para além do seu curso militar. A nós, essa «benesse» era negada com os mais diversos argumentos. Respondo pessoalmente por isso. Senão, provavelmente, seria agora advogado e não psicólogo. E isto só foi possível porque o curso de Psicologia, praticamente proibido «no Estado», em 1965, era uma ténue necessidade a ser suprida no ensino &lt;strong&gt;particular e religios&lt;/strong&gt;o para a orientação e reeducação escolar.&lt;br /&gt;Os mesmos jovens oficiais espanhóis também me diziam que não era necessário ouvir falar a língua, nem ver a moeda ou ler os cartazes para saber se estávamos em Portugal ou Espanha. Bastava olhar para as estradas, para as casas e para o cultivo das terras. Esses oficiais que, em 1961, pareciam andrajosos em comparação connosco e ganhavam menos do que o nosso ordenado, em 1970, tinham uma aparência completamente diferente e ganhavam mais do que o dobro do nosso vencimento. Não terão sido a instrução e a industrialização que ajudaram a Espanha, de Franco, a «dar o salto qualitativo» de que tanto necessitava?&lt;br /&gt;O que fez Salazar, com a sua teimosia, em relação a nós? Deixou-nos ignorantes, mendicantes, invejosos, medrosos e obedientes, exceptuando alguns que, uma vez colocados no «poleiro» se mostram corruptos, importantes e prepotentes?&lt;br /&gt;Assim, inaugurar, em &lt;strong&gt;25 de Abril&lt;/strong&gt;, um largo, uma estrada, uma ponte, um museu ou qualquer outra coisa, por mais insignificante que seja, com o nome de Salazar, parece ser um pouco ofensivo para a boa coerência dos factos ocorridos e para as pessoas mais radicais. Poderia ser antes ou depois desta data. &lt;em&gt;Talvez antes, para sermos mais coerentes!&lt;/em&gt; Mas, se formos verdadeiramente democratas, até podemos aceitar que ele fez o melhor que pôde antes de 1940 mas que não soube deixar de &lt;strong&gt;disparatar&lt;/strong&gt; depois desse momento a partir do qual muita da nossa vida teria melhorado só com a aprendizagem da democracia e com o aumento da instrução, assim como aconteceu na Europa à qual pertencemos. E onde estão todos aqueles que o apoiaram, especialmente, nos últimos 20 anos da sua vida? Vê-se algum na televisão?&lt;br /&gt;Para finalizar, posso dizer que a &lt;strong&gt;frustração &lt;/strong&gt;pode conduzir-nos a &lt;strong&gt;comportamentos estranhos e disparatados&lt;/strong&gt;, não se conseguindo saber de antemão quais serão. Se, no momento em que tivermos na nossa mão o controlo da situação, não formos capazes de reduzir essa sensação de desconforto, tão desagradável para o próprio, talvez tenhamos a surpresa e o desagrado de «nos sair o tiro pela culatra». Para isso o &lt;strong&gt;feedback &lt;/strong&gt;é importante (ver o &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Na Comunicação, o Importante é o Feedback&lt;/strong&gt;, de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;14ABR2009&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Ramalho Eanes acabou de dizer, em Grândola, que tínhamos as instituições que merecíamos. E também o país que ajudámos e reformular. Não será verdade? Foi num painel em que também participavam capitalistas! E «esquerdistas»! &lt;strong&gt;Não tivemos 35 anos para «&lt;em&gt;construir a democracia&lt;/em&gt;» e remodelar o País? O que fizemos? Para onde foram as «&lt;em&gt;ajudas&lt;/em&gt;» que recebemos da Comunidade Europeia?&lt;/strong&gt;A &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Psicologia Social&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ensina-nos como devemos estar preparados para reagir de modo adequado; mas também diz que temos de «&lt;strong&gt;intervir&lt;/strong&gt;» se quisermos que a &lt;strong&gt;democracia&lt;/strong&gt; exista e seja uma realidade. Hoje encontrei um General, «sem ser de aviário», que concordou com as minhas ideias.&lt;br /&gt;Caro Senhor Vicente Rodrigues Sampaio. É esta a minha opinião técnica e política na véspera de &lt;strong&gt;um 25 de Abril que ainda não se concretizou!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-42568771659512074?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/42568771659512074/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=42568771659512074' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/42568771659512074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/42568771659512074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/04/o-25-de-abril-ainda-existe.html' title='O 25 DE ABRIL AINDA EXISTE?'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-2389798119891826543</id><published>2009-04-18T00:50:00.005+01:00</published><updated>2009-04-18T01:11:44.347+01:00</updated><title type='text'>DESCRIMINALIZAÇÃO DA DROGA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;" Gostei do seu &lt;/em&gt;post&lt;em&gt;.&lt;br /&gt;Qual o «feedback» que me dá acerca das investigações de Glenn Greenwald sobre as suas referências demasiadamente elogiosas feitas à descriminalização da droga em Portugal? Se ainda não leu, consulte o www.salon.com: (8ABR2009). &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dê-me uma opinião sua, tal como a deu ao Carrancudo e ao Abelhudo.&lt;br /&gt;17 de Abril de 2009.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A. Curioso"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando em Novembro de 1957, há mais de 50 anos, desembarquei em Lisboa, tendo passado por Carachi, Istambul, Frankfurt e Paris, achei que Lisboa era a cidade mais limpa de todas elas, mas que os seus habitantes eram pessoas que passavam fome. Senão, não se divulgaria a ideia de que “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;beber um litro de vinho é dar de comer a um milhão de portugueses&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”. Isto quer dizer que se os bebedores entrassem em greve, um milhão de portugueses iria passar fome.&lt;br /&gt;Vem isto a propósito da resposta a dar a um &lt;strong&gt;comentário/pergunta&lt;/strong&gt; acima transcrito feito por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A. Curioso&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; a respeito do elogio «desmesurado» de Gleen Greenwald à descriminalização do consumo da droga em Portugal.&lt;br /&gt;Depois de consultar o blog &lt;a href="http://www.salon.com/"&gt;&lt;strong&gt;www.salon.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, a resposta mais simples a dar é: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“se os consumidores de droga entrassem em greve», os passadores, os traficantes, os produtores e os cultivadores entrariam em pânico, do mesmo modo como acontece, hoje em dia, em tempo de crise, com os fabricantes de automóveis, de tecidos e de outros bens de consumo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Não havendo consumo, torna-se desnecessária a produção ou fabricação. Neste caso, não existe qualquer criminalização ou descriminalização mas apenas falta de dinheiro para a aquisição do produto. E que bom seria se, em vez da falta de dinheiro, houvesse &lt;strong&gt;falta de apetência para o consumo!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quanto à criminalização, lembro-me muito bem da legislação «engendrada», dos equipamentos e meios materiais e humanos adquiridos para a prevenção rodoviária que, nos últimos anos, pouco ou nenhum resultado tem dado em relação à sua magnitude ou aos custos envolvidos.&lt;br /&gt;As manobras perigosas abundam, os equipamentos vão funcionando de vez em quando, os cidadãos vêem-se confrontados com autênticos atentados à sua liberdade de livre circulação, mas os prevaricadores continuam a actuar livremente e quase sem restrições ou punições. &lt;br /&gt;Se um cidadão, com apetência para colocar sempre os seus interesses acima dos de todos os outros, inclusive, quando possível, &lt;em&gt;estacionar o seu carro dentro do café&lt;/em&gt;, conseguir esses seus intentos apesar de toda a legislação em contrário e de todos os meios de coacção existentes, vai obter &lt;strong&gt;reforço positivo&lt;/strong&gt; e continuar esse mesmo comportamento com a &lt;strong&gt;aprendizagem&lt;/strong&gt; que estiver a fazer.&lt;br /&gt;Se esse seu comportamento não for eliminado ou neutralizado com uma falta de apetência ou com uma punição eficaz, o mesmo continuará a perpetuar-se enquanto continuar a dar-lhe satisfação com o reforço recebido: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“faço o que quero e não sou punido ou impedido de o fazer”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Nestas condições, não me parece que a simples criminalização ou descriminalização resolva o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No telejornal, anunciaram que um relatório sobre a criminalidade em 2008, indicou que a violenta aumentou 10,8% em relação a 2007 e a geral 7,5%. Além disso, em 2008, a delinquência diminuiu cerca de 30%, mas os ataques em grupo aumentaram em 40%. Qual a significação ou ilação que se pode tirar desta estatística? Da minha parte, ponho a hipótese de que &lt;em&gt;os adolescentes que provocavam desacatos isolada e esporadicamente «avançaram» na idade e na prática e agrupam-se agora em gangs para conseguirem atacar melhor, com mais eficácia e «lucros».&lt;/em&gt; Temos aqui a «&lt;strong&gt;afiliação&lt;/strong&gt;» e o «&lt;strong&gt;reforço secundário positivo&lt;/strong&gt;» -- e talvez &lt;strong&gt;negativo&lt;/strong&gt; -- em acção. Qual a educação, instrução, ambiente familiar e social dos autores destes desacatos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo as coisas sob um outro prisma, parece-me que a «guerra dos genéricos» entre a Associação Nacional de Farmácias e a Ordem dos Médicos não é muito «inocente». A Ordem diz que os médicos não aceitam bem os genéricos porque não confiam neles. Acrescenta que eles não ganham coisa alguma em prescrever medicamentos «de marca». Nem uma ida a um Congresso em que possam passar uma férias bem boas? Nem um bom carro que é dado, talvez «em serviço» a um «investigador» que fale bem desse laboratório? Nem qualquer outra «benesse»? Se assim é, qual a razão das «denúncias» de Pequito Valente? Em que é que ficou o seu processo? Não se provou coisa alguma? E será «provada» alguma coisa em muitos outros processos que estão agora «em curso», apesar de existirem vídeos? Para que servem os bons advogados e os subterfúgios da lei? E várias outras coisas de que a televisão tem vindo a falar nestes dias? O que acontece nos outros países quanto aos genéricos? Qual o seu preço? E na «tropa» não os utilizam? Nestas ocasiões, são melhores ou piores?&lt;br /&gt;Também, se os genéricos são muito bons, qual a razão de existirem mais genéricos relacionados com os medicamentos mais caros e receitados pelos médicos e haver pouca escolha para outros medicamentos que não dependem de receita médica? Não seria melhor a ANF preocupar-se também e principalmente com os utentes e pôr à sua disposição genéricos que não exigem receita médica? Assim, os próprios utentes ou consumidores iriam ajudar a estender a escolha às prescrições médicas. Haverá algum «interesse» escondido atrás desta «guerra»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limitando-me agora à descriminalização da droga, segundo os mapas apresentados, parece que a sua utilização diminuiu. Mas as medidas serão suficientes e eficazes? Estamos a pensar em consumir, descriminalizar e reduzir o consumo. E se pensássemos antes a montante? Como disse no início, se não houvesse consumidores, por mais droga que houvesse, criminalizada ou descriminalizada, a mesma não teria «saída». Nem seria comprada em saldo!&lt;br /&gt;Para tanto, é mais importante que não haja &lt;strong&gt;apetência&lt;/strong&gt; e isso só se pode conseguir com uma &lt;strong&gt;educação&lt;/strong&gt; baseada em &lt;strong&gt;modelagens&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;identificações, moldagens &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;reforços&lt;/strong&gt;, num determinado sentido e sem &lt;strong&gt;dissonância cognitiva&lt;/strong&gt;. A quem cabe a educação, em primeiro lugar? Aos pais que, às vezes, não têm tempo «para se coçarem»? Aos que tiveram filhos «por acaso» e, às vezes, porque não tiveram uma família que os pudesse acarinhar e amparar? A «&lt;strong&gt;facilitação social&lt;/strong&gt;» e a «&lt;strong&gt;afiliação&lt;/strong&gt;» têm muito a ver com estes processos sociais e familiares. Aos professores que já não têm paciência para «aturar» os «malcriadinhos» que não costumam escassear em muitas turmas?&lt;br /&gt;Na aprendizagem que «conselhos» dos pais. O exemplo deles é fundamental para que, aquilo que dizem, seja executado e interiorizado pelos filhos sem necessidade de castigo -- às vezes imprescindível -- e com compreensão, sem dúvidas em relação ao que ouvem e vêem. É importante que exista &lt;strong&gt;coerência&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;consistência &lt;/strong&gt;nos comportamentos dos pais e que o seu &lt;strong&gt;exemplo&lt;/strong&gt; seja válido, mesmo sem as palavras e frases «civilizadas» que mistificam muito as intenções ou a significação daquilo que é verbalizado. Os filhos quase que adivinham as «intenções» dos pais e são capazes de obter um&lt;strong&gt; feedback&lt;/strong&gt; muito bom de toda a situação, o qual ajuda a que a educação não seja tão boa como deveria, ou má, como muitas vezes acontece. Senão, para quê a droga? Não será para reduzir a sensação de abandono, desconforto, desânimo, exclusão, desamparo e falta de valor próprio? A droga pode «afastar» a pessoa de todo este mal-estar proporcionando-lhe &lt;strong&gt;reforço social negativo&lt;/strong&gt; que é &lt;strong&gt;viciante&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;adictivo&lt;/strong&gt;, especialmente, se for aleatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo, em princípio, com os resultados da investigação e acho bem que Glenn Greenwald elogie o nosso país, mas interessa saber a razão ou a causa profunda que proporcionou os resultados que ele cita. Por acaso, não haverá por trás desta descriminalização alguém que se dedique concomitantemente à desintoxicação e à reabilitação, com clínicas que vão dando resultados provisórios e nunca definitivos? Qual o resultado dos «tratamentos» realizados? Aqueles que são «tratados» não voltam à droga? Não conheço resultados a não ser daqueles que, como os alcoólicos, reincidem quase de seguida. Valham-nos os Alcoólicos Anónimos!&lt;br /&gt;Por mim, acho bem que se tenha conseguido a vitória que o investigador cita e que PORTUGAL seja mencionado como um país com bons resultados, mas a minha ambição não fica por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero que o país ande para a frente; que demonstre que a «&lt;strong&gt;educação&lt;/strong&gt;» é um factor importante e que as &lt;strong&gt;famílias&lt;/strong&gt;, «&lt;strong&gt;todas elas&lt;/strong&gt;», tenham condições para uma vida digna, capaz de «produzir» cidadãos dignos e honestos. Que não produza políticos, banqueiros, técnicos, especialistas, agricultores ou outros operários que necessitem de utilizar apenas o poder, a riqueza, a ostentação, a vigarice, a delinquência, como uma &lt;strong&gt;&lt;em&gt;espécie de droga&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, para obterem &lt;strong&gt;reforço social negativo&lt;/strong&gt; para os «males» que têm dentro da cabeça e que nunca foram expurgados por uma «&lt;strong&gt;educação&lt;/strong&gt;» adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se cada um estiver «&lt;strong&gt;de bem consigo próprio&lt;/strong&gt;» não terá de &lt;em&gt;esquecer aquilo de que não se lembra&lt;/em&gt;, nem &lt;em&gt;tentar lembrar-se daquilo que esqueceu&lt;/em&gt;, como está a acontecer a bastantes figuras públicas do nosso país. Terá sempre a possibilidade de se lembrar das boas coisas que a vida lhe proporcionou num óptimo meio ambiente que ele próprio ajudou a criar.&lt;br /&gt;Já chega de roubalheiras, misérias e crises!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Invistam na educação e na instrução&lt;/strong&gt; para termos um País melhor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-2389798119891826543?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/2389798119891826543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=2389798119891826543' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/2389798119891826543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/2389798119891826543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/04/descriminalizacao-da-droga.html' title='DESCRIMINALIZAÇÃO DA DROGA'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-7303082927549458844</id><published>2009-04-14T23:05:00.016+01:00</published><updated>2009-05-03T18:41:25.763+01:00</updated><title type='text'>NA COMUNICAÇÃO, O IMPORTANTE É O FEEDBACK</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SedheZ-OozI/AAAAAAAAAGE/nJXE_JQnkQA/s1600-h/homem2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325332259384763186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 122px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SedheZ-OozI/AAAAAAAAAGE/nJXE_JQnkQA/s320/homem2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Como seu antigo aluno de Comportamento Organizacional na LGRH, do ISMAT, não interessa quem seja mas agora em funções de gestão, pergunto a razão de ter realçado tanto o&lt;/em&gt; feedback &lt;em&gt;na comunicação.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me preocupando com a pessoa que me fez esta «quase pergunta», informo que numa comunicação existe um &lt;strong&gt;emissor &lt;/strong&gt;e um &lt;strong&gt;receptor.&lt;/strong&gt; O emissor quer transmitir ao receptor uma ideia ou um facto. Por isso, é necessário que o receptor consiga perceber exactamente a mensagem que o emissor deseja transmitir. Não basta ao emissor «largar» palavras. É necessário que essas palavras tenham para o receptor a mesma&lt;strong&gt; significação&lt;/strong&gt; que têm para o emissor.&lt;br /&gt;Como saber se têm a mesma significação? &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apenas pelo &lt;em&gt;feedback&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;O &lt;strong&gt;&lt;em&gt;feedback &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;é o resultado da compreensão do significado que as palavras do emissor tiveram para o receptor, como base para alguma correcção se necessário for. Terão o mesmo significado ou será diferente? O que será necessário alterar, aclarar, substituir ou acrescentar para que a &lt;strong&gt;mensagem&lt;/strong&gt; seja suficientemente compreensível para o receptor e para que este a &lt;strong&gt;perceba de acordo com o ponto de vista do emissor&lt;/strong&gt;? Que perguntas ou medidas deverá o emissor «engendrar» para perceber se o receptor compreendeu o seu ponto de vista? Ou, que perguntas de verificação serão suficientemente prudentes para que o receptor tenha a certeza de que compreendeu bem a mensagem do emissor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo pode aclarar uma situação que, às vezes, pode ter consequências trágicas.&lt;br /&gt;Um doente foi levado à Urgência dum hospital por suspeita de rebentamento de úlcera no aparelho digestivo. Estando internado, a sua medicação contra dificuldades cardíacas foi mudada para outra nomenclatura. Depois duma endoscopia, tendo a especialista declarado que não tinha qualquer úlcera mas sim uma hérnia, foi possível que ele passasse o fim-de-semana em casa, sem qualquer restrição alimentar, mas tomando a medicação com designações diferentes e comprometendo-se a voltar ao hospital na Segunda, para análises complementares.&lt;br /&gt;O hospital preparou o seguinte «cardápio» de medicamentos, distribuídos por três sacos separados, um para cada dia (Sexta, Sábado e Domingo):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P. almoço.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;08:00 &lt;strong&gt;2 id&lt;/strong&gt; Ticlopidina 250 (TECNOSAL 300 ?)&lt;br /&gt;09.00 &lt;strong&gt;1 id&lt;/strong&gt; Omeprazol 20&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 id&lt;/strong&gt; Bisoprolol 5 (CONCOR ?)&lt;br /&gt;Ant. refei. Domperidona 10&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 id&lt;/strong&gt; Isossorbido, Mononitrato 20 (IMDUR ?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Almoço&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;12.00 Ant. refei. Domperidona 10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jantar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;19.00 Ant. refei. Domperidona 10&lt;br /&gt;20:00 &lt;strong&gt;2 id&lt;/strong&gt; Ticlopidina 250 (TECNOSAL 300 ?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deitar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;23.00 noite Sinvastatina 20 (PRAVASTATINA 20 ?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o doente tomava CONCOR 5, IMDUR 5, TECNOSAL 300 e PRAVASTATINA 20,&lt;br /&gt;julgou que CONCOR correspondia a Bisoprolol,&lt;br /&gt;IMDUR correspondia a Isossorbido, Mononitrato,&lt;br /&gt;TECNOSAL correspondia a Ticlopidina,&lt;br /&gt;e PRAVASTATINA correspondia a Sinvastatina,&lt;br /&gt;não fez quaisquer perguntas ao médico, que lhe entregou a receita quase a correr, dizendo que tudo estava lá explicado.&lt;br /&gt;Quando chegou a casa, na tarde de Sexta e abriu os pacotes, o doente imaginou que, segundo a sua percepção, faltavam alguns comprimidos de Ticlopidina. Tinham-lhe dado só 6 comprimidos quando, segundo as suas contas, olhando para a receita, que dizia &lt;strong&gt;2 id&lt;/strong&gt; apenas na Ticlopidina, deveriam ser 12. Na Domperidona, que deveria tomar três vezes ao dia, não mencionavam &lt;strong&gt;3 id&lt;/strong&gt; e na Sinvastatina também não.&lt;br /&gt;Julgando que eram 2 comprimidos de Ticlopidina de cada vez, tirou aquilo que lhe faltava dos pacotes de Sábado e Domingo, sem raciocinar mais e sem ter o cuidado de fazer quaisquer perguntas ao Centro Hospitalar para aclarar a situação.&lt;br /&gt;Na tal receita, a Ticlopidina estava antecedida de&lt;strong&gt; 2 id&lt;/strong&gt; o Omeprazol estava antecedida de &lt;strong&gt;1 id&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; o Bisoprolol estava antecedido de &lt;strong&gt;1 id&lt;/strong&gt; e o Isossorbido, Mononitrato estava antecedido de &lt;strong&gt;1 id.&lt;/strong&gt; Mas a Domperidona e a Sinvastatina não tinham indicação de qualquer &lt;strong&gt;id&lt;/strong&gt;, embora a Sinvastatina estivesse mencionada para ser tomada ao deitar e a Domperidona antes das três refeições diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TECNOSAL é um medicamento que torna o sangue menos coagulante e mais fluido. Quanto maior for a dose de medicação mais fluido se torna. Tomar na Sexta 1000 (em vez do equivalente de 300 de TECNOSAL) é exceder em 700 a sua dose diária. Fazer o mesmo no Sábado, ao almoço e ao jantar foi exceder em mais 700, o que perfaz um&lt;strong&gt; excesso de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;1400&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Como no Domingo, não existia mais medicamento semelhante, o doente telefonou para o hospital, explicou a situação de não haver mais medicação e perguntou se poderia ser substituída pelo TECNOSAL. A resposta foi que a dose tinha sido excedida e que poderia causar sangramento interno. A explicação sobre o &lt;strong&gt;2 id&lt;/strong&gt; foi de 2 tomas por dia, mas não houve explicação para a falta de &lt;strong&gt;3 id&lt;/strong&gt; para as três tomas, por dia, de Domperidona. Só o médico saberia explicar essa falta ou esse código novo ou diferente.&lt;br /&gt;O acontecimento mais grave foi que, apesar de não haver mais ingestão desse medicamento ou seu substituto, o «acidente» verificou-se na noite de Domingo provocando no doente fezes negras e vómitos que obrigaram a um internamento de urgência e imediata transfusão de sangue. A partir deste acontecimento pode concluir-se que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;&lt;em&gt;se o médico tivesse explicado melhor a dosagem da receita;&lt;br /&gt;- se a mesma tivesse sido escrita de forma mais congruente;&lt;br /&gt;- se os&lt;/em&gt; id.&lt;em&gt; tivessem sido melhor explicados ou se a Domperidona tivesse&lt;/em&gt; 3 id,&lt;em&gt; com&lt;/em&gt; 1 id &lt;em&gt;na Sinvastatina,&lt;br /&gt;- se o doente tivesse telefonado imediatamente antes de abrir os pacotes de Sábado e Domingo;&lt;br /&gt;- se a especialista tivesse «descoberto» a úlcera que, de facto existia,&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;provavelmente, este «acidente» não se teria dado.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso é que, quando o doente teve de ser internado pela segunda vez noutro hospital, &lt;strong&gt;descobriram-se duas úlceras&lt;/strong&gt; além da hérnia, facto que, para além da sobredosagem, ajudou o sangramento.&lt;br /&gt;Um simples &lt;strong&gt;&lt;em&gt;feedback &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;na comunicação teria sido mais do que suficiente para evitar uma possível situação melindrosa e muito grave.&lt;br /&gt;Por isso, a todas as pessoas e especialmente aos psicólogos, recomenda-se que o feedback não seja descurado, menosprezado e, muito menos, desprezado.&lt;br /&gt;Ficando a olhar para a fisionomia de desalento desse doente, ouvimo-lo acrescentar:&lt;br /&gt;-- Assumi todo incómodo e a responsabilidade desse «acidente» porque a minha obrigação era de ser mais esperto do que todos os outros. No momento de abrir os sacos com os medicamentos de Sábado e Domingo, sem me basear nos meus «palpites» e «raciocínios», &lt;strong&gt;deveria ter telefonado imediatamente para o hospital e aclarar a situação em relação aos id&lt;/strong&gt; e aos outros medicamentos sem id.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por nossa vez, perguntamos se todas as pessoas serão capazes de compreender aquilo que muitos técnicos dizem, quase entre dentes e «a fugir», para podermos evitar episódios semelhantes que não devem ser poucos pelo País fora.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-7303082927549458844?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/7303082927549458844/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=7303082927549458844' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/7303082927549458844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/7303082927549458844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/04/na-comunicacao-o-importante-e-o.html' title='NA COMUNICAÇÃO, O IMPORTANTE É O FEEDBACK'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SedheZ-OozI/AAAAAAAAAGE/nJXE_JQnkQA/s72-c/homem2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-4526658022506757737</id><published>2009-03-20T23:40:00.006Z</published><updated>2009-03-21T00:25:40.427Z</updated><title type='text'>TABACO e Ciª</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/ScQwlZYSquI/AAAAAAAAAFM/1jCpZLySVLc/s1600-h/t%C3%A9cnicas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315426879230094050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 131px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/ScQwlZYSquI/AAAAAAAAAFM/1jCpZLySVLc/s320/t%C3%A9cnicas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Sinto-me completamente derreado com o vício do tabaco que adquiri desde muito novo. Tenho 75 anos e uma vida cheia de peripécias passadas nas Forças Armadas. Com mais de uma dezena de anos no Ultramar,  já vi pelo menos quatro pessoas morrerem por causa do tabaco. Quase que vejo à minha frente os seus&lt;/em&gt; rostos aflitos agarrados a uma garrafa de oxigénio&lt;em&gt;. Eu já não fumo por gosto mas por aquilo que todos chamamos &lt;/em&gt;vício &lt;em&gt;e consumo, em regra, um maço por dia.  Agora tenho dores nas costas e umas ânsias muito grandes. Por isso, depois de andar em consultas, fui parar ao hospital.&lt;br /&gt;De família, estou bem aviado. Mas, morrer como aqueles quatro provoca-me uma certa ansiedade e medo. Ainda poderei fazer qualquer coisa por mim, pelo menos para não ter uma morte como a daqueles quatro?&lt;br /&gt;Sou o &lt;/em&gt;Lopes &lt;em&gt;de quem se deve lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caro Sr. Lopes.&lt;br /&gt;Recebi, «por boca», a sua mensagem acima transcrita.&lt;br /&gt;O vício que o «apanhou» é difícil de ser erradicado aos 75 anos de idade e, pelos vistos, há pelo menos meio século que o mesmo se instalou. Outra dificuldade é ser «&lt;strong&gt;vício&lt;/strong&gt;» e não «gosto», o que se torna mais complicado de reduzir ou eliminar. Contudo, a vida é sua e sabe o que deve fazer com ela. Se está bem aviado de família, já a consultou e sabe a sua opinião? Que direito tem o senhor de contrariar a vontade duma família inteira que deseja o seu bem-estar? Pense no assunto e decida o mais rapidamente possível. Apesar de muito difícil, &lt;strong&gt;depois da morte como os outros quatro&lt;/strong&gt;, vai-lhe faltar tempo que ainda tem para arrepiar caminho.&lt;br /&gt;Tem duas coisas simples a fazer e qualquer delas não lhe rouba tempo para as suas diversões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me diz que fuma normalmente um maço por dia, a &lt;strong&gt;primeira&lt;/strong&gt; coisa a fazer durante &lt;strong&gt;as primeiras duas semanas&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) é retirar todos os dias&lt;strong&gt; um&lt;/strong&gt; cigarro do seu maço e guardá-lo «longe das tentações» numa caixa vazia, num lugar seguro. Fumar o menos possível, sempre que puder, mas &lt;strong&gt;acabar o resto do maço aberto&lt;/strong&gt;, mesmo que seja à força, duma só vez, à noite.&lt;br /&gt;Abrir todos os dias um maço novo e repetir o procedimento nos dias seguintes sem fumar mais, qualquer que seja a desculpa.&lt;br /&gt;Nas &lt;strong&gt;duas semanas seguintes&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;b&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), repetir o mesmo procedimento, retirando todos os dias &lt;strong&gt;dois&lt;/strong&gt; cigarros e guardando-os na mesma caixa.&lt;br /&gt;Nas &lt;strong&gt;duas semanas seguintes&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;c&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;), repetir o mesmo procedimento, retirando todos os dias &lt;strong&gt;três&lt;/strong&gt; cigarros e guardando-os na mesma caixa.&lt;br /&gt;Repetir o mesmo procedimento - &lt;strong&gt;de duas em duas semanas&lt;/strong&gt; - nas semanas seguintes (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), tirando todos dias mais um cigarro do que nas duas semanas anteriores, até já não ter cigarros para tirar ou fumar, isto é, ao fim de 38 semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fizermos um esquema, podemos visualizar os procedimentos que os 20 cigarros de cada um dos 38 maços exigem para serem eliminados de vez, começando por fumar 19 na primeira semana, passando a 18 na terceira e a 1 na trigésima oitava semana. E o fartote de cigarros que vai ter na caixa se, por economia, não quiser formar um novo maço quando a caixa atingir 20!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, com uma &lt;strong&gt;dessensibilização progressiva ao vivo&lt;/strong&gt;, ao fim 38 semanas poderá eliminar o seu vício &lt;strong&gt;se não o «incentivar» posteriormente&lt;/strong&gt; seja de que maneira for e &lt;strong&gt;em quaisquer condições&lt;/strong&gt;. Bem existem os amigos «da onça». Por isso, há que resistir aos seus apelos e, às vezes, aos seus dichotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, tem uma &lt;strong&gt;segunda &lt;/strong&gt;via. Pense bem na sua vida, na satisfação que tem em estar &lt;strong&gt;«vivo» com os seus.&lt;/strong&gt; Não menospreze a satisfação que os outros poderão ter na sua companhia vivo e saudável.&lt;br /&gt;Tente praticar pelo menos o &lt;strong&gt;relaxamento&lt;/strong&gt; descrito em &lt;strong&gt;3º&lt;/strong&gt;, com atenção ao &lt;strong&gt;4º&lt;/strong&gt;. Está descrito neste&lt;strong&gt;&lt;em&gt; blog,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;AUTOTERAPIA&lt;/strong&gt;, de 24 Fev. Se quiser, pode utilizar uma música do seu gosto.&lt;br /&gt;Quando conseguir relaxar-se, de olhos fechados, &lt;strong&gt;imagine que está a ver os rostos dos quatro agarrados à garrafa de oxigénio e vá substituindo lentamente a cara de cada um deles pela sua&lt;/strong&gt;. Será que vai gostar?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E se, em vez disso, estiver bem rodeado da sua família e de boa saúde?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Também tem a capacidade de &lt;strong&gt;imaginar&lt;/strong&gt; que, quando pensa num cigarro, este sai inesperadamente do maço, posta-se à sua frente, vai engrossando e, como o cano duma pistola fica apontado à sua cabeça enquanto diz: “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ou deixas de me massacrar ou acabo-te com a vida&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”. O comportamento mais sensato perante uma ameaça destas seria deixar de o massacrar. Ao fugir dele, como qualquer pessoa sensata, dando um suspiro de alívio, iria gozar a felicidade de continuar vivo e não morto por esse maldito cano (&lt;em&gt;de cigarro&lt;/em&gt;)! Imagine essa fuga e tente gozar esses momentos de prazer.&lt;br /&gt;Como deve estar a fazer isso quando for para a cama depois dos essenciais «&lt;em&gt;sinais de fumo&lt;/em&gt;», veja que até este tempo é um tempo perdido. Podia estar a dormir ou a ver uma telenovela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proceda devagarinho e não seja precipitado. O &lt;strong&gt;reforço social negativo aleatório&lt;/strong&gt; é muito «viciante» e, para quem o tem, contrariá-lo torna-se ainda mais difícil.&lt;br /&gt;Tente fazer tantas sessões, quantas puder, de &lt;strong&gt;relaxamento&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; imaginação orientada&lt;/strong&gt;, mesmo durante o dia e quando descansar depois das refeições. Imagine os maus momentos que pode passar se continuar no vício como os outros quatro e mude para os bons momentos que ainda pode ter com toda a sua família. Pense nas aventuras que viveu na sua vida profissional e das quais não se lembra há muito. Pode ainda utilizar a leitura ou outros passatempos nos momentos em que sentir necessidade de fumar. As primeiras oito a dez semanas poderão ser as mais difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dois procedimentos podem ser efectuados em conjunto.&lt;br /&gt;Descubra que &lt;strong&gt;vale a pena&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Boa Sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-4526658022506757737?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/4526658022506757737/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=4526658022506757737' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/4526658022506757737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/4526658022506757737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/03/tabaco-e-ci.html' title='TABACO e Ciª'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/ScQwlZYSquI/AAAAAAAAAFM/1jCpZLySVLc/s72-c/t%C3%A9cnicas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-881855381739799621</id><published>2009-03-14T00:03:00.013Z</published><updated>2009-03-14T10:32:16.310Z</updated><title type='text'>TIROTEIO &amp; Companhia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Sbr8kWxzkmI/AAAAAAAAAFE/Ya9oGuEsokU/s1600-h/Saude2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312836411956892258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 105px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Sbr8kWxzkmI/AAAAAAAAAFE/Ya9oGuEsokU/s320/Saude2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Vi as notícias na televisão e fiquei muito assustada com o que se passou, há anos, na Finlândia e na Alemanha e com aquilo que se repetiu agora. Tenho mais de 70 anos, com dois filhos que me proporcionaram cinco netos entre os 5 e os 19 anos e estou aflita com o mundo de hoje. Lembra-se das tardes e noites na&lt;/em&gt; Euterpe Alhandrense?&lt;em&gt; Naquela ocasião, muito fizemos nós para precaver o futuro dos nossos filhos. Conheço-o muito bem mas não me quero identificar. Agora, não haverá nas nossas escolas tiroteios semelhantes?&lt;br /&gt;Com o marido doente, a necessitar de cuidados especiais, estou mais longe de si e também das famílias dos meus filhos. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tudo isto me assusta, talvez mais do que há 40 anos.&lt;br /&gt;Por favor, diga-nos qualquer coisa como dizia nas aulas do&lt;/em&gt; Hospital de Vila Franca de Xira.”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha Senhora.&lt;br /&gt;Embora não possa vislumbrar com alguma certeza quem seja, perante este veemente apelo recebido ontem por &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, não me resta outra alternativa senão dar uma resposta minimamente coincidente com o pedido. Por isso, em primeiro lugar quero salientar uma resposta muito incipiente que dei a Ernesto Tavares, no meu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; anterior &lt;strong&gt;PSYFORALL.BLOG.COM&lt;/strong&gt;, em 2MAR2008, com o título &lt;strong&gt;Desânimo ou Depressão?,&lt;/strong&gt; remetendo-o para leituras complementares. Esse post teve um comentário interessante de um estudante de Psicologia.&lt;br /&gt;Posteriormente, no &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Ameaça de Suicídio&lt;/strong&gt; foi dada outra resposta a Nuno, em 4AGO2008.&lt;br /&gt;Antes de tudo o resto, julgo que a «&lt;strong&gt;educação&lt;/strong&gt;» é o factor mais importante. A educação de que falo, é a aprendizagem que cada um faz com os ensinamentos que recebe, essencialmente da família, mas também da sociedade, com base nos modelos que está a observar e com os quais se tenta identificar. Essa observação e identificação dependem, em muito, da percepção que a pessoa tem dos modelos obtidos, bem como da interpretação que faz dos factos observados. Além disso, é necessário ter em atenção a &lt;strong&gt;dissonância cognitiva&lt;/strong&gt; que pode estar a ser provocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Quando os pais dizem aos filhos que não se devem ver filmes pornográficos enquanto eles os vêem às escondidas provocará dissonância cognitiva? De que maneira reagirão os filhos? Irão ver filmes pornográficos às escondidas enquanto os pais garantem que eles «são uns anjinhos inocentes»? &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quando os pais dizem que a honestidade é a virtude suprema mas tentam ludibriar os seus clientes e o fisco com «esquemas» enganosos existirá alguma dissonância cognitiva? O que farão os filhos no futuro? Irão dizer que são pessoas respeitáveis enquanto fazem funcionar actividades como tem acontecido, nos últimos tempos, em alguns Bancos, em Portugal e nos EUA? &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Este é um aspecto muito importante a ser considerado. Quanto ao último tiroteio na Alemanha nada mais sei a não ser que o pai do rapaz deveria ter muitas armas em casa por ser um desportista amante das armas.&lt;br /&gt;- Que educação teve o rapaz?&lt;br /&gt;- Qual a sua vida familiar?&lt;br /&gt;- Que tipo de personalidade tinha?&lt;br /&gt;- Quais eram as suas companhias?&lt;br /&gt;- O que fazia nas suas horas vagas?&lt;br /&gt;- Era benquisto na sociedade e na roda de amigos?&lt;br /&gt;Como são possíveis comportamentos tão estranhos em países que se dizem «civilizados»?&lt;br /&gt;É muito difícil conseguir «responder», mas é importante olharmos sempre à nossa volta para vermos por quem somos rodeados e tentar compreender e analisar o mundo que nos rodeia. Se alguém tivesse observado melhor o rapaz talvez houvesse maior probabilidade de escrutinar o seu comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não esqueçamos que todos os filmes que vemos e os jogos com que nos entretemos nas diversões informáticas, podem produzir efeitos de &lt;strong&gt;reforço vicarian&lt;/strong&gt;te positivo e negativo capaz de &lt;strong&gt;moldar&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;modelar&lt;/strong&gt; a nossa personalidade. E as personalidades intervenientes nesses jogos que modelos oferecem e são saudáveis?&lt;br /&gt;Também as imagens e os noticiários constantemente difundidos sobre as «desgraças» que vão acontecendo em todo o mundo têm a sua influência, sendo importante a maneira como são transmitidos e apresentados podendo, eventualmente, ocasionar reforço vicariante em alguns:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;É copo meio &lt;strong&gt;&lt;em&gt;cheio&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;ou &lt;em&gt;copo meio &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;vazio&lt;/strong&gt;? &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Só &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;faltam 500 metros ou &lt;strong&gt;ainda &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;faltam 500 metros&lt;/em&gt;? &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Erraste 1 &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;das 10 respostas ou &lt;strong&gt;acertaste em 9&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;das 10 respostas&lt;/em&gt;? &lt;/li&gt;&lt;li&gt;A prevenção rodoviária &lt;strong&gt;&lt;em&gt;melhorou&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;com 200 mortos nas estradas em vez dos 205 no ano passado ou &lt;em&gt;a prevenção rodviária&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;ainda não melhorou&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; o suficiente porque ainda houve 200 mortas nas estradas em vez dos 205 no ano passado?&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Desejamos &lt;strong&gt;deitar foguetes antes de tempo&lt;/strong&gt; ou tentamos «enganar o burguês» para descobrir que, no ano seguinte, a sinistralidade mortal irá rondar os 204? Quanto é que se gastou na prevenção? Quais os resultados obtidos com as medidas tomadas? No que toca à «&lt;strong&gt;educação&lt;/strong&gt;» -- com a necessária repressão se necessária for -- fez-se algo de substancial?&lt;br /&gt;Há anos, quando leccionei Matemática no 1º ano do Ciclo Preparatório, nas &lt;strong&gt;avaliações&lt;/strong&gt; incipientes que tentei fazer das aulas, os alunos perguntaram-me porque não sublinhávamos as respostas que estavam certas em vez de sublinharmos a vermelho as que estavam erradas. A minha resposta, numa tentativa de os motivar insuflando-lhes o EGO, foi:&lt;br /&gt;-- &lt;em&gt;Porque iríamos perder muito mais tempo, já que vocês sabem o suficiente para poderem acertar mais. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os alunos têm notas negativas como medida de dissuasão e notas altas como incentivo para melhorar o desempenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda esta situação faz-me lembrar um «&lt;strong&gt;caso&lt;/strong&gt;» de 1976, apresentado por mim com o título &lt;strong&gt;ESTUDO DUM CASO: psicopatia&lt;/strong&gt;, no 1º Congresso de Psicologia, em Lisboa, em Março de 1979 e publicado nas páginas 25 a 40 do caderno &lt;strong&gt;A PSICOLOGIA E AS TERAPIAS&lt;/strong&gt;, do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Centro de Psicologia Clínica&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. O mesmo está resumido nas páginas 153 a 157 de &lt;strong&gt;SAÚDE MENTAL sem psicopatologia&lt;/strong&gt;, à espera de ser transformado em livro a ser publicado quando possível.&lt;br /&gt;É mais ou menos o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joel&lt;/strong&gt;, com cerca de 24 anos, tentou «apertar a garganta» da sua única namorada de há vários anos. Enquanto ela desmaiava no vão do primeiro lanço das escadas de um prédio de vários andares, ele também desmaiou e, quem os viu, alertou os bombeiros que levaram os dois para as urgências do hospital. Diagnosticado como &lt;strong&gt;psicopata&lt;/strong&gt;, Joel foi internado e «tratado» tendo alta ao fim de cerca de dois meses de internamento. Ninguém se lembrou da prevenção e da profilaxia para evitar futuros «acontecimentos» semelhantes.&lt;br /&gt;Contudo, a conselho do psiquiatra que aconselhou a noiva a afastar-se do Joel porque corria perigo de vida, ela emigrou, casou com um rapaz que conheceu no local de trabalho, não é feliz com o marido, mas tem dois filhos.&lt;br /&gt;O Joel, &lt;strong&gt;activista político dos mais violentos&lt;/strong&gt;, militando então num partido político da esquerda radical, nunca teve uma ideologia política partidária e depressa abandonou essa actividade. Em relação ao sexo feminino, apesar de muitas tentativas, nunca conseguiu gostar de outra rapariga e continua solteiro, mas triste. Depois da psicoterapia, conseguiu assumir que a &lt;strong&gt;culpa inicial&lt;/strong&gt; tinha sido sua. Havia que expia-la.&lt;br /&gt;Muitos anos depois, lendo bastante literatura relacionada com a Psicologia e compreendendo o porquê das coisas, Joel perguntou ao psicólogo que o apoiou nos tempos difíceis: “&lt;strong&gt;Psicopata. Eu?&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;O seu problema fundamental era a &lt;strong&gt;inferioridade &lt;/strong&gt;que sentia em relação a tudo, podendo desencadear, se fosse necessário, acções violentas para reduzir o mal-estar que sentia por causa desse seu problema. Era o &lt;strong&gt;reforço social negativo aleatório&lt;/strong&gt; a funcionar como &lt;strong&gt;mecanismo de defesa&lt;/strong&gt; ou como forma de resolver ou diminuir temporariamente as suas dificuldades.&lt;br /&gt;O que fazia ele no centro das manifestações políticas onde a «quase violência» era mais intensa? Descarregava as emoções? Reduzia a sua sensação de inferioridade?&lt;br /&gt;As provas psicológicas não deram indicações de psicopatia, mas aos psiquiatras também não tinha interessado que as mesmas fossem aplicadas. «Reduzido» o problema no momento, o que interessava era deixar o rapaz fazer a sua vida e «medicá-lo» só quando necessário, se acontecesse outro problema semelhante.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prevenção&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;profilaxia &lt;/strong&gt;eram postas de lado. Interessava apenas a «cura» momentânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz do tiroteio da Alemanha não foi apoiado na escola? Ninguém lhe notou comportamentos estranhos? Os pais não se preocupavam com ele e não notavam qualquer «desvio»? Que outra família tinha? Tinha vida social aceitável?&lt;br /&gt;Na Áustria, também houve o problema do engenheiro que «engravidou» a filha e teve netos «quase sepultados», durante anos, na cave da própria casa onde morava mais gente. O «desconhecimento» do marido era tão grande que a própria mulher não sabia o que ele fazia? Que tipo de sociedade e de família?&lt;br /&gt;A noiva de Joel não morreu asfixiada porque não calhou. Ele desmaiou primeiro. Se, por acaso, ela morresse de asfixia, não seria porque &lt;strong&gt;ele &lt;/strong&gt;assim o quisesse mas sim porque &lt;strong&gt;tinha medo que fosse abandonado pela única pessoa que gostava dele.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Só quando a acção psicoterapêutica o ajudou a analisar a sua vida anterior e a compreender e aceitar que &lt;strong&gt;ele era uma pessoa tão ou mais importante que todas as outras&lt;/strong&gt;, conseguiu deixar que ela orientasse a sua vida à maneira dela e com os conselhos recebidos, «fazendo o disparate» de se casar com outra pessoa com quem, por acaso, não é feliz mas onde o Joel não deseja interferir.&lt;br /&gt;E se, sem a psicoterapia necessária, como reivindicação do seu desconforto actual e falta de compreensão, o Joel decidisse exercer vingança contra o psiquiatra «aconselhador»?&lt;br /&gt;Do mesmo modo, com o jovem «atirador» da Alemanha, o que se terá passado &lt;strong&gt;antes&lt;/strong&gt; e qual terá sido a &lt;strong&gt;causa desencadeante&lt;/strong&gt; do seu comportamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me perfeitamente da &lt;strong&gt;Euterpe Alhandrense&lt;/strong&gt; e da interacção mantida mais do que um mês com muitos jovens, agora adultos. Minha cara amiga, “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;estar aflita com o mundo de hoje&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” não chega nem conduz a coisa alguma. O importante é agir, prevenir e ajudar a modificar. O mundo poderá vir a ser aquilo que nós quisermos e ajudarmos a acontecer.&lt;br /&gt;Em pelo menos uma dezena de &lt;em&gt;posts &lt;/em&gt;deste &lt;em&gt;blog &lt;/em&gt;tive a oportunidade de abordar temas sobre &lt;strong&gt;modelagens, moldagens, reforços positivo, negativo, social, vicariante, aleatório&lt;/strong&gt; etc.,&lt;strong&gt; identificações&lt;/strong&gt; e vários factores que podem condicionar a formação da personalidade e os nossos comportamentos do dia-a-dia. Quem tiver a paciência de os procurar e vontade de os consultar pode inteirar-se bastante sobre todos estes factores psicológicos que nos influenciam.&lt;br /&gt;Por todos estes motivos, ajude os seus filhos a educar os deles o melhor possível, com &lt;strong&gt;bons exemplos, incentivos e reforços adequados&lt;/strong&gt;. Pode ser que os seus netos &lt;strong&gt;contagiem&lt;/strong&gt; os colegas e amigos evitando, em Portugal, «cenas» como as dos países «civilizados».&lt;br /&gt;Com os macacos e os outros animais acontecerá o mesmo?&lt;br /&gt;Diz-se que «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» mas, mesmo assim &lt;strong&gt;podem&lt;/strong&gt;, às vezes, &lt;strong&gt;não ser suficientes&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-881855381739799621?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/881855381739799621/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=881855381739799621' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/881855381739799621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/881855381739799621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/03/tiroteio-companhia.html' title='TIROTEIO &amp; Companhia'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/Sbr8kWxzkmI/AAAAAAAAAFE/Ya9oGuEsokU/s72-c/Saude2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-1387654565009166353</id><published>2009-03-05T16:54:00.010Z</published><updated>2012-02-03T17:02:27.374Z</updated><title type='text'>RESPOSTA À PROVOCAÇÃO</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Caro colega de blog.&lt;br /&gt;Gostámos da sua resposta ao nosso pedido. Não esperávamos que fosse tão rápida. Mas achamos que está incompleta. O que diz sobre hipnoterapia? E porque não fala sobre o modo de utilizar a imaginação orientada abordada nos seus livros? Por acaso, viu o programa dedicado ontem à HIPNOTERAPIA, na Sociedade Civil, no canal 2 da RTP, com um hipnoterapeuta e tudo?&lt;br /&gt;CãoPincha&lt;br /&gt;26 de Fevereiro de 2009 15:05 "&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo dar apenas hoje a resposta à vossa «provocação», acima transcrita,&amp;nbsp;feita no comentário ao meu &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AUTOTERAPIA&lt;/strong&gt;, de 24 FEV 09, porque estive ocupado durante alguns dias a «trabalhar». Não sei se os amigos fazem o mesmo ou se se divertem a instigar os outros. Cá vai a explicação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores críticos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;CãoPincha.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Antes de tudo, devo dizer que grande parte das minhas respostas às vossas perguntas estão dadas em &lt;em&gt;posts &lt;/em&gt;anteriores e em livros que tenho mencionado.&lt;br /&gt;Vi com gosto a sessão da &lt;strong&gt;Sociedade Civil&lt;/strong&gt; do dia 25 Fev e gostei da intervenção de Carlos Lopes Pires, bem como da defesa dos seus pontos de vista, com a maioria dos quais estou plenamente de acordo.&lt;br /&gt;Mas, indo por partes, vou tentar dar mais esclarecimentos.&lt;br /&gt;Tentando responder às vossas dúvidas posso dizer que a hipnose pode ser útil para o próprio quando deseja resolver certas dificuldades psicológicas ou pretende não sentir algumas dores etc., como quando necessita de anestesia ou procura melhorar as suas capacidades.&lt;br /&gt;Contudo, pode ser muito útil para alguns, que tentam «viver» à custa da mesma, independentemente dos benefícios ou malefícios que possa produzir no utente. Dizer que existe uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;hipnoterapia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é compará-la, segundo o vosso discurso, com a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;bisturiterapia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Se é assim, concordo plenamente e já referi isto nos meus livros. Caso contrário, há algo de errado.&lt;br /&gt;O mais importante é saber quem vai «aplicar» a hipnose, em que condições e qual a competência do seu «operador». Este assunto foi bem explicitado por Carlos Lopes Pires e também por Paulo Fonseca, jurista da DECO, na aludida sessão &lt;strong&gt;HIPNOTERAPIA&lt;/strong&gt;, da &lt;strong&gt;SOCIEDADE CIVIL&lt;/strong&gt;, de Fernanda Freitas, no canal 2 da RTP, na tarde do dia 25 FEV 2009.&lt;br /&gt;Em relação à imaginação orientada, não posso estar a explicar o assunto num &lt;em&gt;&lt;strong&gt;blog &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;porque tem muitas implicações que devem ser tomadas em conta durante a sessão terapêutica, sempre em consonância com a pessoa que está a ser apoiada. Como não estou presente para «controlar» a situação, acho que não devo dizer mais sobre o assunto.&lt;br /&gt;Essa aplicação, além de conhecimentos gerais e estudos a um nível razoável, exige conhecimentos aprofundados, pelo menos, de hipnose, da psicodinâmica, de psicopatologia, de pedagogia e de modificação do comportamento, para além de uma sensibilidade bastante aprofundada de toda a situação.&lt;br /&gt;Contudo, é inócuo e óptimo que uma pessoa, em tentativa de &lt;strong&gt;auto-hipnose&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;tente recordar os momentos mais agradáveis da sua vida&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Isso sempre lhe pode proporcionar momentos de prazer e provocar algum &lt;strong&gt;reforço positivo&lt;/strong&gt; incitando a continuar as técnicas utilizadas. Uma «musiquinha» do agrado de cada um pode ajudar a começar o aludido relaxamento, servindo de estímulo condicional.&lt;br /&gt;Além de dedicar quase todos os meus livros, com «casos», a situações terapêuticas e pedagógicas, posso dizer que em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para Que Serve a Psicologia?,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; as páginas 53 e seguintes referem-se a este assunto.&lt;br /&gt;Os &lt;em&gt;posts &lt;/em&gt;deste &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; intitulados &lt;strong&gt;O Sindroma Pós-Traumático&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;A Hipnoterapia&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Stress&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Fobia&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Enurese&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Modificação do Comportamento&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Reforço do Comportamento Incompatível&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Dificuldades no Comportamento&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Ameaça de Suicídio&lt;/strong&gt; referem-se mais especificamente a muitos procedimentos que se podem utilizar sem a hipnose ou com a sua comparticipação. Depende das circunstâncias, dos intervenientes e das situações.&lt;br /&gt;Julgo que dei alguma visão sobre aquilo que penso sobre o assunto para além dos livros que me dizem ter lido. Boa «digestão» de toda esta mistura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-1387654565009166353?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/1387654565009166353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=1387654565009166353' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/1387654565009166353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/1387654565009166353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/03/caro-colega-de-blog.html' title='RESPOSTA À PROVOCAÇÃO'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-6806354221918421521</id><published>2009-02-24T22:55:00.011Z</published><updated>2009-03-05T17:15:04.914Z</updated><title type='text'>AUTOTERAPIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SaSCOFnKjuI/AAAAAAAAAE8/LmEPA8i1OL0/s1600-h/pqsp2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306509439485513442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SaSCOFnKjuI/AAAAAAAAAE8/LmEPA8i1OL0/s320/pqsp2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Quando «passeava», por acaso, pelos comentários feitos no meu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, vi no &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;O SINDROMA PÓS-TRAUMÁTICO&lt;/strong&gt;, escrito hoje, o dos CãoPincha, que vai ser satisfeito, de imediato, porque é só &lt;em&gt;&lt;strong&gt;copiar e colar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Agradeço o comentário transcrito a seguir, mas tenho de &lt;a name="c5901564048942455555"&gt;&lt;/a&gt;dizer que nunca me passou pela cabeça fazer uma coisa semelhante porque já alguém se insurgiu contra mim dizendo que estava a «impingir» livros (&lt;strong&gt;INFORMAÇÃO,&lt;/strong&gt; 20 JUL 2008), através do meu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; o que deu origem ao &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;ESCLARECIMENTO&lt;/strong&gt; (22 JUL 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Oh Meu!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Já lemos alguns livros seus para além dos que menciona neste post. Consultando melhor o seu blog, ficámos a saber que não faz hipnoterapia mas sim psicoterapia que se pode tornar barata e quase autónoma como já aconteceu com um amigo seu e uma vizinha dele. Porque é que não diz como se faz em vez de esperar pela publicação dos livros com os casos? Até um chinês já explicou no seu blog como poupar dinheiro. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Viu a TV hoje?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;DESORIENTAÇÃO&lt;/strong&gt;, de 06 JUL 2008 e em talvez qualquer outro já disse que estou à espera de publicar, além de outros, pelo menos dois livros com casos pessoais de um amigo e de uma vizinha dele, amiga da filha, mostrando como se pode fazer quase uma autoterapia e quais as vantagens quando existe o envolvimento do próprio.&lt;br /&gt;Não é fácil mas é barato. Torna-se eficaz, auto-suficiente e profiláctico seguir este método quando a ida às consultas se torna difícil ou inviável, quaisquer que sejam as razões.&lt;br /&gt;Tudo isto está mais ou menos descrito nos livros, já várias vezes mencionados neste &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;DEPRESSÃO? Não Obrigado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;«STRESS»? Reduza-o Já!,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Psicoterapia para Quê?,&lt;/strong&gt; que descrevem as reacções dos intervenientes.&lt;br /&gt;No &lt;strong&gt;Sucesso na Vida! Por Que Não?,&lt;/strong&gt; no capítulo &lt;em&gt;A Reacção da Cristina&lt;/em&gt;, ficou mencionado todo o procedimento que vou «transcrever» (&lt;em&gt;copiar e colar&lt;/em&gt;) aqui, a pedido dos CãoPincha, para que todos o possam utilizar, quando entenderem, sem adquirir qualquer livro.&lt;br /&gt;O procedimento é simples e não exige tempo específico nem instrumentos especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como geralmente não temos disponibilidade de tempo durante o dia, vamos aproveitar o momento de ir dormir. É esse o momento que vale a pena aproveitar para a terapia que proponho. Se houver mais disponibilidade, paciência e temp0 pode ser feita também uma auto-análise e/ou um diário.&lt;br /&gt;Por isso, segue-se o aludido copiar e colar, partindo do pressuposto que a psicoterapia é um processo essencialmente reeducativo, de modificação de mentalidades e comportamentos, por acção voluntária e quanto mais esclarecida melhor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;lº&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Aprofundar bastante os conhecimentos sobre Psicologia e Modificação do Comportamento tendo sempre em conta que se pode alterar satisfatoriamente a nossa maneira de agir desde que se queira e se tenha, para isso, uma acção racional e concertada. Nestes casos, é sempre bom ter alguém que nos observe objectiva e imparcialmente, nos ajude a conhecermo-nos melhor e, se possível, nos apoie na execução das acções mais apropriadas. Embora existam agora diversos livros muito simples e simplificados, mencionados na Bibliografia no final deste livro, houve necessidade de emprestar à Cristina, naquela ocasião, alguns textos de apoio sobre estas matérias utilizados em aulas de Psicologia e Psicopatologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º&lt;br /&gt;Aprender a reconhecer as dificuldades, registando a intensidade e a frequência com que se sentem&lt;/strong&gt; (ver COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO - prática).&lt;br /&gt;Por exemplo,&lt;br /&gt;- “Se pensarmos todos os dias, durante algum tempo, de manhã e à noite que vamos morrer, podemos registar isto em números e frequências:”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 18 FEV às 08.30, três vezes; às 21.15, três vezes&lt;br /&gt;Dia 19 FEV às 08.00, duas vezes; às 20.15, sete vezes&lt;br /&gt;Dia 20 FEV às 09.30, uma vez; às 23.00, duas vezes&lt;br /&gt;Dia 21 FEV às 10.30, uma vez; às 22.15, uma vez&lt;br /&gt;Dia 22 FEV às 08.30, duas vezes; às 20.15, três vezes&lt;br /&gt;Dia 23 FEV às 10.45, uma vez; às 22.15, duas vezes&lt;br /&gt;Dia ...&lt;br /&gt;Dia ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos também registar:&lt;br /&gt;- “Quantas vezes ou minutos, por dia ou hora temos pensamentos obsessivos, isto é, pensamentos que não desejamos mas que não nos abandonam e até provocam uma certa angústia?”&lt;br /&gt;- “Quais os pensamentos obsessivos?”&lt;br /&gt;- ….&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apenas este registo&lt;/strong&gt;, mantido durante bastante tempo, &lt;strong&gt;pode conduzir a hipóteses de trabalho muito interessantes&lt;/strong&gt;. Pode ajudar a especular, por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Será que quando os pensamentos obsessivos ocorrem no fim da manhã ou da tarde, têm menos força ou são menos frequentes?&lt;br /&gt;· O que aconteceu nas manhãs e tardes de 20, 21 e 23 de Fevereiro?&lt;br /&gt;· Se nos conseguirmos recordar que no dia anterior estivemos a trabalhar até tarde, muito preocupados com o serviço e acordamos com esta preocupação, podemos concluir que talvez qualquer ideia relacionada com o serviço nos ajude a diminuir os pensamentos obsessivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Aprender a «relaxar», isto é, &lt;strong&gt;deixar que as coisas aconteçam&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Antes de tudo, garantir que ninguém interrompa o relaxamento. Por isso, interessa desligar a campainha da porta, o telefone, os telemóveis, ou qualquer outro equipamento que obrigue a uma distracção brusca.&lt;br /&gt;Depois, apenas se for necessário, utilizar o conta-minutos ou um temporizador regulando-o para um período mínimo de 30 minutos. É melhor se puder ser por um tempo mais prolongado. Se o relaxamento puder ser feito no momento de ir dormir, melhor ainda.&lt;br /&gt;Deitar-se na cama, no chão, ou estender-se numa cadeira confortável e, de olhos fechados, sem os forçar muito, começar a &lt;strong&gt;sentir &lt;/strong&gt;as pontas dos dedos das mãos, dos pés, os braços, as pernas, os músculos das costas, dos ombros, do peito e todos as outras partes do corpo. Interessa «&lt;strong&gt;tomar conhecimento&lt;/strong&gt;», de todas as partes do corpo, lenta e sequencialmente, sem existir preocupação específica na ordem estabelecida ou conseguida: cada uma destas partes está quente ou fria? contraída ou descontraída? bem ou mal colocada?&lt;br /&gt;Continuar este exercício sem ninguém no local a fim de se poder manter um silêncio total. Concentrar toda a atenção no corpo e senti-lo muito bem, em qualquer sequência, mas em toda a sua extensão, concentrando também a atenção no pescoço, na nuca, nas faces, na testa, nos olhos, etc., assim como na respiração e no ar que entra e sai pelo nariz. Lentamente e à medida que o tempo passa, a respiração passa a ser profunda, lenta, calma. Quando apenas se «&lt;strong&gt;toma conhecimento&lt;/strong&gt;» do que se passa connosco e não se força o relaxamento, o corpo vai ficando mole, descontraído, relaxado.&lt;br /&gt;É importante não interromper este exercício nem sair abruptamente do sítio onde se encontra. Quando tiverem passado cerca de 30 minutos ou mais, levantar-se suavemente erguendo o corpo devagarinho, como nas ocasiões de convalescença.&lt;br /&gt;Se, por acaso, como mais valia, este relaxamento puder ser feito à hora de dormir, não é necessário sair da cama. Entretanto, realça-se que &lt;strong&gt;&lt;em&gt;o mais importante são os primeiros 5 a 10 minutos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, a partir dos quais, a pessoa pode até começar a dormir o que seria muito bom para uma futura prática de psicoterapia.&lt;br /&gt;Tudo aquilo que aqui se propõe a partir dos primeiros 5 minutos de relaxamento é para o caso da pessoa não estar ainda a dormir, devendo até ficar satisfeita que isso aconteça.&lt;br /&gt;Entretanto, vale a pena deixar que as imagens, as ideias, as recordações, os sons, se afastem e desvaneçam criando uma espécie de vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4º&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nunca interromper o relaxamento bruscamente&lt;/strong&gt;. No fim do relaxamento, ter o cuidado de tomar apontamentos sucintos dos pensamentos, sonhos, recordações, ou quaisquer ideias fora do vulgar, mesmo que pareçam absurdas e disparatadas. É bom fazer o mesmo em relação a quaisquer recordações, imagens, medos, etc., ocorridos durante o dia. Se as recordações tiverem desaparecido da memória voltarão mais tarde e podem ajudar a fazer uma rápida «terapia de profundidade». Não é necessário fazer um esforço especial para reatar os pensamentos que surgirem durante o relaxamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5º&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Reservar numa determinada parte do dia, cerca de 10 a 20 minutos para escrever a fim de se conseguir efectuar uma «&lt;strong&gt;auto-análise&lt;/strong&gt;». O procedimento é simples. Desligar o telefone, a campainha da porta, etc., se for necessário, do mesmo modo como deve acontecer no relaxamento descrito no 3º ponto, a fim de não haver justificações para uma interrupção.&lt;br /&gt;Determinar a quantidade fixa de tempo que deseja escrever todos os dias.&lt;br /&gt;Sentar-se num local calmo tendo junto de si mais do que o dobro de folhas de papel que puder preencher com a sua escrita durante esse tempo, além de três lápis ou esferográficas, para a eventualidade de alguma delas deixar de funcionar. O papel, conforme o desejo e as posses de cada um, pode ser pautado, branco ou até de rascunho, já utilizado num dos lados, mas convém que esteja previamente furado, se necessário, para ser fácil e rapidamente arquivado após a utilização. Ter também à mão a capa onde essas folhas serão arquivadas&lt;br /&gt;Regular o despertador, o temporizador ou o conta-minutos para o tempo estipulado e, depois de mencionar sempre a data no topo da folha, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;começar a escrever sem parar, tudo o que vier à memória&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Pode, por exemplo, acontecer que a pessoa não se lembre de nada. Neste caso escreve, muito simplesmente, as vezes que forem necessárias: “Não me lembro de nada”. Pode, às vezes, a folha ou as folhas ficarem totalmente escritas com: “Não me lembro de nada”. Por este motivo, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;se a caneta estiver «ligada» ao cérebro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, como se deseja, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a quantidade de folhas escritas ou preenchidas em cada dia será quase sempre idêntica&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, porque a pessoa &lt;em&gt;&lt;strong&gt;nunca irá parar de escrever para pensar e «elaborar» a escrita&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;No final do tempo estipulado, quando o despertador tocar, interromper a escrita sem tentar acabar a frase que estiver incompleta e guardar as folhas preenchidas sem as ler. Devem ficar bem guardadas numa pasta para as furtar aos olhos dos curiosos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mais ou menos ao fim de três meses desta «escrita» ou «auto-análise», num dia de semana pré-determinado, antes da hora prevista para a escrita diária, ler o que escreveu durante a primeira semana&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e arquivou cuidadosamente na pasta ou capa apropriada. No final da leitura, fazer a escrita do dia com o tempo já definido.&lt;br /&gt;Posteriormente, no mesmo dia da semana, antes do exercício diário de escrita, ler o material escrito durante a segunda semana. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Continuar assim nas semanas seguintes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Como é bom continuar este exercício durante muito tempo, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ao fim de um ano, seleccionar o material escrito nos primeiros seis meses e, num outro dia de semana, lê-lo antes de começar a escrever&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Ao fim de mais meio ano, seleccionar o material dos seis meses seguintes e lê-lo e assim por diante, de seis em seis meses.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-6806354221918421521?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/6806354221918421521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=6806354221918421521' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6806354221918421521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6806354221918421521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/02/auto-terapia.html' title='AUTOTERAPIA'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SaSCOFnKjuI/AAAAAAAAAE8/LmEPA8i1OL0/s72-c/pqsp2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-1651877071425609762</id><published>2009-02-22T22:24:00.011Z</published><updated>2011-02-12T18:41:57.119Z</updated><title type='text'>GOVERNAR «BEM» NÃO É FÁCIL</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SaHUQ0QRbRI/AAAAAAAAAEs/B-uM2gSx-nI/s1600-h/previs%C3%A3o2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305755221389045010" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SaHUQ0QRbRI/AAAAAAAAAEs/B-uM2gSx-nI/s320/previs%C3%A3o2.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 152px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 100px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é fácil nem quer dizer «&lt;strong&gt;governar-se&lt;/strong&gt;» bem.&lt;br /&gt;Num comentário que fiz em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;compincha.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; disse que tinha lido com curiosidade o conteúdo do &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;CARNAVAL CENSURADO&lt;/strong&gt;, de 21 FEV 2009 e que poderia fazer uma intervenção no meu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;blog&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, mas que não será apenas sob o ponto de vista dum psicólogo.&lt;br /&gt;Hoje voltei a consultar o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;blog &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;e a ler outros &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; sobre &lt;strong&gt;Milagreiros e Trapaceiros&lt;/strong&gt; (19 Out 08), &lt;strong&gt;A Política Partidária&lt;/strong&gt; (23 Out 08), &lt;strong&gt;A Governação Actual&lt;/strong&gt; (25 Out 08), &lt;strong&gt;A Coerência&lt;/strong&gt; (26 Out 08), &lt;strong&gt;O Pragmatismo&lt;/strong&gt; (28 Out 08), A&lt;strong&gt; Panela de Pressão&lt;/strong&gt; (02 Nov 08), &lt;strong&gt;O Barraca e o Embuste&lt;/strong&gt; (5 Nov 08), etc.&lt;br /&gt;O assunto interessa-me bastante porque se enquadra na Psicologia Social que estou a leccionar no ISMAT. É entusiasmante estudar e compreender os «digladiadores» políticos especialmente nos momentos de eleições e outros semelhantes. Mas a sua tentativa de &lt;strong&gt;manutenção do poder&lt;/strong&gt; também é interessante.&lt;br /&gt;O sociólogo francês Gustavo leBon, na sua &lt;strong&gt;PSICOLOGIA DAS MULTIDÕES,&lt;/strong&gt; bem dizia acerca destas, em princípios do século passado, que “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;quaisquer que sejam os indivíduos que as componham, independentemente dos seus modos de vida, profissões, carácter ou inteligência, «perdem-se» na mesma e praticam actos que isoladamente não seriam capazes de executar, parecendo que a multidão tem um «pensamento colectivo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;».” Também disse que “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;o seu nível intelectual se situa abaixo do individual e que nos seus comportamentos exprime emoções de «seres primitivos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;».”&lt;br /&gt;Isto terá a ver alguma coisa com os partidos políticos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por sua vez, Quirino de Jesus, conhecendo bem este livro diz que “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quem, governa tem de aproveitar todas estas forças e manejar as alavancas do espírito público&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”. Mas adverte que “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;é preciso cuidado com o alcance prático a dar aos mitos para se não cair em ilusão perigosa e não iludir os outros&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.”&lt;br /&gt;Esta carta de que o referido post fala, foi escrita a Salazar pouco antes da morte do seu autor em princípios de 1935.&lt;br /&gt;Quirino de Jesus era o principal ideólogo de Oliveira Salazar e aquele que mais o ajudou e incentivou a permanecer no Governo. Iniciando a vida política como deputado em 1921, Salazar não foi capaz de iniciar a sua actividade no Parlamento. O mesmo aconteceu em 1926, por causa das alegadas disputas e distúrbios sociais existentes no Governo, quando foi convidado para Ministro de Finanças do Governo de Mendes Cabeçadas. Posteriormente, em 1928, depois da &lt;strong&gt;consolidação&lt;/strong&gt; da Ditadura Nacional iniciou-se como Ministro das Finanças continuando até 1940. Com forte apoio do General Carmona, aprovação da nova Constituição de 1933, constituição da União Nacional e &lt;strong&gt;repressão de toda a oposição&lt;/strong&gt; através da &lt;strong&gt;polícia política&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;censura&lt;/strong&gt;, foi continuando a sua governação até se tornar Primeiro-Ministro em 1940.&lt;br /&gt;A sua influência política com &lt;strong&gt;poder legítimo&lt;/strong&gt; no início, passou a ser exercida através do &lt;strong&gt;poder coercivo&lt;/strong&gt; com o apoio da &lt;strong&gt;polícia política&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;censura&lt;/strong&gt; em permanente acção. Acerca disso, Quirino de Jesus, antes de morrer, tinha começado a vislumbrar alguns «desvios» na política e exercício de Salazar e já o advertia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Se me agrada tudo que crie um pouco de ideal, temo o desenvolvimento excessivo do poder publico que considero útil temporariamente, mas só num tempo curto. A censura é hoje um obstáculo á crítica constructiva. A pretexto de se eliminar a critica demolidora e mal dizente matou-se a critica fiscalizadora, fez-se o silêncio à sombra do qual medram as mediocridades. Já no poder se vê com maus olhos que tratem scientificamente certas questões só porque as conclusões da sciencia se não harmonizam com os prejuizos de quem manda. É o abuso do poder, que não tem &lt;/em&gt;controle&lt;em&gt;. Isto é mal, é vicioso, desvirtua o espirito publico.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como seria util estabelecer em bases concretas e acomodadas ás forças do pais o código regulador da censura!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como está, é o arbítrio do poder dos pobres homens que perdem noites a ler os jornais e a estragá-los muitas vezes. Há uma crítica constrictiva e moderadora dos impulsos hitlerianos de certos pequenos despotas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Construir e moderar seria obra de boa imprensa. Estive dois dias no norte a ver escolas (25 e 26) e por lá encontrei casos que justificam o que acabo de dizer sobre a imprensa.”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Em Psicologia Social, Salazar &lt;strong&gt;aproveitou bem as forças e manejou as alavancas do espírito público mas não teve o cuidado necessário com o alcance prático a dar aos mitos, para se não cair em ilusão perigosa e não iludir os outros&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foi assim que conseguiu «minar» a obra de consolidação económica e social iniciada nos primeiros anos da sua governação. Com a «falta» de Quirino de Jesus pouco tempo mais durou o bom senso necessário a um governante que deseja ser sério e não falacioso como os muitos que nos aparecem pela frente ao longo da história. Se houvesse outros «Quirinos» que o ajudassem a pensar na&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;influência social&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;poder social&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de que ele dispunha e necessitava para a sua governação ou para a passagem do testemunho a outras pessoas «&lt;strong&gt;mais jovens e competentes e menos preconceituosas&lt;/strong&gt;» talvez não tivéssemos chegado tão rapidamente à cauda da Europa onde podemos continuar por longos anos se a &lt;strong&gt;educação&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;instrução &lt;/strong&gt;continuarem a ser tão menosprezadas e vilipendiadas como até agora.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Basta apenas reler, com cuidado e concentração, o período da carta de Quirino de Jesus (&lt;strong&gt;destacado a negro&lt;/strong&gt;) para verificar que em 1934, os desvios já tinham começado e estavam a ser evidentes até nas escolas onde se desenvolve prioritariamente e com facilidade toda a formação científica, moral e cívica dos cidadãos de qualquer país e, especialmente, dos que serão os futuros governantes. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Quase sempre, a ignorância é muito oportuna e favorável para «enganar» também os incautos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;E em terras de «Chico esperto» ainda mais!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para quê servem os comícios, às vezes, com «comes, bebes e divertimentos»? Porquê os discursos «inflamados» dos candidatos em vez duma «exposição» serena dos seus pontos de vista, propostas e pretensões? Para quê as «palhaçadas» que alguns fazem, anos a fio, para continuarem no poder talvez ainda mais do que aqueles que os próprios consideraram como «fascistas»? Se não podemos «confiar» nas &lt;/em&gt;multidões&lt;em&gt;, como poderemos confiar naqueles que as manipulam a seu favor? A FNAT, as Casas do Povo e o futebol serviram para muito: “com papas e bolos se enganam os tolos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em Psicologia Social, especialmente os «fazedores de imagem» destes políticos, conhecem muito bem os efeitos do&lt;/em&gt; reforço do &lt;strong&gt;comportamento incompatível&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;comunicação&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;halo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;boatos&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;atribuição&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;atitude&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;primazia&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;frustração&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;conformismo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;facilitação social&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;dissonância cognitiva&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;, etc. e «manipulam» tudo a seu favor tal como os vendedores de automóveis, imobiliário e cosméticos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O importante em tudo isto e para reverter a situação, é o público em geral ser suficientemente instruído e autónomo para poder resistir aos constantes «ataques» que lhe são feitos a todo o momento nos meios de comunicação social e promocionais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Essa&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; instrução&lt;/span&gt;&lt;em&gt; não foi nem tão pouco é facilitada e implementada pelo poder político.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-1651877071425609762?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/1651877071425609762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=1651877071425609762' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/1651877071425609762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/1651877071425609762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/02/governar-bem-nao-e-facil.html' title='GOVERNAR «BEM» NÃO É FÁCIL'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SaHUQ0QRbRI/AAAAAAAAAEs/B-uM2gSx-nI/s72-c/previs%C3%A3o2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-767640913118557517</id><published>2009-02-19T23:02:00.004Z</published><updated>2009-03-12T16:53:14.847Z</updated><title type='text'>AS ATRIBUIÇÕES</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SZ3lvXSALTI/AAAAAAAAAEk/Iy78qmp8v2s/s1600-h/homem2.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304648537978449202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 122px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SZ3lvXSALTI/AAAAAAAAAEk/Iy78qmp8v2s/s320/homem2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; “No Domingo à noite vi a reportagem da &lt;strong&gt;SIC &lt;/strong&gt;sobre a Joana e a Maddie e fiquei baralhado com a apresentação dos factos, investigações, conclusões e consequências que se tiraram e continuam a ser tiradas de casos que «bradam aos Céus» mas que parecem ficar a ter menor importância do que as pessoas vivas nelas envolvidas.&lt;br /&gt;Embora não o conheça pessoalmente e também não deseje identificar-me, tenho visto o seu &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;blog &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;e o endereço nele indicado, o qual me vai servir para enviar esta mensagem em que lhe peço para dizer alguma coisa do seu ponto de vista (psicólogo) tal como respondeu anteriormente a José Carrancudo e a João Abelhudo.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Não Identificável.&lt;br /&gt;Recebi a sua mensagem há dias mas só hoje posso responder porque tive alguns trabalhos a fazer e não arranjei tempo disponível para «pensar» no seu assunto.&lt;br /&gt;Antes de tudo, devo dizer que já «passei» por muitos locais da &lt;em&gt;Internet &lt;/em&gt;e vi muitas mensagens e opiniões muito contraditórias sobre o assunto. Tudo o que se passou nos dois casos é complicado e não é à psicologia, mas sim à investigação criminal que compete dar alguma opinião sobre o assunto a não ser no campo da psicologia social.&lt;br /&gt;Como não existem muitos vestígios concretos e evidentes e muito menos provas, os investigadores têm de seguir pistas que são «&lt;strong&gt;atribuições&lt;/strong&gt;» que se vão fazendo à medida que se obtêm testemunhos, indícios ou evidências que possam conduzir a novas pistas.&lt;br /&gt;Contudo, para falar em evidências válidas depois do «desaparecimento», acho estranho que a mãe da criança, segundo consta, não tenha telefonado imediatamente para a Polícia e se tenha preocupado, primeiro que tudo, em telefonar para familiares e/ou agência de notícias.&lt;br /&gt;Custa-me também aceitar que as pessoas presentes no jantar não tenham conseguido «precisar» uma hora aceitável para indicar o momento em que a mãe de criança a foi tentar ver pela última vez.&lt;br /&gt;Os testemunhos dos empregados e dos acompanhantes dos pais também parece que não são coincidentes. Segundo consta, houve empregados ou conhecidos que apresentaram versões diferentes das que circularam «oficialmente» nos meios de comunicação social. E parece-me até que os pais, mais do que todos, insistiram na hipótese do rapto. Porquê?&lt;br /&gt;Também me custa admitir que as crianças tenham ficado «ao abandono» enquanto os pais jantavam quando dizem que elas sempre tiveram companhia em noites anteriores.&lt;br /&gt;Donde e porquê veio o dinheiro para o fundo que existiu, neste caso, quando parece que pouca gente se interessa por outras crianças desaparecidas? O que foi feito desse «fundo» e como foi despendido? Com tanto «alarde» que os pais fizeram, não deveriam ter dado conta dessas «contas»?&lt;br /&gt;A movimentação dos pais utilizando meios de comunicação social, assessores de imagem (especialmente o do Primeiro-Ministro da Inglaterra), vinda a Portugal de emissários ingleses a alto nível, intromissão dos pais nas altas esferas políticas e eclesiásticas, tardia constituição do casal como arguidos, sua rápida solução e quase desculpabilização, promessa deles de que não sairiam de Portugal enquanto não deslindassem o caso, seu rápido volte face em relação ao assunto, posterior tentativa de culpabilização da polícia portuguesa, ilações tiradas com o caso da Joana e actual posição de não ingerência, deixam-me sérias dúvidas sobre tudo isto.&lt;br /&gt;Pais tão religiosos e amigos dos filhos, deixam-nos em casa a dormir sozinhos, sem qualquer companhia e vão jantar, durante horas, com «copos» e «amigos», a pelo menos 200 metros de distância e fora das suas vistas, sem qualquer preocupação? Isto não será &lt;strong&gt;negligência&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;E se algum dos filhos se sentisse mal e acordasse, quem o socorreria e que apoio teria naquele momento crucial e de aflição? Teria de ficar 30 minutos à espera para que os pais aparecessem, conforme eles afirmaram? É assim que se tratam os filhos com menos de 4 anos?&lt;br /&gt;As noções de psicologia sobre desenvolvimento humano e educação obtidas dos mestres ingleses e americanos não preconizam procedimentos semelhantes e até os nossos parentes «irracionais» eram capazes de não proceder assim. As séries do National Geographic bem demonstram o contrário!&lt;br /&gt;No fim de tudo isto, o que posso fazer é apenas uma «&lt;strong&gt;atribuição&lt;/strong&gt;», baseado pelo menos nestes dados que acabo de indicar, de que parece existir da parte dos pais da criança uma predisposição para que a assunto não fique deslindado. Também posso admitir que se está a utilizar, de vez em quando, a técnica do «&lt;em&gt;reforço do comportamento incompatível&lt;/em&gt;» para desviar as atenções para assuntos que são totalmente alheios à descoberta da verdade.&lt;br /&gt;Foi assim (&lt;em&gt;desviando a atenção&lt;/em&gt;) que roubaram a carteira do bolso direito do meu casaco numa viagem de Metro, entre Arroios e Intendente, quando um senhor muito simpático me pedia desculpas por ter embatido, &lt;strong&gt;sem querer&lt;/strong&gt; no meu ombro esquerdo.&lt;br /&gt;Como psicólogo, não consigo dar outra resposta, embora, como cidadão, possa suspeitar que existe algum jogo escondido atrás de tudo isto, tal como as actuais fraudes bancárias. São todos inocentes e acima de qualquer suspeita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-767640913118557517?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/767640913118557517/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=767640913118557517' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/767640913118557517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/767640913118557517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/02/as-atribuicoes.html' title='AS ATRIBUIÇÕES'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SZ3lvXSALTI/AAAAAAAAAEk/Iy78qmp8v2s/s72-c/homem2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-3447242816766685087</id><published>2009-02-18T23:01:00.003Z</published><updated>2009-02-18T23:16:28.722Z</updated><title type='text'>O SINDROMA PÓS-TRAUMÁTICO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SZyVgxDp2-I/AAAAAAAAAEc/Tt315Wxelhw/s1600-h/psicoterapia2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304278851292617698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 155px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SZyVgxDp2-I/AAAAAAAAAEc/Tt315Wxelhw/s320/psicoterapia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou a tentar responder a um&lt;em&gt; e-mail&lt;/em&gt; que recebi ontem e cuja essência vou transcrever a seguir:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“vi no telejornal um psiquiatra especialista em sindromas pós-traumáticos, como os da nossa guerra colonial, dizer que existe um medicamento novo que faz desaparecer ou reduzir as memórias traumáticas da guerra. O que me diz a isto como psicoterapeuta que é e que até tem alguns livros sobre temas semelhantes?”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A resposta que lhe posso dar é muito simples e até está contida na psicoterapia com o&lt;br /&gt;Januário no livro: &lt;strong&gt;Psicoterapia Para Quê?&lt;/strong&gt; Este assunto ficará mais explícito em futuros livros prontos para publicação. De qualquer modo, os livros: &lt;strong&gt;E Quando o Rei Vai Nú&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Depressão Não é Uma Doença&lt;/strong&gt; e outros, de Carlos Lopes Pires, sobre o efeito das drogas nos consumidores, são importantes para compreendermos este fenómeno. Além disso, o modo como os traumatismos se formam também é abordado em &lt;strong&gt;Saúde Mental sem psicopatologia&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Que eu saiba, não existe qualquer comprimido que possa &lt;strong&gt;&lt;em&gt;seleccionar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; uma memória para a tentar reduzir ou eliminar. Portanto, quando um comprimido actua sobre a memória actua sobre o seu conjunto do mesmo modo como o álcool actua sobre a inibição ou sobre a capacidade de excitação do sujeito. O que acontece «normalmente» a esse sujeito, é perder o controlo sobre si próprio e, a propósito disso, posso dar o exemplo do Ministro das Finanças do Japão que acabou por pedir a sua demissão devido à «triste figura» que fez numa importante conferência de imprensa.&lt;br /&gt;Poderia também dizer a esse psiquiatra especialista que, se ele não conhece, existem técnicas psicoterapêuticas de &lt;strong&gt;dessensibilização&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;flooding&lt;/strong&gt; ou saciação, &lt;strong&gt;reforço do comportamento incompatível&lt;/strong&gt;, etc. que, em combinação com a &lt;strong&gt;hipnose&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;imaginação orientada&lt;/strong&gt;, são capazes de reduzir os sintomas traumáticos. Contudo, são contrários ao uso de quaisquer «drogas».&lt;br /&gt;Os instrumentos e as técnicas mencionadas servem para aprofundar, avivar e &lt;strong&gt;localizar selectivamente as memórias traumáticas&lt;/strong&gt; do indivíduo e fazer com que o próprio consiga «descobrir» que os factos associados às mesmas tinham de acontecer e que não poderiam ser evitados. Isso, pode levá-lo a aceitar a realidade nua e crua e aprender a lidar com a mágoa e as contrariedades que tudo isso lhe provocou e continua a incomodar. O importante é &lt;strong&gt;«trabalhar» com a mente humana &lt;/strong&gt;onde essas recordações traumáticas estão registadas e arquivadas. Nada disso se consegue sem a &lt;strong&gt;colaboração lúcida e interessada do próprio&lt;/strong&gt;. Como será possível a colaboração lúcida do próprio se o seu pensamento ou capacidade de recordação for inutilizada com a administração da «droga maravilhosa»?&lt;br /&gt;Na vida do quotidiano, não conseguimos fazer esse ajuste de percepções, emoções e situações quando duas pessoas estão zangadas? A emoção de um mal-entendido ou de uma verdade desagradável pode ser reduzida ou minimizada depois de uma boa discussão e de um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;aclarar das ideias&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;! Para que servem as negociações e os mediadores? Qual dos intervenientes necessita de se drogar ou alcoolizar para resolver as coisas?&lt;br /&gt;Sejamos práticos e deixemos de «engordar» a indústria farmacêutica consumindo &lt;strong&gt;fármacos desnecessários&lt;/strong&gt;. Se alguém «ganha» com isso, não são os psicólogos e muito menos os «&lt;strong&gt;&lt;em&gt;interessados&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;» aos quais se chama muitas vezes, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;utentes, clientes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;pacientes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Os outros técnicos, que digam o que entenderem mas aos psicólogos compete dar o apoio possível dentro dos parâmetros da ciência do comportamento.&lt;br /&gt;E, nesse aspecto, existem, seguramente, meios disponíveis, embora não tão rápidos e espectaculares mas precários, como os das «drogas». São, de certeza, mais eficazes, duradouros, fiáveis e mais do que experimentados em variadíssimas partes do mundo chamado «civilizado».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-3447242816766685087?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/3447242816766685087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=3447242816766685087' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3447242816766685087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3447242816766685087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/02/o-sindroma-pos-traumatico.html' title='O SINDROMA PÓS-TRAUMÁTICO'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SZyVgxDp2-I/AAAAAAAAAEc/Tt315Wxelhw/s72-c/psicoterapia2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-3745398257664413491</id><published>2009-02-12T23:14:00.003Z</published><updated>2009-02-12T23:27:59.125Z</updated><title type='text'>A «GUERRA» DAS DESIGNAÇÕES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SZSu-qJyxyI/AAAAAAAAAEU/Xy-4Hl-PLeA/s1600-h/Saude2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302055052812404514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 105px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SZSu-qJyxyI/AAAAAAAAAEU/Xy-4Hl-PLeA/s320/Saude2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name="c2353367720864563681"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"CãoPincha disse...&lt;br /&gt;Estás a seguir a discussão e a aceitação quase completa, com excepção da Igreja, de casamentos homossexuais? Às vezes, chegamos a pensar que os psicólogos são rígidos e pouco espertos. O que dizes a isso?"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caros Senhores CãoPincha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li o vosso comentário do dia 11 de Fevereiro acima citado e prometi responder logo que tivesse possibilidade. Vou fazê-lo apenas com base na ciência e na ética que &lt;strong&gt;tento &lt;/strong&gt;praticar na minha qualidade de psicólogo. Consultei também o vosso &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; que diz algumas coisas com as quais concordo. Estas discussões que agora surgem sobre temas de pouco interesse para a nossa economia e desenvolvimento parecem-me, mesmo como psicólogo, uma luta política ou um braço-de-ferro entre duas ideologias e nada mais do que isso! Mas vamos ao que mais interessa no momento.&lt;br /&gt;No meu &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;CASAMENTOS, UNIÕES E HOMOSSEXUALIDADE&lt;/strong&gt;, de 10AGO2008, que agora foi comentado, faço a distinção entre casamento e união do mesmo modo como a faço entre neurose e psicose. Digo mais que “&lt;em&gt;não sou contra as uniões&lt;/em&gt;” e acrescento que “&lt;em&gt;para mim, algumas situam-se muito mais no espírito do verdadeiro casamento&lt;/em&gt;”. Contudo, quando falo em “&lt;em&gt;um grau de ponderação exigível no casamento&lt;/em&gt;” refiro-me à diferença de sexos. A diferença de sexos existe e é uma realidade que até se tenta repor quando a natureza «prega partidas». Quando não é possível, toda a gente aceita (ou deveria aceitar) os factos com toda a naturalidade. Não vale a pena diagnosticar e «tratar» a neurose como se fosse uma psicose ou vice-versa. São duas entidades nosológicas diferentes que não vale a pena confundir mas que têm de ser compreendidas na sua essência e «tratadas» como tal. Ninguém se zanga por isso, mas talvez houvesse quem se zangasse se houvesse confusão...&lt;br /&gt;Casamento é uma união sexual entre indivíduos de sexo diferente (não digo &lt;strong&gt;oposto&lt;/strong&gt;). Isto não pressupõe que não devam existir uniões entre indivíduos do mesmo sexo, com os mesmos direitos cívicos, económicos, financeiros, legais ou quaisquer outros mais diversificados que os casamentos heterossexuais possam ter. Tudo isto não tem coisa alguma a ver com a moral mas apenas com a ordem natural das coisas. Nada tem a ver com a religião mas sim com as leis da natureza. Se assim não pensássemos, não haveria direito a patologias, doenças, deficiência, reabilitação, reeducação ou integração.&lt;br /&gt;Se tudo isto se passa apenas por causa da designação «casamento», qual a razão de não se querer confundir coronel com tenente-coronel ou major com sargento? E se chamássemos otorrinolaringologista a um estomatologista ou a um gastrenterologista? Se tratássemos um biólogo como veterinário que resultado iríamos ter? Ambos lidam com animais.&lt;br /&gt;Por mim, contem com todo o apoio a uniões que necessitem de legislação que dê estabilidade e apoio à sua sobrevivência, especialmente se trouxer a felicidade aos interessados e bem-estar à sociedade. A protecção dos interesses específicos nada tem a ver com as designações. E se até ao mesmo objecto estamos habituados a dar designações diferentes, qual a razão de dar o mesmo nome a coisas diferentes?&lt;br /&gt;Senão, vamos eliminar as designações de amendoim, alcagoita, ervilhana, ginguba e mancarra ao mesmo comestível, assim como podemos também proibir os nomes de bilbaine e trauliteira dados e um simples boné.&lt;br /&gt;Toda esta discussão é completamente ilógica e só serve para exacerbar os ânimos de quem discute e «quer ganhar». Não sei o quê. Porém, não me obriguem a ser homossexual porque não me dá jeito algum.&lt;br /&gt;Há anos, até me revoltei contra a estupidez de «irradiar» um técnico excelente de um «serviço público» logo depois do célebre «25 de Abril», só por ser homossexual, mas com &lt;strong&gt;uma justificação oficial diferente.&lt;/strong&gt; Provavelmente, um dos que o tentou eliminar, ambicionaria a «vaga» que ele deixaria com a sua saída!&lt;br /&gt;Posto isto, aceito o vosso reparo de que os psicólogos parecem, às vezes, ser rígidos e pouco espertos, mas julgo que, neste caso, não existe qualquer rigidez de pensamento mas apenas a exigência duma clarificação de conceitos. E isso não quer significar rigidez de pensamento ou falta de «esperteza». &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-3745398257664413491?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/3745398257664413491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=3745398257664413491' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3745398257664413491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3745398257664413491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/02/guerra-das-designacoes.html' title='A «GUERRA» DAS DESIGNAÇÕES'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SZSu-qJyxyI/AAAAAAAAAEU/Xy-4Hl-PLeA/s72-c/Saude2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-8685062010961848853</id><published>2009-02-07T23:47:00.003Z</published><updated>2009-02-08T00:01:11.059Z</updated><title type='text'>OS BOATOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SY4ehRKG6DI/AAAAAAAAAEM/KGBpEed0yNE/s1600-h/homem2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300207368351967282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 122px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SY4ehRKG6DI/AAAAAAAAAEM/KGBpEed0yNE/s320/homem2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“O que dirá um psicólogo acerca das confusões em que estamos metidos para além das trapalhadas económicas e financeiras que estamos a atravessar e que necessitam de soluções sensatas, firmes, rápidas e não-interesseiras?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;João Abelhudo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caro senhor João Abelhudo,&lt;br /&gt;Recebi ontem o seu longo &lt;em&gt;mail &lt;/em&gt;e só transcrevi o essencial ao qual vou tentar responder imediatamente porque é um assunto que me interessa e preocupa também como cidadão.&lt;br /&gt;Vendo outros &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt;, descobri que o &lt;em&gt;compincha.blogspot.com&lt;/em&gt; faz considerações sobre muitos assuntos políticos e até pondera ir &lt;strong&gt;votar com o voto riscado&lt;/strong&gt;, provavelmente, para dizer que não confia nos políticos portugueses.&lt;br /&gt;A única maneira que eu tenho de responder à sua carta com sinceridade é dizer que apenas devo poder dar alguma explicação relacionada com a Psicologia Social. Tudo o que não se situar neste âmbito, é uma especulação política «pessoal e intransmissível» porque eu também não posso deixar de me preocupar com esta situação política, económico-financeira e de crise de valores éticos.&lt;br /&gt;Como já disse, vi em alguns &lt;em&gt;blogs &lt;/em&gt;intervenções relacionadas com a nossa governação e com a dos EUA. Também vi falar acerca dos governantes e das oposições. A partir de tudo isto, uma análise rápida e preliminar de vários factos e notícias proporciona a oportunidade de verificar que os nossos governantes falam muito, dizem muitas coisas bonitas, pouco precisas e sujeitas a &lt;strong&gt;ambiguidades&lt;/strong&gt;. Propõem soluções milagrosas que, passado algum tempo, não dão o efeito proposto e desejado. Actuam lentamente e de forma inadequada, parecendo às vezes, que estão a esconder qualquer coisa ou a desculparem-se com justificações disparatadas.&lt;br /&gt;As confusões e imprecisões acerca da análise sobre o nosso sistema de educação é um dos exemplos. É da OCDE? É com técnicos da OCDE? É com modelos da OCDE? Ou é outra coisa qualquer e a sigla OCDE foi utilizada para «espantar o burguês»?&lt;br /&gt;Por exemplo, num outro contexto social do nosso mundo ocidental, duas individualidades propostas pessoalmente pelo Presidente Barack Obama para o seu elenco governativo foram por ele, imediatamente, postas de lado no momento em que se soube que não tinham pago os seus impostos. Além disso, o Presidente &lt;strong&gt;assumiu o seu erro &lt;/strong&gt;e não apresentou justificações. A Europa também parece estar a querer seguir algumas das ideias agora discutidas e difundidas. Em Portugal seria assim? Contudo, não acredito que Bush teria reagido do mesmo modo! O Durão Barroso que o diga.&lt;br /&gt;Os casos de Freeport, Casa Pia, Apito Dourado, Furacão e outros que tais, apresentam muitas «informações» acerca do assunto com os principais intervenientes ou visados a virem imediatamente à liça apresentar justificações, desmentidos, comunicados, etc., que nada de concreto dizem a não ser que eles são inocentes e estão a ser vítimas de calúnias, chantagens e campanhas multicolores, quando não são «cabalas».&lt;br /&gt;Se é verdade o que eles dizem, qual a razão de negar os factos em vez de os relatar em primeira&lt;br /&gt;mão? Nós saberíamos avaliar a «verdade» que eles proclamam. Tudo isto conduz a muitas dúvidas. O que aconteceu e continua a acontecer com Vale e Azevedo? Estas dúvidas fazem com que as pessoas pensem: “Se foi assim na situação anterior, não será o mesmo na actual?” Chega-se assim a fazer uma &lt;strong&gt;atribuição&lt;/strong&gt; baseada, provável e eventualmente, em dados pouco fidedignos e erróneos.&lt;br /&gt;Além disso, como a maioria destes factos se relaciona com assuntos que &lt;strong&gt;interessam&lt;/strong&gt; a todos os cidadãos e os intervenientes são do «domínio público» (governantes, figuras públicas, pessoas «distintas», etc.), as dúvidas assim provocadas fazem com que a percepção fique distorcida e ocasione&lt;strong&gt; boatos&lt;/strong&gt; que se vão propagando, dando a impressão de que existe interesse que certos factos propalados no momento sejam admitidos como verdades as quais se desejam esconder do público.&lt;br /&gt;Deste modo, a &lt;strong&gt;intensidade &lt;/strong&gt;desses boatos vai aumentando em porção directa com o interesse na notícia a circular e com a &lt;strong&gt;ambiguidade &lt;/strong&gt;da mesma. Nestes termos, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;intensidade do boato é proporcional à ambiguidade da notícia, multiplicada pelo interesse que a mesma tem no momento.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Se nos quisermos referir ao nosso momento actual, uma das notícias que têm o maior interesse para o público em geral é o «caso do FREEPORT» porque um dos envolvidos é o Primeiro-Ministro e a sua competência e honorabilidade são importantes para todos os portugueses. As notícias que circulam acerca disso com omissões, comunicados, desmentidos, «defesas gratuitas», acusações de ataques pessoais, etc. são tão forçadas e ambíguas que, por si só, aumentam a intensidade do boato.&lt;br /&gt;Ninguém melhor do que o próprio sabe se isso é boato ou não. Não basta apenas ele afirmar que não. É necessário que o demonstre e que as pessoas estejam convencidas disso. Nesta situação concreta, no caso afirmativo das notícias postas a circular serem apenas boatos, bastava que o próprio dissesse publicamente, apenas uma vez, que tudo era mentira e que desejava que a Justiça esclarecesse os factos com toda a celeridade, pondo-se à total disposição da mesma.&lt;br /&gt;E em jeito de conclusão podia acrescentar, à guisa de mote dado há poucos anos: “E agora, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;deixem-me trabalhar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sem nunca mais responder a qualquer pergunta sobre o assunto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Necessitamos de políticos e governantes competentes, honestos, corajosos e eficazes. E cada vez que acredito num, passado algum tempo, apanho com um balde de água fria na «moleirinha».&lt;br /&gt;Da maneira como as coisas estão a correr, a intensidade do boato, se de facto não for falso, pode ir corroendo a «verdade». E depois como será? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-8685062010961848853?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/8685062010961848853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=8685062010961848853' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/8685062010961848853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/8685062010961848853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/02/os-boatos.html' title='OS BOATOS'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SY4ehRKG6DI/AAAAAAAAAEM/KGBpEed0yNE/s72-c/homem2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-964926778343959508</id><published>2009-02-06T18:45:00.005Z</published><updated>2009-02-06T19:03:56.695Z</updated><title type='text'>OS «ACASOS» PODEM COMPENSAR ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SYyGz-1Y50I/AAAAAAAAAEE/r11Sq_iFO2I/s1600-h/educar2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299759089106609986" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SYyGz-1Y50I/AAAAAAAAAEE/r11Sq_iFO2I/s320/educar2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;D. Esmeralda, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Li ontem o seu comentário ao meu post &lt;strong&gt;DESOBEDIÊNCIA?&lt;/strong&gt; e hoje acabei de receber a sua carta que mais me parece uma proposta de solução do «caso» do seu filho do que uma pergunta qualquer. Por este motivo, vou inverter os papéis e transcrevê-la a seguir quase na íntegra, como se fosse a minha proposta de solução.&lt;br /&gt;Espero que, com &lt;strong&gt;o vosso empenho&lt;/strong&gt; e com o contacto que estão a manter com o Antunes, tudo continue a «ser assim» tal como descreve. Não existe qualquer outra pessoa, por mais especializada que seja, que possa substituir a &lt;strong&gt;nossa colaboração e empenho&lt;/strong&gt;. Isto até se verifica na recuperação das doenças orgânicas. Que seja por longo tempo e, se encontrarem os avós da Cidália, aproveitem também a companhia deles.&lt;br /&gt;O Antunes é um velho amigo meu que, através dum contacto com outro quase amigo dos dois e vizinho de familiares do Antunes, reencontrei depois de muitíssimos anos.&lt;br /&gt;No vosso caso, o livro que vai ler (&lt;strong&gt;PARA QUE SERVE A PSICOLOGIA?&lt;/strong&gt;), os da &lt;strong&gt;modificação do comportamento&lt;/strong&gt; e os da &lt;strong&gt;«Joana»&lt;/strong&gt; são os mais importantes. Verifiquem que &lt;strong&gt;até uma criança pode aplicar as técnicas de modificação do comportamento se for bem orientada e apoiada,&lt;/strong&gt; especialmente a técnica do &lt;strong&gt;reforço do comportamento incompatível.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Como têm contacto com o Antunes peçam-lhe a revista «&lt;strong&gt;Conhecer a Pessoa&lt;/strong&gt;», de 1983, leiam o artigo «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os Encontros do Acaso e os Caminhos da Vida&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;», e descubram a maneira de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;aproveitar as oportunidades&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de maneira criativa. Oxalá que acontecesse o mesmo com a nossa economia e com o nosso eterno atraso em relação à Europa e ao resto do mundo.&lt;br /&gt;Pode ser que o «encontro» do seu marido com a filha do Antunes tenha sido um feliz &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;acaso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; capaz de mudar toda a vossa vida.&lt;br /&gt;Tirem bom proveito da situação. A sua carta vem a seguir.&lt;br /&gt;Boa sorte.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mário de Noronha&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Há dias, tentei fazer um comentário acerca da resposta que deu no seu post&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;DESOBEDIÊNCIA?,&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;mas não consegui publicá-lo. Não sei se conseguirei, mas vou escrever-lhe esta carta, que o acontecimento bem merece.&lt;br /&gt;Como eu tinha uma consulta médica na semana passada, o meu marido teve de ir buscar o filho à escola.&lt;br /&gt;Quando chegou a vê-lo, aproximou-se e reparou que ele se despedia duma rapariga que tinha um livro na mão e parecia estar à espera de alguém.&lt;br /&gt;Ao abeirar-se do filho e da rapariga com quem ele falava, verificou que ela tinha na mão o livro&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;PARA QUE SERVE A PSICOLOGIA?,&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;que parecia já muito «usado».&lt;br /&gt;Aproximou-se dela, cumprimentou-a e perguntou-lhe o que fazia com aquele livro na mão, visto que ele já o tinha tentado comprar, no Porto, mas não conseguira. A rapariga informou-o que o livro era para emprestar a uma amiga, como muitas vezes fazia, e que o pai tinha alguns exemplares em casa, porque era muito amigo do autor do livro. Entretanto, quando a mãe dela chegou, o meu marido teve oportunidade que ela o esclarecesse que o interlocutor principal do livro citado era seu marido e que no dia seguinte, Quarta-feira, ele iria à escola buscar a filha. Era assim todas as semanas, porque ela aproveitava essa tarde para estar num «programa» de apoio a crianças e o marido passava a manter uma ligação mais íntima com a filha. Era bom que assim acontecesse para além dos fins-de-semana.&lt;br /&gt;-- Já que está tão interessado no livro porque não fala amanhã com o meu marido? – perguntou e acrescentou -- vou informá-lo do seu interesse pelo livro.&lt;br /&gt;No dia seguinte, o meu marido quis ir buscar o filho e encontrou o Sr. “?” Antunes.&lt;br /&gt;Através dele, que lhe ofereceu um exemplar desse livro, soube que o principal interlocutor do mesmo era ele próprio e que estava à espera que fossem publicados outros dois, muito mais importantes e já terminados:&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;«ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (Desequilíbrio psicológico? A auto-terapia possível)»&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;«EU TAMBÉM CONSEGUI!».&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ambos estavam relacionados com psicoterapias. O protagonista do primeiro era ele próprio e, do segundo, era a neta de amigos seus e muito amiga da filha. Tanto o Antunes como a neta de amigos seus tinham realizado quase uma proeza de se reequilibrarem e reorganizarem a sua vida e até a da família depois de alguns dissabores. Todas as peripécias estavam descritas nesses livros. Não conseguia compreender a razão da não publicação a não ser uma certa desilusão demonstrada pelo autor, na época do Natal, quando lhe dera as Boas-Festas.&lt;br /&gt;— Mas o senhor não se chama Antunes! – exclamou o meu marido e o «Sr. Antunes» prontamente respondeu que o autor gostava de rebaptizar todos os personagens para que não existisse qualquer «reconhecimento» e acrescentou – Eu não me importo, mas ele não gosta de expor as pessoas e eu respeito. Contudo, posso dizer a quem quiser que sou o protagonista.&lt;br /&gt;Entretanto, quando tivemos oportunidade de nos encontrarmos com os Antunes, depois de ler o livro, ele, sabendo da história do meu filho, aconselhou-nos a ler a história da Joana, que também emprestou, e que nos deu imenso jeito.&lt;br /&gt;Da maneira como falou connosco ajudando-nos a «descobrir» o &lt;strong&gt;reforçador&lt;/strong&gt; a ser utilizado com o nosso filho, fez-nos parecer que sabia bastante de Psicologia e que era «um lutador» autodidacta e quase auto-suficiente.&lt;br /&gt;Soubemos depois que tinha sido colega do autor, há quase 50 anos, no 1º ano de Direito e que, naquela ocasião, ambos tinham ficado afastados dos estudos por motivos de força maior.&lt;br /&gt;Depois das diversas conversas com o Antunes e com o exemplo que ele nos estava a dar em relação à filha, começámos a mudar o nosso estilo de vida e de interacção familiar e quase que estamos a obter resultados surpreendentes. Pelo menos, o filho fala connosco durante muito mais tempo e graceja. Continuará a ser sempre assim? Obrigada por tudo.&lt;br /&gt;Já que gosta de rebaptizar todos, pode chamar-me &lt;strong&gt;Esmeralda&lt;/strong&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-964926778343959508?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/964926778343959508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=964926778343959508' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/964926778343959508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/964926778343959508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/02/os-acasos-podem-compensar.html' title='OS «ACASOS» PODEM COMPENSAR ?'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SYyGz-1Y50I/AAAAAAAAAEE/r11Sq_iFO2I/s72-c/educar2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-131842328719976355</id><published>2009-01-29T00:53:00.007Z</published><updated>2009-01-29T01:54:29.909Z</updated><title type='text'>DESOBEDIÊNCIA ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SYEL-jgqxNI/AAAAAAAAAD8/Y1vRLtkPx6I/s1600-h/adolescencia2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296527806076470482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SYEL-jgqxNI/AAAAAAAAAD8/Y1vRLtkPx6I/s320/adolescencia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"Li os seus &lt;/em&gt;posts&lt;em&gt;, especialmente o&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Valor do Reforço&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Sexo Precoce&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;e até fiz um comentário apreciativo à espera que pudesse resolver o meu problema, isto é, o problema que o meu filho está a criar. Contudo, não consigo delinear a medida correcta para a situação.&lt;br /&gt;Posso dizer que o meu filho está no 8º ano, tem 14 anos, é filho único, dá-se bem connosco e eu dou-me bem com o meu marido. Não temos dificuldades financeiras e ele tem acesso a muitos «bens de consumo extraordinário» agora utilizados por todas as crianças com posses.&lt;br /&gt;Queria ir com ele a um psicólogo mas ele não aceita a ideia, nem que seja para um exame de orientação. Diz que quer ir para a biologia. Eu vivo no Norte e, como tenho o seu endereço electrónico, o meu marido aventou a hipótese de utilizarmos este meio para pedir uma informação. Já consegui comprar os seus livros sobre modificação do comportamento mas não consigo acertar nas medidas a tomar.&lt;br /&gt;O rapaz quer agora passar muito tempo fora de casa, não aceita os nossos conselhos que seguia até há pouco tempo e parece que tem um namorico porque os colegas também têm.&lt;br /&gt;O que posso fazer, isto é, tanto eu como o meu marido? Não digo o meu nome porque algum dos seus conhecidos me pode conhecer mas vou ficar atenta ao seu &lt;/em&gt;blog&lt;em&gt;."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recebi o seu &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; e lembrei-me duma pergunta que um casal amigo me fez sobre a &lt;strong&gt;desobediência&lt;/strong&gt;. Já que tem os livros sobre &lt;strong&gt;modificação do comportamento&lt;/strong&gt;, sugiro que leia também &lt;strong&gt;Adolescência: idade crítica?&lt;/strong&gt; E, se possível, compreenda a história da Joana e sua família que está descrita também em outros três livros que constituem uma sequência.&lt;br /&gt;O seu filho deve estar a entrar na adolescência e pode querer «afirmar a sua personalidade». Quando uma pessoa chega a um determinado momento e deixa de ser criança ou adulto e sabe que não é nem uma nem outra coisa, pode entrar em conflito consigo própria. Pode ser isso que esteja a acontecer com ele.&lt;br /&gt;Se ele sempre se deu bem com os pais, se os pais são seus amigos e não apenas progenitores, a grande oportunidade que existe agora é compreender a sua situação, não contrariar mas ajudá-lo a mudar de rumo se alguma coisa correr mal. Em vez de ordens podem ser dadas sugestões, talvez até em jeito de perguntas de satisfação irrecusável, para serem logo «premiadas», disfarçadamente, logo que sejam executadas ou bem recebidas. É importante que ele sinta que quem «manda» nele é ele próprio. Nisto, os dois pais têm de não se contradizer ou contrariar. Todas as acções devem ser previamente combinadas. Para tanto, têm de compreender e «deslindar» qual é o reforço para o filho num determinado momento. Se houver uma aproximação dele em relação aos pais como se fossem amigos, o problema pode ficar resolvido e até pode ser que o actual namorico não progrida se não for uma «amizade» muito séria e mais importante do que a dos pais.&lt;br /&gt;Se não houver esta aproximação dos pais, pode ser que essa amizade sirva para entrar no mundo dos adultos e independentes ao qual ele deve começar a pertencer dentro de algum tempo. Mas é bom reler os outros dois posts porque o «perigo» pode estar à espreita. Também até seja bom os pais lerem ou relerem os «casos» descritos nos livros e nos outros posts deste blog.&lt;br /&gt;Caso o rapaz tenha sido sempre habituado a desobedecer, o que não é raro nos dias de hoje, a situação pode ser bastante diferente e os pais terão de compreender que só através do reforço &lt;strong&gt;do comportamento incompatível&lt;/strong&gt; poderão tentar mudar essa situação, fazendo com que ele tenha &lt;strong&gt;reforço &lt;/strong&gt;quando conseguir ou desejar os conselhos ou sugestões dos pais. Estes não se podem contradizer e devem ter acções concertadas. É também bom ver a técnica da &lt;strong&gt;moldagem&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Se a desobediência for apenas uma «moda», facilmente desaparecerá com um contacto mais amplo e reforçante com os pais. É a estes que compete iniciar a acção e manterem-se firmes e disponíveis para todas as eventualidades. É bom não esquecer que terão de ser feitos muitos sacrifícios deixando para segundo plano muitas actividades mais agradáveis para os mais velhos, o que nem sempre acontece, não é desejável e, às vezes, nem é possível ao fim de um dia de trabalho.&lt;br /&gt;O contacto tem de ser permanente para, além dos estudos e divertimentos aceitáveis, evitar que a mente do rapaz se ocupe ou preocupe com outras coisas e ideias que não interessam mas que nunca se devem «proibir».&lt;br /&gt;Espero que tenha respondido ao essencial mas, se necessitar de aprofundar as ideias, ficarei ao dispor para qualquer outra informação. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-131842328719976355?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/131842328719976355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=131842328719976355' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/131842328719976355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/131842328719976355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/01/desobediencia.html' title='DESOBEDIÊNCIA ?'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SYEL-jgqxNI/AAAAAAAAAD8/Y1vRLtkPx6I/s72-c/adolescencia2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-2409752737913923421</id><published>2009-01-22T00:27:00.006Z</published><updated>2009-01-22T00:51:02.394Z</updated><title type='text'>SEXO PRECOCE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Quando acabei de ler este post fiquei com vontade de perguntar se posso fazer alguma coisa pelo meu filho de 15 anos que, de repente, começou a sair com uma rapariga que me parece estouvada. Não tenho mais filhos e o meu marido, de 40 anos, está também com uma rapariga cerca de 10 anos mais nova do que ele. Estou com medo de que o meu filho se envolva com a rapariga com quem está a relacionar-se, às escondidas e de forma pouco clara. Receio um «desastre» e, depois, em vez de um problema (o do meu marido) vou ter mais dois (o do meu filho e de qualquer «resultado» deste seu relacionamento). Gostaria de receber uma «dica» que me pudesse orientar «à distância» já que o meu emprego, embora não mal remunerado, deixa pouco tempo para «divagações&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;Anastácia Campos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Anastácia Campos,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao «vistoriar» o meu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;blog &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;deparei com o seu comentário que acabo de transcrever e que vem ao encontro de uma proposta que me foi feita há bastante tempo por uma pessoa amiga que gostaria que eu falasse neste tema também preocupante para a senhora.&lt;br /&gt;No seu caso ou, melhor dizendo, no caso do seu filho, parece que é um assunto muito sério. O seu marido não está «em casa» para poder oferecer ao filho um modelo de identificação necessário na idade dele. O rapaz está na puberdade e qualquer estímulo sexual pode ajudá-lo a «desequilibrar-se». Se a rapariga é meio estouvada, a situação pode ser ainda pior. Locais e ocasiões não irão faltar. Um óbice muito grande é a pouca disponibilidade de tempo da senhora. E paciência? Terá a suficiente?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tudo&lt;/strong&gt; o que eu disse à outra senhora (&lt;em&gt;Celina&lt;/em&gt;) também é válido para si. &lt;strong&gt;A literatura sugerida também.&lt;/strong&gt; Além disso, fica aqui aquilo que não lhe disse e que aventei no final daquela resposta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O importantíssimo, neste caso, é utilizar o «&lt;em&gt;reforço do comportamento incompatível&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O seu receio de sexo precoce pode ser o resultado de tentativas do seu filho em obter a satisfação temporária, mas urgente, duma necessidade de afectividade que não consegue obter no contacto com os pais ou com a sua família.&lt;br /&gt;Pela descrição que me faz da situação, parece-me que não estão muito próximos das vossas famílias originárias. Suponho que, nos estudos, o rapaz deve ter bons resultados. Mas a nível de afectividade, de convivência e inclusão familiar e de modelo de identificação? Onde irá buscar esses dados e valores?&lt;br /&gt;O mínimo que a senhora pode fazer é «arranjar» tempo para estar com ele, conversar muito sobre a família, não criticar o pai dele mas mostrar que ambos podem ter tido momentos de falha «conjugal». É muito importante que ele comece a compreender estes problemas. Ajude-o a compreender que a escolha conjugal é um assunto sério, a não ser que se constituam famílias em que os filhos irão sofrer com uma união deficiente. É bom frisar este ponto dizendo que mesmo as boas escolhas podem falhar, quanto mais as precipitadas. E, no vosso caso, não foi qualquer «precipitação». Tudo isto tem de ser muito bem conversado. Se não conseguir, pode ter de encarar tardiamente o «desastre» que não deseja, além de ter a necessidade de consultar um psicólogo durante muito tempo. Melhor é prevenir e prevenir-se não deixando que «as coisas aconteçam».&lt;br /&gt;Veja se consegue também, com a sua companhia ou com outras tarefas, reduzir o tempo de permanência do filho com a rapariga, pelo menos, as possibilidades de contactos mais íntimos. Mas, não fale mal da rapariga.&lt;br /&gt;Em todas as acções em que o seu filho se empenhar longe da rapariga aplauda-o e encoraje-o a prosseguir. Se conseguir um bom «hobby» ou um desporto absorvente será muito melhor.&lt;br /&gt;Mas não se esqueça, essencialmente, que a companhia da mãe deve ser muito importante para ele, sem sermões ou recriminações, mas com uma amizade de confiança e apoio.&lt;br /&gt;Boa sorte em lidar com esta situação muito melindrosa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-2409752737913923421?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/2409752737913923421/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=2409752737913923421' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/2409752737913923421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/2409752737913923421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/01/sexo-precoce.html' title='SEXO PRECOCE'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-6527442669085453140</id><published>2009-01-16T22:31:00.004Z</published><updated>2009-01-16T22:44:10.864Z</updated><title type='text'>O VALOR DO REFORÇO</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Li o seu post e lembrei-me de perguntar se me pode ajudar a apoiar o meu filho de 15 anos a ter mais cuidado com a escrita. Dá muitos erros ortográficos. Contudo, gosta imenso de história, ecologia e de biologia. Quase que me obriga a ver com ele os programas da TV ao fim de um dia de cerca de 10 horas de trabalho cansativo. Poderá dar-me alguma ajuda?Agradeço antecipadamente."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Celina Fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de ler o seu comentário enquanto «navegava» na &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; e vou tentar dar as indicações que me são possíveis.&lt;br /&gt;Não sei qual o ano de escolaridade que o seu filho frequenta, mas julgo que deverá situar-se entre o 7º e o 9º ano.&lt;br /&gt;Portanto, se ele chegou a esse patamar sem deficiências, julgo que o seu nível intelectual deve ser «normal» para poder frequentar qualquer curso médio ou superior. Se assim for, penso que tem a vantagem de não ter de fazer uma orientação vocacional.&lt;br /&gt;Se, como mãe, tem a ambição natural e «normal» que o seu filho escreva bem a sua língua materna, está no seu direito (e obrigação?).&lt;br /&gt;Já deve ter compreendido que o &lt;strong&gt;reforço &lt;/strong&gt;do seu filho é &lt;strong&gt;inteirar-se sobre assuntos de ecologia, biologia e história e ter a sua companhia ou a demonstração do seu interesse&lt;/strong&gt; por esses assuntos.&lt;br /&gt;O que posso dizer sobre isso é aconselhá-la a ler atentamente pelo menos os 5 volumes de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como Modificar o Comportamento&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, da Plátano Editora, além de quaisquer outros que dêem exemplos do modo como podemos alterar o comportamento dos outros.&lt;br /&gt;No seu caso, como o &lt;strong&gt;reforço&lt;/strong&gt; está quase determinado, deixe o seu filho ver os programas e, se possível, tente acompanhá-lo no início dos mesmos apesar de não o ter incentivado para isso. Logo depois do início do programa, pode pretextar qualquer trabalho a fazer de imediato e pedir ao filho que faça uma pequena redacção ou resumo sobre aquilo que acabar de ver e que também a si interessa. Se ele quiser fazer um comentário, melhor ainda.&lt;br /&gt;Depois, quando tiver tempo e disponibilidade, torna-se imprescindível que a senhora peça esses resumos ou comentários e, além de elogiar a sua elaboração, vá comentando com o filho as suas falhas de escrita, ortografia, caligrafia ou construção do texto mostrando as vantagens que, com a correcção dos mesmos, ele pode ter no futuro, quando for um bom investigador ou perito na matéria. Por isso, até o pode ajudar a corrigir os erros e pedir que ele continue sozinho a fazer o mesmo consultando dicionários, internet, etc.&lt;br /&gt;Assim, com o &lt;strong&gt;reforço&lt;/strong&gt; que lhe vai dar com a sua participação no evento, &lt;em&gt;não quando ele deseja mas quando é possível para si,&lt;/em&gt; pode conseguir que ele, na brincadeira, consiga melhorar um pouco na parte de escrita. Além disso, pode ter a vantagem de não ter de consultar um gabinete de orientação vocacional por ele já ter escolhido a sua futura profissão.&lt;br /&gt;Ou será apenas a companhia da mãe que lhe interessa durante os programas de televisão? Se assim for, o problema é outro mas, nos livros de que falei, também pode descobrir uma nova forma de agir.&lt;br /&gt;Veja bem como se aplicam as técnicas de &lt;strong&gt;moldagem&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;reforço do comportamento incompatível&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Pode consultar os meus &lt;em&gt;posts &lt;/em&gt;com exemplos das mesmas.&lt;br /&gt;O que mais desejo para si é boa sorte ou nova pergunta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-6527442669085453140?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/6527442669085453140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=6527442669085453140' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6527442669085453140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6527442669085453140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2009/01/o-valor-do-reforo.html' title='O VALOR DO REFORÇO'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-2913060839379603261</id><published>2008-12-18T22:18:00.003Z</published><updated>2008-12-18T22:32:36.556Z</updated><title type='text'>ACONSELHAMENTOS</title><content type='html'>&lt;em&gt;“Sou estudante de Psicologia e sinto frequentemente dúvidas sobre o modo como devo agir quando começar a exercer as funções para as quais me estou a treinar. Na minha mente não faltam perguntas como:&lt;br /&gt;O que é que as pessoas quererão de mim?&lt;br /&gt;Como deverei responder às solicitações que me são feitas?&lt;br /&gt;Que tipo de ajudas não devo dar?&lt;br /&gt;Como serão aceites as minhas recomendações?&lt;br /&gt;Como psicólogo que já escreveu vários livros entre os quais &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SUCESSO ESCOLAR, APOIO PSICOPEDAGÓGICO, REEDUCAR COMO? &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;e &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;ESCOLA – Conflitos: como evitá-los como geri-los?,&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; gostaria que me indicasse o modo como as pessoas fazem os seus pedidos ou apresentam as suas dificuldades quando vão às consultas. Gostaria também que me dissesse que perguntas gostaria que os consulentes não fizessem ou assuntos que não gostaria de tratar.&lt;br /&gt;Agradeço que me indique o modo de fazer um pedido e de o satisfazer na área de Psicologia Educacional.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgo que nas perguntas feitas pelos interessados e nas respostas dadas em vários&lt;em&gt;&lt;strong&gt; posts&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; indicados nos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;blogs &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;a seguir e até na bibliografia que indicou no seu pedido, pode obter exemplos daquilo que deseja a não ser que eu tenha entendido mal a sua pretensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;psyforall.blog.com   &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;COMPORTAMENTO IRREGULAR NAS AULAS (21 JUL 2008)&lt;br /&gt;DIFICULDADES ESCOLARES (28 JUL 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;psicologiaparaque.blogsopt.com&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;INFORMAÇÃO (7 AGO 2008)&lt;br /&gt;DISLEXIA, (5 SET 2008)&lt;br /&gt;A PEDAGOGIA EM PORTUGAL (1 OUT 2008)&lt;br /&gt;DESABAFO (1 OUT 2008)&lt;br /&gt;DISCIPLINA, STRESS e APRENDIZAGEM (6 NOV 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, não me posso dar ao luxo de não querer que me façam um determinado tipo de perguntas ou pedidos. Se não conseguir responder ou, pelo menos, dar alguma ajuda, devo dizer claramente que a ajuda está fora do meu alcance ou que, no momento, não posso ser útil. Posso também indicar algum colega que julgue estar mais habilitado do que eu para ajudar a resolver a situação.&lt;br /&gt;Porém, quando os interessados não apresentam o «caso» com clareza, tentam esconder determinados factos «comprometedores» ou «julgados inúteis», a ajuda a dar pode ser insuficiente, inadequada e até errada ou prejudicial.&lt;br /&gt;Também um assunto que me desagrada, como professor, é os alunos pedirem fotocópias de «quadros de apoio» (&lt;em&gt;ppt&lt;/em&gt;), ou resumos da matéria que estou a apresentar e cuja bibliografia foi amplamente fornecida e está disponível. Esses resumos ou quadros de apoio deveriam ser elaborados pelos próprios alunos a partir da bibliografia disponível. Caso contrário, que aprendizagem estarão a fazer num curso universtário? Que tipo de profissionais serão no futuro? Que responsabilidade terei na «não-formação» adequada desses alunos se tiver a tentação de aceder aos seus pedidos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-2913060839379603261?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/2913060839379603261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=2913060839379603261' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/2913060839379603261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/2913060839379603261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/12/aconselhamentos.html' title='ACONSELHAMENTOS'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-656847398818550105</id><published>2008-11-06T23:04:00.003Z</published><updated>2011-10-31T00:07:40.137Z</updated><title type='text'>DISCIPLINA, STRESS E APRENDIZAGEM **</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SRN9J5hFE4I/AAAAAAAAADs/tpucB3sQ9j8/s1600-h/sucvida.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265689998338102146" src="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SRN9J5hFE4I/AAAAAAAAADs/tpucB3sQ9j8/s320/sucvida.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 200px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 131px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Acabei de ler o seu comentário ao meu post «&lt;/em&gt;PEDAGOGIA EM PORTUGAL&lt;em&gt;», de 1 de Outubro e vou já fazer o post que estava preparado para uma resposta a José Carrancudo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;“… &lt;strong&gt;o comportamento mais natural de qualquer ser vivo, é de não fazer nada, quando não é mesmo obrigado a fazer alguma coisa, conservando assim a energia&lt;/strong&gt;…” é o que se lê no post com o título acima, no blog educação-em-portugal, de José carrancudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, do meu ponto de vista, julgo que colocaria as coisas de outra maneira, dizendo: “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;o comportamento mais natural de qualquer ser vivo é de fazer aquilo que mais agrada, gerindo a energia o melhor possível&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala de disciplina nas aulas, julgo que com a indisciplina não se conseguem aprender as matérias que necessitamos de aprender porque exigem concentração da atenção do aprendiz, pelo menos durante alguns lapsos de tempo em que essa matéria deve ser apreendida.&lt;br /&gt;Se os professores ficarem ocupados com o controlo dos comportamentos inoportunos dos alunos, qual é o tempo que vão dedicar a expor as matérias a serem aprendidas? O tempo das aulas é limitado e uma pessoa não consegue fazer duas coisas incompatíveis ao mesmo tempo (&lt;strong&gt;prestar atenção à irrequietude dos alunos &lt;/strong&gt;e&lt;em&gt; &lt;strong&gt;expor a matéria&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;E expor a matéria a quem? Aos restantes alunos que ainda não se mostram indisciplinados? Qual a atenção que podem prestar às aulas enqanto os colegas os conduzem à desatenção?&lt;br /&gt;Se a profissão do professor é ajudar o aluno a aprender e se não consegue atingir esse objectivo, obviamente, deve sentir-se frustrado. Qual será a sua resposta a essa frustração? Uma delas pode ser «virar as costas» à turma e «deixar andar». E qual será a aprendizagem dos alunos ainda não indisciplinados? Prestar atenção aos colegas indisciplinados ou à matéria a ser dada?&lt;br /&gt;Quem, de facto, perde mais com isso? O professor ou os alunos? O que poderão os alunos aprender nestas circunstâncias? Modelarem-se em comportamentos semelhantes aos do professor? Ficarem reforçados porque se portaram mal? Os que não se portam mal, modelarem-se nos comportamentos dos turbulentos para daí obterem reforço vicariante? Arranjarem justificações dizendo que os professores não ensinam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que reacções terão os pais? Criticar os professores por não obterem bons resultados com os alunos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, onde aprenderam os alunos a ser turbulentos ou a portar-se mal nas aulas? A família de cada um deles não será, às vezes, um exemplo ou um incentivo para que se portem mal nas aulas? Os pais terão a noção daquilo que os seus filhos fazem nas aulas? Caso afirmativo, qual a razão dos pais não se dirigirem à escola para saber da competência dos professores? Em sentido contrário, qual a razão das muitas agressões a professores, não só dos alunos como dos pais, avós e até de outros familiares? Isso já tem acontecido, noticiado e repetido ainda hoje no jornal da noite. Muitas vezes, os pais nem querem saber da boca dos professores o que se passou! Ouvem os filhos mas não ouvem a «outra parte». Onde estará a verdade e a objectividade? Aos filhos não convirá «pregar uma mentira», de vez em quando, para se desculparem da sua má colaboração nas aulas? É como se o juiz proferisse a sentença ouvindo apenas uma das partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa experiência diz-nos que o «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;stress&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» (q.b.) é necessário em todas as circunstâncias em que se deseja atingir mais do que aquilo que se possui. Acontece até no atletismo. A aprendizagem escolar é um desses casos: escrever melhor, falar melhor, obter mais conhecimentos. &lt;strong&gt;Exige trabalho, esforço e treino&lt;/strong&gt;. Para isso, é necessário algum &lt;em&gt;&lt;strong&gt;stress&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Tudo isto exige um certo «investimento» que deixa de ser efectuado no caso de não dar rendimento, o que, em psicologia, se chama &lt;strong&gt;&lt;em&gt;reforço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Quem está numa «paz podre» não investe coisa alguma. Por esta razão, até aos «velhinhos» se aconselha que se «mexam», que andem, pelo menos, quilómetro e meio todos os dias. Isto quer dizer que, com este exercício, eles podem por a «bomba» cardíaca a funcionar e evitar que as articulações fiquem «enferrujadas»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa aprendizagem, existe sempre o &lt;strong&gt;reforço&lt;/strong&gt;, isto é &lt;strong&gt;satisfação &lt;/strong&gt;por se conseguir aquilo que se deseja ou por se conseguir evitar aquilo que não se deseja. Acontece-nos todos os dias e a cada momento. Assim, o reforço ou, mais correctamente, o &lt;strong&gt;reforçador&lt;/strong&gt;, pode ser um elogio, uma boa nota, um reconhecimento público ou até o medo do castigo. Enquanto o último pode ser prejudicial, mas necessário em algumas situações, os outros são bons e fáceis de proporcionar. Numa aula, o professor pode &lt;strong&gt;&lt;em&gt;manipular esses reforçadores&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e doseá-los conforme as circunstâncias. Desses reforçadores surgirá o reforço que é a tal satisfação. Assim, ter uma boa nota ou desempenho ou evitar um «chumbo» ou até a vergonha dum mau desempenho serão o resultado desejado. Os esquemas de reforço são muito diversos de acordo com o momento da sua obtenção, tipo, frequência, qualidade, etc., importantes para quem os têm de manipular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante é que também durante a brincadeira muito se aprende. Se o professor conseguir incitar (provocar &lt;strong&gt;stress&lt;/strong&gt;) os alunos para entrarem numa brincadeira ordenada (&lt;strong&gt;disciplina&lt;/strong&gt;) durante a qual eles possam aprender alguma coisa daquilo que é necessário e se conseguir proporcionar-lhes o reforço por eles desejado ao atingirem uma boa &lt;strong&gt;aprendizagem &lt;/strong&gt;julgo que se deve sentir muito feliz porque não é fácil nem deixará esse professor sem uma grande carga de &lt;strong&gt;stress&lt;/strong&gt; no final da aula. Mas, em compensação, verificará satisfeito porque a sua actuação foi muitíssimo proveitosa e benéfica para os futuros cidadãos que até se podem modelar nesses comportamentos identificando-se com o seu autor, especialmente quando na família não tiverem outro que se comporte melhor. Até os computadores para crianças proporcionam esta oportunidade de aprender a brincar. Mas, é necessário «trabalhar», investir, treinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, apesar dos magros salários que se aufere no nosso país, valerá a pena ser professor … já que não se conseguiu ser gestor dum banco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como corolário destas divagações, parece que é aos professores que compete, em primeiro lugar, orientar as aulas de acordo com a sua personalidade e capacidades, sempre em interacção e em conjugação com as personalidades dos alunos e com o meio ambiente que todos encontrarem na escola. Os cinco pequenos volumes de &lt;strong&gt;COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO&lt;/strong&gt; e os três relacionados com a reeducação, já mencionados em posts anteriores, podem dar alguma ajuda a quem dela necessitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deste comentário que se destinava a José Carrancudo, se o meu ilustre comentador quiser diminuir um pouco mais o seu «stress» pode praticar porfiadamente o mesmo que aconselhei a Cristina e que consta das páginas 51 a 59 do livro aqui apresentado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagine (e vizualize) também durante pouquíssimos minutos, antes de se deitar, como poderá dar uma aula melhor e mais controlada do que a sua última melhor aula e comece o relaxamento para depois entrar em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;imaginação orientada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Se ler outros posts, tem mais livros dos quais se pode socorrer para ver o que os outros fizeram e conseguiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-656847398818550105?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/656847398818550105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=656847398818550105' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/656847398818550105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/656847398818550105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/11/disciplina-stress-e-aprendizagem.html' title='DISCIPLINA, STRESS E APRENDIZAGEM **'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SRN9J5hFE4I/AAAAAAAAADs/tpucB3sQ9j8/s72-c/sucvida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-6301024877724337839</id><published>2008-10-20T18:07:00.007+01:00</published><updated>2008-10-20T18:37:28.963+01:00</updated><title type='text'>CONFUSÃO NA EMPRESA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SPzA0OCxfII/AAAAAAAAADc/cA0O7pHBBEI/s1600-h/confl2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259290468217355394" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SPzA0OCxfII/AAAAAAAAADc/cA0O7pHBBEI/s320/confl2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;"Acabei de ler os seus livros &lt;strong&gt;STRESS? Reduza-o Já,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;SUCESSO NA VIDA! Por Que Não?, &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Para Que Serve a Psicologia?&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Psicoterapia Para Quê?&lt;/strong&gt;, emprestados por uma amiga.&lt;br /&gt;Estou a praticar aquilo que foi recomendado à Cristina mas não consigo fazer a auto-análise. Suponho que vou ficar por um diário, porque aquilo que me deita abaixo é a situação na empresa onde o clima está pior do que nunca com a crise que se instalou de repente. Se a situação não era boa, agora tornou-se pior ainda. Estou perto do Centro do país e tenho poucas possibilidades de me deslocar para psicoterapias ou aconselhamentos. Ainda bem que a minha amiga me veio visitar há bastante tempo, com uns livros na mão e com vontade de descansar mais do que um fim-de-semana. Agora, fornece-me os livros de vez em quando e eu mantenho alguma prática de relaxamento para o que tenho tempo, especialmente à hora de dormir.&lt;br /&gt;Consultei o seu &lt;/em&gt;blog &lt;em&gt;que, com a ajuda da minha amiga, me deu a ideia de lhe perguntar se me pode ajudar na minha dificuldade na empresa onde sou chefe dum departamento com cerca de 15 a 20 operários sob as minhas ordens.&lt;br /&gt;Estou em stress permanente, com confusões que nunca mais acabam. Tenho 35 anos.&lt;br /&gt;Se me puder ajudar, agradeço imenso.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recebi o seu &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; e, para que outros também possam beneficiar com as informações que vou dar, transcrevi-o quase na íntegra.&lt;br /&gt;Pensei nele durante o fim-de-semana. Embora não saiba o que se passa consigo, julgo que deve ser algo relacionado com situações de conflitos laborais, medo de despedimentos, falta de encomendas ou dificuldades financeiras. Suponho que não será qualquer litígio com os patrões.&lt;br /&gt;Em qualquer dos casos, antes de tudo, tem de manter a calma ou recuperá-la rapidamente quando tiver de tomar uma decisão ou enfrentar uma situação nova. Tem de raciocinar friamente, pondo de lado todas as emoções.&lt;br /&gt;Para isso, tem os livros que citou. Continue a prática que já começou e que é muito importante. Nenhuma consulta ou aconselhamento lhe pode dar essa prática (treino) que é indispensável. Veja também como a Isilda da &lt;strong&gt;DEPRESSÃO? Não. Obrigado&lt;/strong&gt;! teve os seus problemas e reagiu. Continue a consultar o meu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;. Pode ser que algum dos posts com as respostas a outras pessoas lhe possa interessar.&lt;br /&gt;Como julgo que está inserido num ambiente de trabalho que não lhe é favorável neste momento, aconselho a ler também &lt;strong&gt;DO CONFLITO À GESTÃO E À DECISÃO NEGOCIADA&lt;/strong&gt; que lhe pode dar uma ideia ligeiramente diferente daquela que tem da situação organizacional e sobre a qual tive de falar com os meus alunos do ISMAT até ao fim do ano passado. Pode dar uma outra perspectiva de como gerir um conflito. Mesmo em caso de frustração. Será o seu caso?&lt;br /&gt;Se não conseguir qualquer apoio com isso, terá de recorrer pessoalmente aos serviços de um colega com quem se pode aconselhar mais pormenorizadamente.&lt;br /&gt;Desejo-lhe boa sorte bem como à sua amiga a quem também recomendo que não deixe de praticar os exercícios que já começou. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-6301024877724337839?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/6301024877724337839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=6301024877724337839' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6301024877724337839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6301024877724337839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/10/confuso-na-empresa.html' title='CONFUSÃO NA EMPRESA'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SPzA0OCxfII/AAAAAAAAADc/cA0O7pHBBEI/s72-c/confl2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-1769298006197064499</id><published>2008-10-01T15:48:00.008+01:00</published><updated>2008-10-01T16:59:08.854+01:00</updated><title type='text'>DESABAFO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SOOTsfGPTEI/AAAAAAAAADM/iRSPTuvB9f8/s1600-h/pratica2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252203982915324994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SOOTsfGPTEI/AAAAAAAAADM/iRSPTuvB9f8/s320/pratica2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São dez da manhã do dia 1 de Outubro e acabei de ver na &lt;strong&gt;RTP1 &lt;/strong&gt;parte duma reportagem a dizer que, em Lazarim, Caparica, uma escola tinha «&lt;strong&gt;importado&lt;/strong&gt;» &lt;strong&gt;dos EUA&lt;/strong&gt; um método para trabalhar com crianças deficientes, salvo erro, autistas. Poucos meses antes tinham anunciado que a Associação de Crianças Autistas, em Belém, estava a ter um apoio importante dum «especialista» dos EUA para a educação e reabilitação das suas crianças.&lt;br /&gt;Quando Joe Morrow, Professor da Califórnia State University, San Diego, esteve nessa Associação, em &lt;strong&gt;1977&lt;/strong&gt;, desabafou comigo para dizer que nós não utilizávamos minimanente as nossas potencialidades. Isto deu origem a um artigo intitulado &lt;strong&gt;Crianças Autistas Têm Associação em Belém&lt;/strong&gt;, publicado no nº 1806, de Fev de 1978, no&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;strong&gt;Ecos de Belém&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Posteriormente, esteve na mesma Associação outro colega que teve o mesmo desabafo que eu aceitei porque penso que:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Estado, ou os seus mandantes e funcionários, «intelectualizam» tudo e preocupam-se mais com a forma e a aparência do que com a realidade e as questões práticas. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Estado não ajuda ou ajuda pouco e, quando ajuda, os pais também não colaboram. Parece existir uma crença geral de que tudo o que é estrangeiro é bom.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;O que se &lt;strong&gt;«avançou»&lt;/strong&gt; desde então, em &lt;strong&gt;30 anos&lt;/strong&gt;, a não ser adquirir equipamentos que, às vezes, ficam esquecidos ou obsoletos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípios de 1978, depois da minha mulher se ter especializado em ensino integrado no Castle Priory College e de:&lt;br /&gt;- termos apresentado a comunicação &lt;strong&gt;PORTUGAL: integration or special schools?&lt;/strong&gt; no Seminário da Sociedade Internacional de Paralisia Cerebral realizado em Março de 1876, em Oxford;&lt;br /&gt;- preparado, em Julho de 1976, um texto de apoio sobre &lt;strong&gt;INTEGRAÇÃO, um ano de experiência&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;- termos tido uma experiência muito reconfortante e reforçante para os educadores com uma criança «deficiente» descrita no artigo &lt;strong&gt;Deficiência e Condicionamento Operante&lt;/strong&gt;, de Maio de 1977, publicado no nº 163, de ABR-JUN, de 1978, da Revista &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hospitalidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, da Casa de Saúde do Telhal;&lt;br /&gt;- termos publicado, em Julho de 1977, no &lt;strong&gt;PARQUE &lt;/strong&gt;(do Centro de Bem-Estar Social de Queluz), o artigo &lt;strong&gt;Podem os Pais Ajudar a Educar os seus Filhos Autistas?&lt;/strong&gt; preparado em Maio de 1977, depois duma visita à Associação de Crianças Autistas, em Belém, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o Centro de Bem-Estar Social de Queluz fez, em finais de 1977, uma proposta ao Ministério de Educação e Investigação Científica e à Fundação Calouste Gulbenkian para uma experiência pedagógica piloto com 10 crianças «deficientes», com e sem possibilidades de escolaridade, desde que houvesse também o envolvimento dos pais.&lt;br /&gt;A experiência piloto, «prata da casa» sem qualquer &lt;strong&gt;«importação» dos EUA&lt;/strong&gt;, teria apenas a duração de seis meses úteis e, se ao fim de 3 meses obtivesse bons resultados, o &lt;strong&gt;MEIC&lt;/strong&gt; deveria tomar a iniciativa de promover acções de formação para os professores, pais e outros auxiliares que fossem trabalhar neste sistema.&lt;br /&gt;Neste projecto estariam envolvidos uma professora de integração destacada pelo MEIC, um psicólogo, um contínuo e, eventualmente, tarefeiros, se necessário.&lt;br /&gt;A experiência custaria cerca de 360.000$00 (um professor ganhava, nessa ocasião, cerca de 12.000$00 por mês), aluguer duma sala, se necessário, e empréstimo de equipamento audio-visual como projector de diapositivos, máquina de filmar, gravador e reprodutor de som, etc.&lt;br /&gt;A Fundação Calouste Gulbenkian comprometeu-se, verbalmente e a custo, a colaborar financeiramente e o Ministério poderia emprestar o material necessário e destacar o professor. Os pais não teriam quaisquer gastos financeiros com esta experiência educativa.&lt;br /&gt;Esta experiência visava utilizar essencialmente as técnicas de modificação do comportamento que tão bom resultado tinham dado com uma criança de 7 anos de idade, cuja inscrição tinha sido rejeitada numa escola especial particular muito conhecida, em Lisboa. A criança tinha frequentado nos últimos dois anos esta escola onde, com o seu comportamento, perturbava o trabalho da professora e dos colegas.&lt;br /&gt;Com esta boa experiência, os pais de outras crianças entusiasmaram-se e quiseram o mesmo para os seus filhos. Talvez se tivessem esquecido ou desconhecessem, por completo, que o trabalho feito pelos educadores deve ser continuado em casa para potenciar os ganhos obtidos e para reduzir os custos.&lt;br /&gt;Depois de alguma espera, chegou a autorização escrita, durante o período de férias de Verão. A primeira decepção do psicólogo foi quando, com o papel na mão e mais satisfeito do que um cão a abanar o rabo à chegada do dono amigo, foi dar a notícia. Contactou o pai dum dos futuros educandos, responsável pelo grupo dos pais que teria de implementar todo o processo e que, naquele momento, ia para a praia com o filho pela mão. A resposta que o psicólogo ouviu depois de ter dado a notícia, foi: &lt;em&gt;“Mesmo em férias não tenho sossego?”&lt;/em&gt; A segunda decepção foi quando na primeira reunião, os pais das dez crianças, não quiseram elaborar uma escala nem comprometer-se a ajudar os educadores, dois de cada vez, para aprenderem, por modelagem, a «trabalhar» com os filhos em casa. Diziam que esse trabalho era para os técnicos e que eles não tinham coisa alguma a ver com isso. Aquilo que se estava a propor era uma maneira de melhorar a aprendizagem dos filhos, poupar nas despesas de educação e os pais terem em casa uma «ferramenta» sempre útil para qualquer eventualidade.&lt;br /&gt;Por não haver a colaboração pretendida e inicialmente programada, a experiência não se realizou e foi interrompido o apoio que estava a ser dado à criança que tinha melhorado substancialmente. O objectivo era conseguir que essa criança, dentro de quatro ou cinco anos, fosse capaz de ajudar alguém que estivesse a vender revistas e jornais num quiosque. Ela ainda conseguiu frequentar algumas escolas especiais, mas hoje parece estar pior do que em 1977, sentada numa varanda, a menear a cabeça e quase a não sair de casa.&lt;br /&gt;Teremos de continuar sempre boquiabertos e de cabeça baixa, à espera dos «milagres» que se fazem no estrangeiro enquanto se despreza tudo o que se pode fazer cá? Os portugueses não têm demonstrado que a sua tecnologia e descobertas até são cobiçadas em muitos países? Depois do desabafo do Joe Morrow e, posteriormente, do seu colega, resta o meu, para dizer que "&lt;strong&gt;não se esqueçam de importar também banqueiros dos EUA que talvez até sejam mais baratos mas também mais engenhosos do que os de cá!"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Mário de Noronha&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-1769298006197064499?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/1769298006197064499/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=1769298006197064499' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/1769298006197064499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/1769298006197064499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/10/desabafo.html' title='DESABAFO'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SOOTsfGPTEI/AAAAAAAAADM/iRSPTuvB9f8/s72-c/pratica2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-9003293083146959039</id><published>2008-10-01T00:38:00.007+01:00</published><updated>2011-10-31T00:10:26.572Z</updated><title type='text'>A PEDAGOGIA EM PORTUGAL **</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SOK9jxFbo-I/AAAAAAAAADE/YBfjs_t0lGI/s1600-h/apoio2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251968537636611042" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SOK9jxFbo-I/AAAAAAAAADE/YBfjs_t0lGI/s320/apoio2.jpg" style="cursor: hand; float: right; margin: 0px 0px 10px 10px;" /&gt;&lt;/a&gt; Mensagem recebida via&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;educacao-em-portugal.blogspot.com&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;Agradecia um comentário, do ponto de vista de um psicólogo.&lt;br /&gt;O meu filho diz que eu não descobri nada, está tudo nos livros, por isso acrescentei a referência ao livro (o qual não li :-) ).&lt;br /&gt;Cumprimentos&lt;br /&gt;J. C.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;(José Carrancudo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro José,&lt;br /&gt;Tendo recebido, há dias, a sua missiva que muito me honrou e satisfez, senti necessidade de tomar conhecimento de outros &lt;em&gt;posts &lt;/em&gt;que poderiam ser úteis para a minha compreensão e resposta. Contudo, não consegui saber a que livro se refere.&lt;br /&gt;O comentário que me pediu para fazer vai ser apenas a nível opinativo com base na minha prática clínica de psicologia, psicoterapia e psicopedagogia que tenho exercido nos últimos 30 anos. Isto quer dizer que durante todo este tempo colaborei com a minha mulher, professora do ensino secundário e empenhada na reeducação e integração de crianças com dificuldades no ensino regular.&lt;br /&gt;Quando nós dois aprendemos a ler, foi através do reconhecimento das letras e formação de sílabas.&lt;br /&gt;Quanto aos nossos filhos, foi a mãe que lhes ensinou a conhecer e reconhecer as primeiras letras, a formar sílabas, palavras e frases. O mesmo não posso dizer dos meus netos que, ao atingirem a idade escolar, aprenderam a ler pelo método visual (global?). Actualmente, apresentam por vezes, algumas dificuldades na leitura. Utilizando somente a calculadora, também lhes fez falta não decorar e não memorizar a tabuada.&lt;br /&gt;Também diversas outras noções adquiridas noutros conhecimentos, foram apenas através da memória, frequentemente, sem compreender o que estávamos a ler, decorar e estudar: era uma espécie de repetição tipo papagaio. Não gostamos, a não ser quando conseguimos ver e compreender as coisas, com a lógica e a prática necessárias.&lt;br /&gt;Até aos cinco anos de idade não falei outra língua senão o português. Depois, comecei a frequentar uma escola inglesa e tive de me adaptar à língua inglesa que era obrigatoriamente falada na escola. E em casa dos avós, quem, para além da família, me entendia bem se não falasse &lt;em&gt;concani&lt;/em&gt;? Não foi uma adaptação fácil mas possível e necessária devido às necessidades do momento. Por isso, as necessidades linguísticas dos nossos emigrantes não me parecem difíceis de ultrapassar com um pouco de boa vontade e persistência que, logicamente, exige memória.&lt;br /&gt;Se no PPCI exigem a criatividade e a crítica, de que maneira será possível criticar aquilo de que não se tem memória? Sem memória como podemos recordar aquilo que aconteceu anteriormente? Quanto melhor ela for, mais segurança podemos ter naquilo que fazemos. A memória é tão importante que até na reeducação utilizamos frequentemente exercícios de treino e prática da mesma.&lt;br /&gt;Ao longo da vida, as crianças vão formando e estruturando a sua personalidade ou a sua «maneira de ser», geralmente, através dos modelos dos pais. Seguramente, não basta imitá-los no momento em que eles estão a actuar. Como poderemos imitá-los em momentos posteriores, se não nos lembrarmos dos seus comportamentos? A memória não será uma componente fundamental nessa aprendizagem como em muitas outras?&lt;br /&gt;Em quase todos os aspectos da vida temos de utilizar a memória. Senão, qual a razão de dizermos que uma pessoa está «a degradar-se» quando começa a entrar na «doença de Alzheimer»?&lt;br /&gt;Se vamos por um caminho e não nos lembramos dele, como poderemos ter a possibilidade de regressar? A memória não será fundamental para isso? Se tivermos uma boa memória da «disposição» dos aposentos da nossa casa, podemos chegar com pouca dificuldade ao quadro de electricidade quando a luz se apagar. Numa residência nova para nós, talvez seja mais difícil por não nos lembrarmos bem da disposição das instalações.&lt;br /&gt;Nos primeiros tempos em que estive na navegação, aproveitei a memorização da mnemónica GOAT (&lt;strong&gt;G&lt;/strong&gt;reater &lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;bserved &lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;ltitude &lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;owards «the substellar point») que os navegadores treinados no Canadá utilizavam para verificar facilmente a nossa posição no ar em relação à terra.&lt;br /&gt;Quando estive a leccionar Matemática aos alunos do 5º ano (antigo 1º ano do ciclo preparatório), eles tinham dificuldade em fixar a ordem de resolução das operações nas expressões numéricas e como estávamos numa época de turbulência política, ajudei-os a utilizar a mnemónica PPD/MAS&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;arêntesis, &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;otências, &lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;ivisões, &lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;ultiplicações, &lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;dições e &lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;ubtracções). Assim, reduzi a necessidade de memorizar a sequência das operações com uma mnemónica que era mais fácil decorar e memorizar do que as operações em si e ajudei a poupar a memória.&lt;br /&gt;Se eu não utilizasse a lógica, talvez não conseguisse fazer esta comparação mas seria possível fazê-la se não me lembrasse dos eventos que relatei?&lt;br /&gt;Do mesmo modo, porquê fazer um drama quando uma pessoa tem um acidente e se esquece do que aconteceu? Ela continua a viver física e fisiologicamente, mas pode não se lembrar dos conhecidos, amigos e até dos familiares. Pode não se recordar de muitas coisas da sua vida. Se a memória não é importante porquê tentar a sua reabilitação? Se a reabilitação é boa, qual a razão de não a fortificar? O treino é fundamental. Se o mesmo se puder fazer através dos estudos ou até para melhorar a sua eficácia, estamos a juntar o útil ao necessário e futuramente proveitoso.&lt;br /&gt;Se em psicoterapia eu não tentasse avocar a memória dos «pacientes», como poderia incitá-los a reviver os momentos da sua vida mais interessantes, importantes e agradáveis? Se tiveram um bom sucesso num determinado momento e se esqueceram dele, porque não o reavivar para poderem extrair dali um outro modelo possível para o futuro? Esses factos estão apenas no seu «arquivo pessoal» aos quais não chegaríamos se não houvesse memória.&lt;br /&gt;Desprezar, minimizar ou ignorar qualquer das nossas capacidades ou não tentar optimizá-las quando possível, parece-me um erro crasso. Senão, para quê a reeducação e a reabilitação dos deficientes? Porquê o atletismo e a demonstração da maximização de determinadas capacidades? Podemos não ser e até, talvez, não devamos ser radicais. Mas potenciar tudo o que é favorável para o bem-estar humano julgo ser digno de louvor.&lt;br /&gt;Contudo, devemos adaptar-nos às situações da maneira mais conveniente. Por isso, eu tento não utilizar cegamente uma determinada linha terapêutica mas procuro adaptar-me às necessidades do paciente. Do mesmo modo, no ensino, julgo que é ao professor que compete utilizar as técnicas necessárias em cada situação de acordo com o «material humano» que tem entre mãos. Porém, nada impede que a orientação geral seja unânime para todos, com definição de objectivos.&lt;br /&gt;Por isso, parece-me que um treino multifacetado dos docentes pode dar origem a um ensino mais criativo, crítico e desenvolvimentista.&lt;br /&gt;Do meu ponto de vista, quanto mais se desenvolverem as capacidades humanas, sem sobrecargas ou radicalismos, melhor se poderá aproveitar o potencial de cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, se quiser, diremos alguma coisa sobre &lt;em&gt;&lt;strong&gt;disciplina, stress e aprendizagem&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mário de Noronha&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-9003293083146959039?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://educacao-em-portugal.blogspot.com' title='A PEDAGOGIA EM PORTUGAL **'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/9003293083146959039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=9003293083146959039' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/9003293083146959039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/9003293083146959039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/10/pedagogia-em-portugal.html' title='A PEDAGOGIA EM PORTUGAL **'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SOK9jxFbo-I/AAAAAAAAADE/YBfjs_t0lGI/s72-c/apoio2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-278717495979788607</id><published>2008-09-28T17:28:00.005+01:00</published><updated>2008-09-30T21:48:37.531+01:00</updated><title type='text'>A HIPNOTERAPIA</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251111098362548882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SN-xuO4C0pI/AAAAAAAAAC8/KbTQmrda9mY/s320/Saude2.jpg" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;em&gt;“Há dias, vi um programa na televisão em que uma rapariga se dizia aliviada dos seus sintomas de dores nos membros depois de se submeter a sessões de hipnoterapia. Parecia que estava a ser condicionada pelo hipnoterapeuta que lhe dizia aquilo que ela deveria fazer.&lt;br /&gt;Eu não senti nada do que me pareceu ela ter dito quando iniciei o meu tratamento em Portimão para depois o continuar em minha casa, todas as noites, por sua recomendação.&lt;br /&gt;É capaz de me explicar se existe alguma diferença entre os dois tratamentos?&lt;br /&gt;Sou o Januário que consta mais ou menos do seu livro&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Psicoterapia Para Quê?&lt;/strong&gt;”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Recebi ontem a sua missiva por correio electrónico e vou responder já porque é Domingo e estou a descansar e preparar apontamentos para as aulas do &lt;strong&gt;ISMAT&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Não vi o programa de televisão de que me fala, mas posso dizer que a minha preocupação é passar o comando de todas as acções ao próprio de modo que seja ele o principal autor e actor da mudança que desejar no momento e para o futuro.&lt;br /&gt;Eu sou psicólogo clínico e não hipnoterapeuta. Na minha prática clínica utilizo a técnica de &lt;strong&gt;imaginação orientada&lt;/strong&gt; como se fosse o próprio a reviver o passado para o compreender e orientar ao seu gosto.&lt;br /&gt;De modo algum estou interessado em influenciar a vida dos outros nos quais tento incutir a firme vontade de se auto-orientarem e autogovernarem. Acho que só assim posso proporcionar ao próprio a vontade de «liberdade» que tinha perdido com a «alienação» da doença, que fez com que ele necessitasse dos meus serviços.&lt;br /&gt;Quanto ao resto, que poderá desejar na minha resposta, faz-me supor que ainda não leu o livro &lt;strong&gt;SAÚDE MENTAL sem psicopatologia&lt;/strong&gt;, publicado em Abril deste ano e que consta do &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Informação&lt;/strong&gt;, de 7 de Agosto de 2008.&lt;br /&gt;Para si e para a Germana, desejo bom trabalho porque disso necessitam mais do que de qualquer outra coisa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-278717495979788607?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://psyforall.blog.com' title='A HIPNOTERAPIA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/278717495979788607/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=278717495979788607' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/278717495979788607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/278717495979788607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/09/hipnoterapia.html' title='A HIPNOTERAPIA'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SN-xuO4C0pI/AAAAAAAAAC8/KbTQmrda9mY/s72-c/Saude2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-3766224799074194352</id><published>2008-09-16T21:46:00.005+01:00</published><updated>2008-10-18T23:48:06.228+01:00</updated><title type='text'>O VALOR DAS INCERTEZAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SNAc5CrEaFI/AAAAAAAAAC0/K_pBB6VwzL8/s1600-h/homem2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246725332182263890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SNAc5CrEaFI/AAAAAAAAAC0/K_pBB6VwzL8/s320/homem2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Há dias, depois de começarem a ser noticiados os assaltos a carros e roubos a supermercados e gasolineiras fui a um minimercado e a uma estação dos correios. Enquanto a minha mulher entrava para tratar da correspondência fiquei fora, no carro, à sua espera. Quase de seguida, vi um agente da polícia jovem, com um telemóvel na mão, telefonar constantemente e olhar para mim com suspeição. Mantive-me calmamente no carro, a ouvir música, estacionado na rua por não ter outro lugar adequado. O polícia fartou-se de olhar para mim e, sem querer, senti que ele podia estar a suspeitar das minhas intenções, com o carro parado, a «ouvir música». Estaria eu à espera de algum cúmplice?&lt;br /&gt;Era lógico que, na situação actual ele se sentisse inseguro e era admissível que me pudesse julgar cúmplice de algum assalto. Estas situações não poderão conduzir um indivíduo a ter pensamentos semelhantes aos dos paranóicos? Que defesas têm os polícias para que isso não aconteça e para que a sua reacção não seja inadequada?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Tenho 55 anos e os meses que passei na guerra da Guiné foram o suficiente para me marcarem por toda a vida. Por acaso, quando estive parado à frente dos correios, usava óculos escuros bastante avantajados."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Meu caro senhor.&lt;br /&gt;A sua missiva e a sua curta permanência na «guerra» fizeram-me lembrar um episódio interessante. No início dos conflitos em Angola, com a debandada de grande parte da população para a «metrópole», vários edifícios citadinos estavam desabitados e alguma tropa estava aquartelada no antigo &lt;strong&gt;Hotel Luanda&lt;/strong&gt;. Havia necessidade de um oficial de dia e de um oficial de prevenção e a guarda correspondente para a segurança do edifício-quartel.&lt;br /&gt;Uma noite, logo depois de se saber que tinha havido motins em Nambuangongo, o major que era quase o terceiro comandante da unidade veio a correr para o edifício, bateu forte e «desesperadamente» à porta de entrada que estava fechada e, aos gritos, disse que a prisão civil tinha sido atacada, provocando a morte de alguns polícias. Passava da meia-noite e toda a gente acordou estremunhada. Quase todos esses militares, que tinham sido «retirados» das suas pacatas aldeias do interior «deste lindo jardim à beira-mar plantado», eram rapazes novos sem qualquer experiência de guerra.&lt;br /&gt;Os dois oficiais de serviço reforçaram a guarnição e alertaram o pessoal para estar atento a qualquer tentativa de ataque já que o major prognosticava «maus momentos».&lt;br /&gt;O edifício tinha quatro pisos e, da esplanada do topo, podia observar-se uma grande área da cidade. Contudo, a escuridão e o capim que crescia livremente nos quintais abandonados, não deixava ver grande parte de forma clara. Era necessário «adivinhar» a partir das sombras.&lt;br /&gt;Os militares estavam alertados e «assustados» com as «prelecções» e «premonições» do major. A partir deste estado de espírito, vigiavam a cercania o melhor que podiam. Como havia «perigo à espreita», era necessário atacar antes que fossem atacados ou neutralizados como parecia ter acontecido com os outros!&lt;br /&gt;De repente, começaram e ouvir ruídos no quintal, escuro como breu, cheio de capim e de outras árvores. Parecia que alguém estava a rastejar. As sentinelas gritaram por «reconhecimento» e, embora o ruído tivesse cessado por instantes, ninguém respondeu. Quando o ruído recomeçou, tentaram detectar a sua origem e, não havendo qualquer resposta ou reacção, dispararam nessa direcção. Silêncio total depois de um ligeiro ruído de queda. Ninguém se atrevia a ir ver o que tinha acontecido. Ficaram de alerta e aguardarem. Podia ser uma emboscada. Passado pouco tempo, voltaram a ouvir mais ruídos. Reagiram da mesma maneira. Ficaram à espera. Tudo sossegou.&lt;br /&gt;Passadas duas horas, às 4 da manhã, ao clarear da madrugada, bem armados e a proteger a retaguarda, tentaram descobrir o que se tinha passado. Quantos terroristas teriam morto ou ferido? Haveria alguém vivo à espera do «inimigo»?&lt;br /&gt;Grande foi o espanto quando verificaram que tinham morto, com tiros certeiros, uma vaca e um gato que, nos últimos tempos de penúria na cidade se tinham habituado a ir buscar o seu alimento naquela local, àquela hora da madrugada, quando os humanos já não os incomodavam com as suas «guerras» e divergências.&lt;br /&gt;O factor fundamental foi a má «atribuição» que os militares fizeram baseados nos conceitos e informações pouco precisas e erróneas dadas pelo major e apresentadas num tom fortemente emotivo como se estivesse num dos comícios partidários actuais.&lt;br /&gt;A atribuição depende de vários factores incluindo as informações recebidas, sua comparação com as vivências anteriores, as intenções e a disposição de cada um, etc. (ver pags &lt;em&gt;&lt;strong&gt;31&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a&lt;em&gt;&lt;strong&gt; 41&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do livro apresentado e outros).&lt;br /&gt;Se os nossos polícias forem devidamente elucidados e treinados para reagir mais racionalmente do que emocionalmente (ver &lt;strong&gt;SAÚDE MENTAL sem psicopatologia&lt;/strong&gt;, pags. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;149 &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;155&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), se também tiverem a prática de relaxamento instantâneo necessária para enfrentar situações de perigo imediato, pouca diferença lhes deve fazer observar uma pessoa como foi o senhor acerca de quem estou a fazer este &lt;em&gt;&lt;strong&gt;post.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O mais importante é esse meu interlocutor também não fazer atribuições erradas acerca dos polícias que, hoje em dia, com raras excepções e magros vencimentos, nos vão dando o apoio que é indispensável para viver numa sociedade que se vai «civilizando» no pior sentido. Não deve ser fácil enfrentar o medo de ser constante e subitamente atacado por quem menos se espera.&lt;br /&gt;Por isso, desejo calma, bom senso e, essencialmente, boa sorte para os nossos vigilantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-3766224799074194352?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/3766224799074194352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=3766224799074194352' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3766224799074194352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3766224799074194352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/09/o-valor-das-incertezas.html' title='O VALOR DAS INCERTEZAS'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SNAc5CrEaFI/AAAAAAAAAC0/K_pBB6VwzL8/s72-c/homem2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-5890128886159484777</id><published>2008-09-14T21:40:00.004+01:00</published><updated>2008-10-18T23:46:57.850+01:00</updated><title type='text'>RESPOSTA A UM COMENTÁRIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SM1378rDg5I/AAAAAAAAACs/LMpHzkiZmOM/s1600-h/educar2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245981012739195794" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SM1378rDg5I/AAAAAAAAACs/LMpHzkiZmOM/s320/educar2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Estes posts não serão mais moralistas do que práticos?"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Antes de tudo, agradeço, a sua pergunta no post &lt;strong&gt;STRESS&lt;/strong&gt; que me ajuda a reflectir um pouco mais sobre aquilo que escrevo.&lt;br /&gt;Julgo que todos temos uma «&lt;em&gt;maneira de ser&lt;/em&gt;» que se vai formando com a estruturação da personalidade desde que deixamos de estar na infância, antes dos 10 anos.&lt;br /&gt;Essa «&lt;em&gt;maneira de ser&lt;/em&gt;» enforma quase todos os nossos actos que, como respostas aos estímulos do meio ambiente, seriam diferentes se a mesma fosse moldada em terras, famílias, climas, crenças e valores culturais diversos dos actuais.&lt;br /&gt;Contudo, aquilo de que eu falo, a pedido das pessoas ou estimulado por elas, é ciência. Digo o que acontece, menciono causas e efeitos, tento constatar factos, estudá-los e fazer a previsão dos acontecimentos duma forma «amoral», isto é, sem dizer se é bom ou mau. Nestas circunstâncias, posso prever que se lançar um dardo, ele deve cair num determinado ponto no sentido em que o lancei. Contudo, se a minha percepção desse alvo não estiver correcta por não tomar em conta a força com que o devo lançar, a lei da gravidade e outras forças intervenientes no processo físico, posso falhar.&lt;br /&gt;Nas minhas intervenções, não digo se um dardo deve ser lançado. Esta decisão, tomada de acordo com a sua moral, ética, necessidades, etc., compete a quem o lança ou tem de o lançar. Querer lançar ou não o dardo pode ser uma decisão moral, mas dizer que o dardo terá uma determinada trajectória, que pode provocar um certo impacto ou ser impedido de atingir um determinado alvo por um certo obstáculo, não implica moral.&lt;br /&gt;Eu tento funcionar assim: dizer aquilo que, segundo os conhecimentos que adquiri até ao momento, me parece que poderá acontecer, se houver certas contingências anteriores. Tento não fazer mais do que isso, dando a minha opinião científica a quem ma pediu.&lt;br /&gt;Por exemplo, não digo que é bom ou mau ir ou não aos espectáculos da Madona; isso poderia implicar moralismo. Contudo, posso dizer, sem qualquer intenção moralista, que eu não iria mesmo que me dessem um prémio chorudo; é uma opinião.&lt;br /&gt;Ouvimos agora falar constantemente em roubos de carro e de gasolineiras com violência e com recurso a armas de fogo. Não digo se é bom ou mau, embora pense que é péssimo. Péssimo para o funcionamento da nossa sociedade e até para a segurança mínima das pessoas. Mas posso dizer, seguramente, sem implicar qualquer tipo de preconceito moral que, se os autores desses «crimes», tipificados pelos códigos penais, não forem impedidos de os perpetrar ou não forem adequadamente punidos ou forem deixados em liberdade, esses «crimes» não deixarão de existir e até podem aumentar de frequência e intensidade, de acordo com o reforço que os autores dos mesmos tiverem com a sua execução, isto é, aprendizagem. Isto é ciência e não moral. Consta de &lt;strong&gt;Como Modificar o Comportamento&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;Para que Serve a Psicologia?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;À Psicologia compete analisar os factos, descobrir as suas causas e prever os resultados das acções a serem tomadas. À Sociedade em geral e aos Governos democraticamente eleitos compete determinar aquilo que se deve fazer para eliminar ou deixar crescer esses tipos de comportamentos ou acções.&lt;br /&gt;Nesta ordem de ideias, os dois &lt;strong&gt;&lt;em&gt;posts &lt;/em&gt;Divórcio ou Separação&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Casamentos, Uniões ou Homossexualidade&lt;/strong&gt; tentam explicar a minha maneira de pensar e actuar como psicólogo.&lt;br /&gt;Tudo isto se consegue «descobrir» na história da Joana, uma criança que aprendeu muito ao longo da vida, de acordo com os estímulos que lhe foram proporcionados. É por este motivo e com estas experiências que tive ao longo da minha prática clínica que afirmo (&lt;em&gt;talvez com um pouco de «moralismo»&lt;/em&gt;) que a educação é um dos pilares fundamentais da estrutura da personalidade e do funcionamento duma sociedade.&lt;br /&gt;Quando estive a colaborar com o &lt;strong&gt;Jornal de Queluz&lt;/strong&gt; a partir de 1979, além de outras rubricas, mantive uma coluna intitulada &lt;strong&gt;Psicologia Para Quê???&lt;/strong&gt; na qual, em forma de relato contínuo, tentei responder às perguntas que os leitores me faziam sobre a educação dos filhos, dificuldades no comportamento, etc. Nessa coluna, tentei não imiscuir a moral nas opiniões que dava, embora não agradassem apenas a pouquíssimos. Os leitores até me pediram para coleccionar tudo num opúsculo. Foi a partir dessa prática e de pedidos de algumas pessoas que resolvi instituir este blog com a mesma finalidade.&lt;br /&gt;Pode ser que, sem ser voluntariamente, pareça que estou a incluir «moral» nas minhas informações. Mas, de certeza, não é essa a intenção. Por este motivo, estou agradecido pelo comentário que me ajudou a esclarecer esta dúvida que pode existir na mente de algumas pessoas.&lt;br /&gt;Cada um deve decidir de acordo com a sua moral e ética mas é bom que pondere e compreenda bem as razões da sua decisão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-5890128886159484777?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/5890128886159484777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=5890128886159484777' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/5890128886159484777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/5890128886159484777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/09/resposta-um-comentrio.html' title='RESPOSTA A UM COMENTÁRIO'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SM1378rDg5I/AAAAAAAAACs/LMpHzkiZmOM/s72-c/educar2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-2722443443731223567</id><published>2008-09-11T23:12:00.006+01:00</published><updated>2008-09-13T15:31:58.541+01:00</updated><title type='text'>STRESS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SMma7-eg1DI/AAAAAAAAACk/es6uIJoI0FM/s1600-h/stress.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244893596223591474" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SMma7-eg1DI/AAAAAAAAACk/es6uIJoI0FM/s320/stress.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;“Durante vinte e cinco anos trabalhei nos escritórios de uma fábrica de calçado no Norte, perto do Porto. Sempre me pareceu um emprego seguro e procurei organizar a minha vida de acordo com essa perspectiva.&lt;br /&gt;Casei, tenho dois filhos pequenos, ainda em idade escolar e o meu marido tem um ordenado que só dá para sustentar a casa e a família se também eu estiver a trabalhar.&lt;br /&gt;No entanto, há um mês, a fábrica entrou em falência e eu fiquei desempregada.&lt;br /&gt;Tenha agora 50 anos e muitas dificuldades em arranjar trabalho. Estou muito desorientada, cansada e angustiada e parece-me que o mundo desabou sobre a minha cabeça. Não sei explicar o que sinto, mas com tantas dificuldades e preocupações, até já pensei em desaparecer para sempre. Todos os meus familiares me dizem que o que eu tenho é «stress» e que preciso de consultar um médico ou um psicólogo. Talvez tenham razão; mas para isso é preciso gastar dinheiro que eu não tenho. Quando o meu folho viu o blog disse para recorrer aos seus conhecimentos e pedir-lhe que me diga o que fazer para melhorar a minha saúde e poder ajudar a minha família.” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha senhora:&lt;br /&gt;Embora a senhora possa estar lógica e «normalmente» muito angustiada e desorientada, a realidade que está a viver não é, infelizmente, invulgar e temos de conviver com ela do mesmo modo como se enfrentam os furacões na Ásia e na América do Sul. Por isso, a prevenção é muito importante.&lt;br /&gt;Aproveite o convívio com o seu filho para ver os outros &lt;em&gt;posts &lt;/em&gt;que falam de muitas situações anómalas pelas quais as pessoas passam e que enfrentam com determinação para as ultrapassar e até para conseguirem um modo de vida melhor. Nada melhor do que enfrentar a vida com realismo e coragem.&lt;br /&gt;Temos de ultrapassar as dificuldades!&lt;br /&gt;Muitas situações de stress são iniciadas com factos que parecem não ter coisa alguma a ver com o mesmo. Parece não haver qualquer nexo de causa efeito.&lt;br /&gt;Por exemplo, aquilo que a Germana relata e que consta na página 14 do livro acima citado é:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“...não se sentia bem com os amigos nem em qualquer outra situação. Parecia-lhe que todos olhavam para ela e a criticavam. Ficava corada e transpirava sem desejar e sem saber porquê. Não conseguia concentrar-se no trabalho e esquecia-se do que tinha de fazer.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Germana estava secretamente «amigada» com o seu chefe directo, um engenheiro, casado, que tinha por ela pouca consideração. A situação desagradável e incómoda em que se encontrava e a pouca satisfação que dela obtinha, deixavam-na com vontade de a evitar mas sem capacidade de o conseguir por sua iniciativa.&lt;br /&gt;É um conflito com a necessidade de escolher entre duas respostas indesejáveis.&lt;br /&gt;Em muitos destes casos a pessoa fica tão «baralhada», desesperada e desorientada que deseja «desaparecer» e, nesse momento, o que lhe parece mais viável é o suicídio.&lt;br /&gt;Consulte o meu post &lt;strong&gt;Divórcio ou Separação?,&lt;/strong&gt; de 7 de Agosto, em que se fala da situação conflitual que se instala numa criança cujos pais estão para se divorciar. Algumas das perguntas que a criança faria a si própria, talvez numa angústia muito grande e sem resposta concreta e satisfatória seriam:&lt;br /&gt;O que posso fazer para evitar um mau desfecho?&lt;br /&gt;Até que ponto e de que maneira poderei dominar a minha ansiedade?&lt;br /&gt;Como resolver a minha vida depois?&lt;br /&gt;É bom compreender o que aconteceu com a Isilda (&lt;strong&gt;Depressão? Não Muito Obrigado!&lt;/strong&gt;) antes de tentar o suicídio.&lt;br /&gt;Se a situação da Cristina &lt;strong&gt;(Sucesso na Vida! Por Que Não?)&lt;/strong&gt; se prolongasse por muito tempo e ela não conseguisse «ajustar» a sua vida às necessidades reais do momento, talvez também ela entrasse em depressão.&lt;br /&gt;Hoje em dia, resolveu-se falar muito em stress por tudo e por nada. Segundo dizem, o stress até «acontece» depois das férias!&lt;br /&gt;O stress é necessário e imprescindível ao longo da vida e para o nosso «progresso» do mesmo modo como são a revolução e o conflito. Contudo, do mesmo modo como a fome é necessária para controlarmos a ingestão correcta de alimentos, um défice ou um excesso pode ocasionar subnutrição ou obesidade. O mais importante é que tudo esteja dentro das medidas adequadas para cada um. Em casos como o seu, os exercícios de relaxamento e tudo aquilo que a Cristina fez (pags. 51 a 59) preparam uma pessoa para compreender perfeitamente o modo como poderá orientar a sua vida apesar das dificuldades que vão surgindo a todo o momento. Acontece com todos, mas alguns gerem as situações melhor do que outros porque adquiriram mais conhecimentos e exercitaram-se o suficiente para as poderem «dominar» tornando-as, às vezes, favoráveis para o futuro.&lt;br /&gt;Um dos factos muito importantes, nestes casos, é aprendermos a ultrapassar a situação desagradável da maneira mais proveitosa possível e continuarmos a utilizar, no futuro, o resultado dessa aprendizagem.&lt;br /&gt;Em breve, a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Calçada das Letras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; vai publicar dois livros, um intitulado &lt;strong&gt;Acredita em Ti. Sê Perseverante&lt;/strong&gt; e outro &lt;strong&gt;Finalmente Consegui!&lt;/strong&gt; No primeiro, um técnico de economia e finanças conseguiu fazer sozinho uma psicoterapia (ou auto-terapia) que beneficiou a saúde mental da mulher e da filha e melhorou o sucesso escolar desta; no segundo, uma técnica de comunicação social, com alguma ajuda, conseguiu deixar a vida promíscua em que se estava a envolver irremediavelmente para começar uma nova etapa cheia de um futuro promissor familiar e profissional.&lt;br /&gt;Por enquanto, se estiver interessada em atingir um bom resultado praticando os exercícios que são indicados, também pode ler &lt;strong&gt;Psicoterapia Para Quê?&lt;/strong&gt; para saber o que aconteceu com o Januário, marido da Germana. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-2722443443731223567?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/2722443443731223567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=2722443443731223567' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/2722443443731223567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/2722443443731223567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/09/stress.html' title='STRESS'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SMma7-eg1DI/AAAAAAAAACk/es6uIJoI0FM/s72-c/stress.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-3885846819637214151</id><published>2008-09-05T22:40:00.003+01:00</published><updated>2008-09-05T22:52:15.471+01:00</updated><title type='text'>DISLEXIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SMGoDgvs9KI/AAAAAAAAACc/NNQGKdD5T70/s1600-h/reed2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242656219519055010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SMGoDgvs9KI/AAAAAAAAACc/NNQGKdD5T70/s320/reed2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;“O meu filho tem 9 anos e frequentou este ano o 3º ano de escolaridade.&lt;br /&gt;Sempre foi bem sucedido nos seus estudos, mas ao longo deste ano lectivo, começou a dar muitos erros na escrita e também no cálculo. A professora ficou surpreendida e disse-me que, continuando deste modo, era bem possível que viesse a necessitar de um apoio escolar extra ou poderia vir a ser mal sucedido no 4ºano de escolaridade.&lt;br /&gt;Fiquei preocupada e resolvi marcar uma consulta com um psicólogo nosso conhecido que, como está de férias só o poderá atender a partir do fim de Setembro.&lt;br /&gt;No entanto, enquanto eu estive de férias na Praia da Rocha em casa de uns parentes, tomei conhecimento através de uma amiga deles, estudante de Psicologia no ISMAT, que o professor de Psicopatologia dela, juntamente com a esposa se tinha dedicado à Psicopedagogia. Soube também que esse mesmo professor mantinha o&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;psicologiaparaque.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;através do qual dava informações às pessoas que delas necessitassem.&lt;br /&gt;Poderei receber alguma informação especial que me ajude a resolver o actual insucesso do meu filho?&lt;br /&gt;Além da minha profissão que me ocupa muitas horas, o meu marido está numa comissão de serviço que deve durar mais 8 meses e eu vivo longe dos familiares que me poderiam dar uma ajuda. Tempo disponível, só nos fins-de-semana e feriados; por isso, se o meu filho necessitar de qualquer apoio extra escolar, não conseguirei ajudá-lo regularmente.&lt;br /&gt;Com o enorme desejo que tenho de o acompanhar e para o seu melhor sucesso escolar, até já comecei a ler um livro sobre dislexia.&lt;br /&gt;Pode dar-me alguma ideia que nos leve a uma boa resolução?&lt;br /&gt;Informo que os meus estudos são equivalentes a um bacharelato.&lt;br /&gt;Obrigada pela ajuda que me irá dar com certeza.&lt;br /&gt;Vitalina Lacerda."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Exmª Srª D. Vitalina Lacerda.&lt;br /&gt;Antes de tudo, peço desculpas pela demora.&lt;br /&gt;Estou a responder com algum atraso porque não quis abrir a mensagem electrónica sem ter a certeza de que vinha sem infecções. Toda a cautela é pouca com os vírus que atacam com muita facilidade. Só depois da minha aluna ter telefonado para saber porque não respondia à mensagem, tive a certeza que a mesma era de confiança.&lt;br /&gt;Quanto ao caso do seu filho, seria bom que um psicólogo fizesse o despiste e o acompanhasse. Ele pode ter também alguns problemas psicológicos devido à ausência, do pai, embora temporária.&lt;br /&gt;Como a senhora começou a ler alguma coisa sobre dislexia, suponho que já deve estar a calcular qual pode ser o problema do filho. Por isso, no âmbito da bibliografia que conheço, posso recomendar que leia o caso do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jorge &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;em &lt;strong&gt;REEDUCAR COMO?,&lt;/strong&gt; especialmente as páginas 63 a 65.&lt;br /&gt;Além disso, os dois livros que lhe fazem companhia são &lt;strong&gt;SUCESSO ESCOLAR&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;APOIO PSICOPEDAGÓGICO.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Repare que pode fazer uma selecção dos itens a ser reeducados, seleccionar, se necessário, o material para a reeducação, fazer a avaliação de progresso, escolher os horários mais convenientes e, essencialmente, utilizar tempos de reeducação pequenos para que a mesma seja mais profícua.&lt;br /&gt;Reservar 10 minutos todas as tardes ou noites para uma pequena reeducação é muito proveitoso porque ocasiona aprendizagem distribuída, aumenta o tempo de interacção com o filho e pode distraí-lo em relação a quaisquer preocupações que ele possa estar a ter com a ausência do pai: é o reforço do comportamento incompatível a funcionar. O Domingo pode ser reservado para uma reeducação mais alargada, com intervalos pelo meio. &lt;br /&gt;No caso do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Renato &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;veja como os familiares o puderam ajudar e como a colaboração entre pais e professores deu um óptimo resultado (77 a 93).&lt;br /&gt;No Sucesso Escolar, vai verificar que o problema do&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Bosco&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (99 a 114) poderia ser mais «psicológico» do que escolar. No livro que vou publicar sobre o Antunes e a sua filha, que foi exclusivamente apoiada por ele, é realçada a importância do contacto afectivo pais/filhos especialmente quando eles são crianças.&lt;br /&gt;Espero que se lembre de que uma avaliação de progresso é muito importante por causa das nossas «normais» falhas de memória que não deixam avaliar objectivamente os «avanços» e os «recuos».&lt;br /&gt;Desejo-lhe o máximo de sorte para esta tarefa que lhe poderá dar bastantes satisfações no final. E quando o seu marido regressar da comissão não será muito bom ver o filho cada vez melhor? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-3885846819637214151?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/3885846819637214151/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=3885846819637214151' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3885846819637214151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/3885846819637214151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/09/dislexia.html' title='DISLEXIA'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SMGoDgvs9KI/AAAAAAAAACc/NNQGKdD5T70/s72-c/reed2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-9176425585556950765</id><published>2008-09-04T00:02:00.004+01:00</published><updated>2008-09-11T23:20:45.105+01:00</updated><title type='text'>FOBIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8Y2q3FczI/AAAAAAAAAB0/_8_CEYIVHJM/s1600-h/casos2.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241935818779882290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8Y2q3FczI/AAAAAAAAAB0/_8_CEYIVHJM/s320/casos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; "Tomei conhecimento do seu blog e, como percebi que também trata problemas comportamentais, penso que pode dar-me uma grande ajuda.&lt;br /&gt;A minha família vive num apartamento no 5º andar. Um dia, quando meu pai descia no elevador para ir trabalhar, este parou de repente e ele ficou lá fechado e sozinho. No entanto, como a avaria foi complicada e só passadas 2 horas é que foi socorrido, saiu de lá muito pálido e quase desmaiou. Nos dias seguintes, utilizou sempre as escadas e, até hoje, nunca mais conseguiu entrar num elevador.&lt;br /&gt;Actualmente, já tem 50 anos e sobe e desce as escadas com muita dificuldade. Nós receamos que a situação se agrave, que ele adoeça e então não consiga mesmo descer e subir as escadas. Somos pobres e não temos recursos suficientes se o meu pai de repente adoecer, visto que ele é o principal suporte monetário da nossa família.&lt;br /&gt;Tenho esperança que possa ajudar-me para que meu pai volte de novo a entrar nos elevadores.&lt;br /&gt;Aguardo a sua resposta."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recebi a sua mensagem há dias quando tinha entre mãos uma resposta também difícil. Aproveitei o tempo de reflexão para reler alguma coisa sobre as fobias e a modificação de comportamento. Posso dizer-lhe que o seu pai «ganhou» esta fobia dos elevadores com a sensação de alívio que sente em não ir nos mesmos para evitar o desconforto ou medo que o assoberbou quando esteve fechado no episódio que me descreveu.&lt;br /&gt;Isto quer dizer que ele sente reforço secundário negativo aleatório quando não entra no elevador: a fuga livra-o de voltar a sentir, de forma cada vez mais convincente à medida que o tempo passa, o desconforto que já sentiu outrora.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, foi pena ele não ter sido obrigado a entrar no elevador logo depois do incidente, para verificar que o mesmo não ocorria de novo.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o tempo, a repetição diária dos eventos de «fuga ao elevador» e a sua continuação no tempo são inimigos muito poderosos.&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, falar com ele e tentar convencê-lo de que não existe perigo deve ser pouco eficaz.&lt;br /&gt;Em quarto lugar, estes casos só se podem reduzir com uma boa psicoterapia, demorada e com assistência técnica fidedigna.&lt;br /&gt;Veja no Sucesso na Vida! Porque Não? o caso do António e o modo como ele «ganhou» o medo dos gatos. Está lá proposta uma solução terapêutica. Não será idêntica para o seu pai mas pode tirar daí algumas ideias gerais.&lt;br /&gt;No caso do seu pai, se não conseguir ter apoio dum psicoterapeuta, pode tentar conversar com ele muitas vezes, calma e racionalmente, quase que «obrigando-o a recordar o «seu» incidente e tentar diminuir suavemente o «estatuto» do mesmo.&lt;br /&gt;Quando ele conseguir falar no assunto de forma banal, pode tentar viajar com o seu pai num elevador novo e bom duma casa diferente, só para o 1º andar. Se ele aderir à ideia, depois de voltar a experimentar o elevador várias vezes e de ter a certeza de que ele o utilizaria sozinho, pode acompanhá-lo para um 2º andar. Depois de consolidada a situação, pode tentar subir um pouco mais acompanhando-o até que ele consiga ir sozinho. Deve continuar assim por diante até ter a certeza que ele pode viajar sozinho sem medo e não por vergonha.&lt;br /&gt;Vai necessitar de muita paciência, coragem, sangue frio, capacidade de convencimento e, especialmente de muito tempo e muita calma.&lt;br /&gt;Para isso, necessita de ler bastante. Os livros que recomendo, além do indicado, são os 5 volumes de COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO, especialmente aquele que é dedicado às técnicas.&lt;br /&gt;Além disso, preocupe-se em tentar perceber muito bem como se utilizam as técnicas de dessensibilização, moldagem, modelagem, reforço do comportamento incompatível e facilitação social.&lt;br /&gt;Pode ter de conjugar todas elas ou escaloná-las ao longo da obtenção dos resultados na psicoterapia. Não vai ser uma tarefa fácil mas, se conseguir, dou-lhe os meus mais sinceros parabéns.&lt;br /&gt;Utilize sempre a razão e o calculismo e não a emoção, a não ser de forma controlada e comedida e «a pedido» como os actores.&lt;br /&gt;Boa sorte. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-9176425585556950765?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/9176425585556950765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=9176425585556950765' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/9176425585556950765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/9176425585556950765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/09/fobia.html' title='FOBIA'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8Y2q3FczI/AAAAAAAAAB0/_8_CEYIVHJM/s72-c/casos2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-6449288555884421632</id><published>2008-08-30T22:42:00.007+01:00</published><updated>2008-09-04T00:37:55.645+01:00</updated><title type='text'>ENURESE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SLnByI484zI/AAAAAAAAABs/LlR-RNoPIDI/s1600-h/molhar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240432708546257714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SLnByI484zI/AAAAAAAAABs/LlR-RNoPIDI/s320/molhar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;“… que existe este blog no qual talvez possa obter a resposta que me interessa acerca da incontinência urinária que a minha filha de 12 anos passou a ter subitamente desde que a minha mulher resolveu ir viver com o seu antigo namorado.&lt;br /&gt;Julgava que a tinha «conquistado completamente» apesar de ela ter tido com ele um forte relacionamento durante dois anos. Tivemos só esta filha e ela não quis mais. Apesar de não se dar muito bem com a filha, esta dependia muito da mãe porque o meu trabalho é por turnos.&lt;br /&gt;Como não consigo estar regularmente em casa, são os meus pais que tomam conta da neta. Embora eles sejam muito permissivos, afligem-se facilmente com o «chi-chi» na cama e tentam envergonhar a neta para ver se isso passa.&lt;br /&gt;Estou um pouco desorientado porque os avós foram ao médico e ele disse que a menina não tem qualquer anormalidade e que um psicólogo é o mais indicado para resolver tudo isto. Não tenho disponibilidade para ir regularmente ao psicólogo e não quero que os meus pais vão sem mim. Não consigo ter outra ideia nem sei a que literatura possa recorrer.&lt;br /&gt;Envio a mensagem… Poderá dar-me alguma ajuda já que…” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sr. Jacinto N.&lt;br /&gt;Ao chegar a ler a sua mensagem de há uma semana, da qual só transcrevi o essencial, lembrei-me logo do livro intitulado &lt;strong&gt;«MOLHAR» A CAMA NÃO INTERESSA&lt;/strong&gt; que se refere ao grande problema de Gelásio e também do filho, de mais um rapaz e uma menina que tinham um problema muito semelhante.&lt;br /&gt;Já que não tem tempo para ir regularmente à consulta, vou tentar dar-lhe umas ideias que o podem ajudar porque julgo que nos intervalos dos turnos não lhe deve faltar tempo para leitura cuidadosa, nem capacidade para pôr em prática algumas medidas necessárias e imprescindíveis.&lt;br /&gt;A resposta demorou todo este tempo porque o aproveitei para reler o livro mencionado e outros, enquanto estou a descansar alguns dias. Tirei algumas notas a fim de lhe dar a oportunidade de actuar com rapidez e eficiência porque necessita de dispor do seu parco tempo em casa para ler, conviver com a filha e tentar «educá-la» o melhor que puder.&lt;br /&gt;Vou dar a indicação das páginas do livro que menciono.&lt;br /&gt;Veja as perguntas que fez o psicólogo e os conselhos que a senhora deu a um pai em condições parecidas com as suas (61-63): o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;reforço do comportamento incompatível&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é muito importante até sem qualquer outra psicoterapia.&lt;br /&gt;Veja pelo menos nas páginas 25 e 49 como se faz o registo dos acontecimentos para se tentar estabelecer um nexo de causalidade a fim de se «promover» uma psicoterapia adequada.&lt;br /&gt;Além disso, veja nas páginas 46 a 54 as recomendações feitas e os procedimentos utilizados por toda a família com o filho do Gelásio para a «mudança» do seu comportamento de molhar a cama.&lt;br /&gt;O exemplo do António dado nas páginas 39 a 41 serve como um modelo que também pode ser seguido por qualquer pessoa.&lt;br /&gt;Repare que o &lt;strong&gt;registo&lt;/strong&gt; pormenorizado e temporalizado dos acontecimentos é muito importante para este tipo de terapia.&lt;br /&gt;Se ler todo o livro com atenção, com realce para as páginas indicadas, vai verificar que muito pode fazer para debelar a crise já que, para si, é difícil ir a consultas de psicologia, que seriam bastantes, para que o caso fosse devidamente seguido e resolvido.&lt;br /&gt;Posso dizer-lhe que os 5 volumes de &lt;strong&gt;COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO&lt;/strong&gt;, também da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Plátano&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, podem ser bastante úteis para compreender o porquê de toda a situação. O post &lt;strong&gt;INFORMAÇÃO&lt;/strong&gt; e as indicações dadas junto do meu perfil podem servir para esclarecimentos necessários à obtenção da bibliografia indicada.&lt;br /&gt;Espero que lhe tenha dado a resposta com indicações para a solução possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-6449288555884421632?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/6449288555884421632/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=6449288555884421632' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6449288555884421632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6449288555884421632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/08/enurese.html' title='ENURESE'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SLnByI484zI/AAAAAAAAABs/LlR-RNoPIDI/s72-c/molhar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-1697838515629232655</id><published>2008-08-26T19:54:00.005+01:00</published><updated>2008-09-04T00:33:47.797+01:00</updated><title type='text'>MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SLR-RDzChLI/AAAAAAAAABk/o0ajnxb241I/s1600-h/Teoria.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238951098080986290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SLR-RDzChLI/AAAAAAAAABk/o0ajnxb241I/s400/Teoria.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;“Há dias, entrei no El Corte Inglés e vi o seu novo livro sobre SAÚDE MENTAL sem psicopatologia. Comprei-o imediatamente porque na Plátano não existia nem me tinham falado dele, embora a mesma senhora que sempre me atendeu tivesse sido muito simpática e prestável.&lt;br /&gt;Depois de chegar a casa, o meu espanto foi não encontrar o livro na sala onde estava a lê-lo e descobri-lo no quarto do meu filho.&lt;br /&gt;Oxalá que sirva para ele aprender alguma coisa sobre a vida. Sinto-o mais brando e falador. Não sei se estou a conseguir utilizar com ele a tal técnica de «desviar a atenção».&lt;br /&gt;Espero que, desta vez tenha mais sorte do que tive depois da separação do marido.&lt;br /&gt;Já sabe que sou a amiga da Alice.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acabo de ler o seu comentário que copiei acima antes de lhe responder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando chegar a ler o meu novo livro intitulado &lt;strong&gt;EU NÃO SOU MALUCO!&lt;/strong&gt; que se refere ao Júlio, vai verificar de que modo foi ele o autor ou o «promotor» das «mudanças» que foram acontecendo na sua vida.&lt;br /&gt;Duma vida pacata, monótona e sem sabor que lhe desagradava imenso, passou a ter uma actividade de agrado, bem remunerada e com prestígio ajudando até os pais e os irmãos a conseguirem um nível de vida muito superior ao que teriam se o Júlio não tivesse «deitado mãos à obra» e recomeçasse a estudar.&lt;br /&gt;Tudo isto aconteceu porque o Júlio se sentiu, sem razão, rejeitado e quase desprezado pelos pais quando, em criança, esteve a estudar em Lisboa por não haver possibilidade de prosseguir estudos na sua remota aldeia. Por isso, ficou «doente», entrou em depressão e foi medicado.&lt;br /&gt;Contudo, conseguiu a mudança e o reequilíbrio necessários com a ajuda da psicologia e da psicoterapia. Compreendeu os seus infundados sentimentos de inferioridade e abandono e transformou tudo isso em incentivo para uma vida melhor e muito diferente.&lt;br /&gt;Para tanto, teve de «fazer uma viagem» pelo interior de si próprio explorando cada faceta da sua existência.&lt;br /&gt;É por este motivo que insisto muito na modificação do comportamento que vai acontecendo sempre, com ou sem intenção e, às vezes, sem darmos por isso. Por este motivo, volto a insistir que é muito importante raciocinarmos e analisarmos a nossa existência e tentarmos conduzi-la, tanto quanto possível, ao nosso gosto.&lt;br /&gt;Se ler os meus livros sobre as psicoterapias vai verificar que os seus protagonistas muito fizeram para sair da situação desequilibrada na qual se encontravam. O relaxamento e a imaginação orientada ajudam imenso. Existe muita coisa na qual podemos exercer influencia embora também possamos ser influenciados sem darmos por isso. Mesmo assim, podemos contrariar os acontecimentos se estivermos atentos e tentarmos utilizar as leis do comportamento fazendo uma previsão, tanto quanto possível, credível como aquela que fazem, os jogadores de «snooker».&lt;br /&gt;Sabe jogá-lo? Se não, pelo menos vá ver jogar e há-de reparar que muitas bolas entram no saco quando menos esperamos e batem inesperadamente noutras. Porém, para o jogador, não é uma surpresa; é uma previsibilidade. É para isso que ele joga, podendo parecer ao «desconhecedor» que ele está a jogar mal.&lt;br /&gt;No seu caso, pense no seguinte:&lt;br /&gt;Se não tivesse os livros em casa o seu filho iria lê-los?&lt;br /&gt;Depois da senhora começar a ler os livros, o filho não teria notado alguma mudança no seu comportamento?&lt;br /&gt;Se não tivesse falado com a Alice teria pensado em procurar ajuda como o fez agora?&lt;br /&gt;Se o seu marido não se tivesse afastado ostensivamente saberia se ele levava uma vida dupla?&lt;br /&gt;O vosso casamento foi sempre «bom» ou foi aparentemente bom?&lt;br /&gt;Pense em tudo isto, analise, raciocine, veja os pontos fracos e descubra os mais fortes e prepare um «plano de acção» talvez até com a ajuda do filho já que ele agora se mostrou interessado pela psicologia e psicoterapia. Se conseguiu que o&lt;br /&gt;seu filho «ficasse» mais falador pode ser que esteja a utilizar a tal técnica do reforço do comportamento incompatível. Aproveite «pensadamente» todas as boas oportunidades mas não seja precipitada.&lt;br /&gt;Desejo-lhe calma e, especialmente, boa sorte. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-1697838515629232655?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/1697838515629232655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=1697838515629232655' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/1697838515629232655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/1697838515629232655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/08/modificao-do-comportamento.html' title='MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SLR-RDzChLI/AAAAAAAAABk/o0ajnxb241I/s72-c/Teoria.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-6437774578369162015</id><published>2008-08-20T23:50:00.007+01:00</published><updated>2009-11-12T00:46:15.939Z</updated><title type='text'>REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8eStyatZI/AAAAAAAAACU/AXnQ5bsghd8/s1600-h/t%C3%A9cnicas.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241941798160086418" src="http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8eStyatZI/AAAAAAAAACU/AXnQ5bsghd8/s320/t%C3%A9cnicas.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"Parece que o meu filho também se interessou pelos livros que estou a ler porque os encontrei fora do lugar onde os tinha colocado.&lt;br /&gt;Não percebi muito bem aquilo que fez com a senhora de 55 anos em quem foi diagnosticado um cancro maligno e fatal.&lt;br /&gt;A Alice incentivou-me a voltar a entrar em contacto consigo porque se lembra vagamente de o ter ouvido falar num caso semelhante nas aulas.&lt;br /&gt;Pode-me dar mais algumas informações sobre isso?&lt;br /&gt;Agradeço todo o apoio que me possa dar porque parece que está a dar algum resultado. Terei sorte?&lt;br /&gt;Sou a amiga da Alice."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Para a amiga da Alice:&lt;br /&gt;Vi o seu comentário quando estava a preparar-me para enviar mensagem anterior mas apresso-me a dar as indicações que me pede.&lt;br /&gt;Com a senhora de que falei no post sobre SIDA usei a técnica do reforço do comportamento incompatível descrita em COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO 3, Técnicas e exemplificada em outros livros.&lt;br /&gt;Esta técnica, em termos simplistas, consiste em desviar a atenção da pessoa para coisas diferentes da qual não desejamos falar ou evidenciar.&lt;br /&gt;No caso dela, a sua doença preocupava-a muitíssimo e era nisso que todos falavam dando-lhe conselhos para ficar mais calma, distrair-se, sair com os amigos, etc. e até a pensar noutra coisa. Se bem lhe diziam isto, pouco faziam para que ela conseguisse distrair-se porque continuavam a dar conselhos e a «inventar» consolações para o seu mal.&lt;br /&gt;Quando na consulta de psicologia o marido disse que ela era uma pessoa muito alegre e dada às festas, notei que ela se tinha entusiasmado. Aproveitei a oportunidade para continuar a consulta sem o marido e verificar se ela falava, com o mesmo entusiasmo, daquilo a que o marido se tinha referido.&lt;br /&gt;Quando verifiquei que ela se entusiasmava com as recordações aproveitei a oportunidade para a estimular a pormenorizar as mesmas e a continuar assim durante muito tempo.&lt;br /&gt;Ajudei-a a entrar em relaxamento e a recordar com o máximo pormenor diversas passagens felizes da sua vida. Incitei-a a ficar entusiasmada com isso e a continuar a lembrar-se disso durante o sono ou nos sonhos.&lt;br /&gt;Na consulta do dia seguinte, o marido notou o seu entusiasmo e boa disposição no final da sessão psicoterapêutica. Na terceira sessão, quando o marido quis saber o que se passara na sessão anterior, «expliquei-lhe» a técnica e o porquê de a utilizar. Por isso, ele também começou a utiliza-la, em casa, com a mulher induzindo os amigos a fazerem o mesmo.&lt;br /&gt;Ninguém falava em «desgraças», «doenças» ou «consolações». Todos se recordavam dos bons momentos que tinham passado e quase rivalizavam uns com os outros para contar as suas «façanhas».&lt;br /&gt;Passados cerca de quatro meses, quando a senhora deixou de comparecer à psicoterapia, o marido veio agradecer o apoio dizendo: “Foi-se subitamente mas pelo menos foi bem disposta.”&lt;br /&gt;Esperava descrever este caso num livro que estou a preparar mas vou-me antecipar a seu pedido. Até pode ser que o inclua, mas garanto que é uma das melhores técnicas a ser utilizadas sem «efeitos secundários» que, se houver, só podem ser benéficos. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=TzRWUJlWt8g"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=TzRWUJlWt8g&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-6437774578369162015?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/6437774578369162015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=6437774578369162015' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6437774578369162015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6437774578369162015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/08/reforo-do-comportamento-incopmpatvel.html' title='REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8eStyatZI/AAAAAAAAACU/AXnQ5bsghd8/s72-c/t%C3%A9cnicas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-4734522119332248018</id><published>2008-08-20T23:30:00.003+01:00</published><updated>2011-12-07T23:14:40.976Z</updated><title type='text'>DIFICULDADES NO COMPORTAMENTO **</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SKydPqKY_cI/AAAAAAAAABM/hKX_OjSMdjI/s1600-h/sucessoescolar.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236733359066512834" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SKydPqKY_cI/AAAAAAAAABM/hKX_OjSMdjI/s320/sucessoescolar.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt; "&lt;em&gt;Estou divorciado há cerca de dois anos e tenho um filho com 10 anos que está a viver comigo desde que foi concretizado o divórcio. No entanto, ele visita a mãe um dia por semana e tem tido um comportamento mais ou menos equilibrado, não parecendo ter sido muito afectado pela nossa separação. Contudo, ultimamente, ao longo deste ano lectivo, a professora tem vindo a alertar-me pela falta de atenção e desinteresse que ele tem demonstrado e que o está a prejudicar no seu aproveitamento escolar. Também em casa, comigo, está pouco comunicativo, já não fala em jogar ou brincar e parece triste e desinteressado.&lt;br /&gt;Estou muito preocupado e não sei o que lhe dizer nem o que fazer.&lt;br /&gt;Depois de conversar com algumas pessoas amigas que me falaram no seu blogue, resolvi expor-lhe o meu problema e espero que me possa ajudar e resolvê-lo.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recebi a sua longa carta mas transcrevo apenas o essencial para a minha resposta.&lt;br /&gt;Seria muito importante que o seu filho fosse visto por um psicólogo e talvez até que lhe fossem feitos alguns exames. Bom seria também conseguir compreender qual o comportamento dele com a mãe desde a separação parental e se existe qualquer outra pessoa que interfira junto de qualquer dos dois elementos do antigo casal. Porém, se isso não é viável, posso recomendar que leia pelo menos o caso do BOSCO, descrito no SUCESSO ESCOLAR já que não posso aconselhar a leitura do caso da filha do Antunes porque ainda não foi publicado. Além disso, os livros sobre modificação do comportamento, também da Plátano, podem ser úteis. O caso desse rapaz pode ser semelhante ao do seu filho. Com esta leitura e de outras complementares, como por exemplo, a história da Joana contada em 4 livros a começar por COMO COMPREENDER AS CRIANÇAS, pode conseguir uma compreensão melhor da situação já que os pais dela estavam para se separar e passaram a «re-unir-se».&lt;br /&gt;Porém, toda a actuação tem de ser sua e só uma avaliação cuidada da situação pode dar mais consistência a toda a estratégia que tem de ser concertada e reformulada se a sua acção imediata não produzir o efeito desejado. Lembre-se que os resultados são lentos e é necessário saber esperar e conseguir «medir» os pequenos resultados ou avanços conseguidos, persistindo com firmeza quando se chega a verificar o mais pequeno «avanço». É necessário saber esperar e alterar a estratégia logo que as circunstâncias assim o exigirem.&lt;br /&gt;Espero que tenha boa sorte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-4734522119332248018?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/4734522119332248018/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=4734522119332248018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/4734522119332248018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/4734522119332248018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/08/dificuldades-no-comportamento.html' title='DIFICULDADES NO COMPORTAMENTO **'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SKydPqKY_cI/AAAAAAAAABM/hKX_OjSMdjI/s72-c/sucessoescolar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-7743144149868763355</id><published>2008-08-10T23:09:00.004+01:00</published><updated>2008-09-04T00:29:27.909+01:00</updated><title type='text'>CASAMENTOS, UNIÕES E HOMOSSEXUALIDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8dtQ4k_LI/AAAAAAAAACM/Uq0dZcGIn80/s1600-h/psicoterapia2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241941154746137778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8dtQ4k_LI/AAAAAAAAACM/Uq0dZcGIn80/s320/psicoterapia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SJ9p7spRyTI/AAAAAAAAABE/Z_ZT68-BaoU/s1600-h/psicoterapia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"Fiquei revoltado com os conselhos que deu ao rapaz porque são retrógrados e desagradáveis (comentáro ao &lt;/em&gt;post DIVÓRCIO OU SEPARAÇÃO?).&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De certeza que não admite o divórcio e muito menos os casamentos entre homossexuais.&lt;br /&gt;Que espécie de psicólogo é você, tanto mais que dá aulas no Ensino Superior?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Exmº Senhor «revoltado» (já que não me apresenta outra identificação).&lt;br /&gt;Aceito a sua crítica mas não concordo com ela. Desculpe a demora mas agora já estou em condições de responder.&lt;br /&gt;Primeiro que tudo, não dei conselhos ao rapaz só por minha iniciativa. Respondi ao seu apelo para lhe tentar «aliviar» a perturbação e desânimo em que dizia estar.&lt;br /&gt;Quanto aos meus «conselhos» serem desagradáveis para si, posso concordar, mas eu escrevi essencialmente para o rapaz de quem me interessa a opinião, em primeiro lugar. Pode ser que a mesma seja dada dentro de algum tempo depois de ele experimentar aquilo que lhe foi proposto.&lt;br /&gt;Não posso aceitar que eu tenha um feitio retrógrado porque falo em casamento e não em união. Até faço uma distinção quanto à conjugação de interesses dos quais muito ouvimos falar na nossa sociedade.&lt;br /&gt;Se observar o mundo dos seres viventes, até os pretensos casamentos têm determinadas normas e duração. As «crias» não são abandonadas ao «Deus dará» como acontece com muitos humanos, nem são utilizadas como moeda de troca, ostentação, afirmação de poder, chantagem, etc. como se nota em vários processos litigiosos que se arrastam pelos nossos tribunais.&lt;br /&gt;Não sou contra as uniões e, para mim, algumas situam-se muito mais no espírito do verdadeiro casamento (com ou sem padre, registos, copos de água, ostentações, padrinhos, etc.) do que muitos dos casamentos, com todos os «requintes» a que as pessoas mais avezadas se habituaram. Contudo, às uniões, dou uma maior latitude do que ao casamento porque, desde a origem, não exigem um grau de ponderação exigível no casamento.&lt;br /&gt;Se me fala em homossexuais, posso dizer-lhe que convivi com um, no mesmo quarto, durante quase um ano, sem quaisquer «danos». Cada um tinha os seus gostos que não os tentava impingir ao outro. Os meus continuam a ser diferentes, embora não veja razão para não haver uniões entre homossexuais que, pela própria lei da natureza não se podem considerar (pelo menos eu não considero, sem qualquer desprimor ou juízo de valor) casamentos, os quais têm de ser entre indivíduos de sexo diferente.&lt;br /&gt;Todos os que se queiram «unir» e viver em conjunto a sua vida, segundo o meu ponto de vista, deviam ter o direito de fazê-lo, com ou sem contrato escrito ou verbal, a termo ou a prazo, com ou sem cláusulas especiais, pontuais ou permanentes.&lt;br /&gt;Mas, não chamem a isso casamento!&lt;br /&gt;O mesmo faço eu quando tenho de utilizar uma chávena a fazer de copo ou uma gamela como se fosse um prato. A utilização diversa não tem qualquer importância mas a designação diferente é incorrecta.&lt;br /&gt;Por acaso, o senhor vive satisfeito consigo próprio?&lt;br /&gt;Não tem qualquer «problemazito» por resolver?&lt;br /&gt;Apesar de não concordar com o comentário fico agradecido por o ter feito.&lt;br /&gt;Sempre ajuda a aprofundar e a reajustar cada vez mais as ideias que temos. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-7743144149868763355?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/7743144149868763355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=7743144149868763355' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/7743144149868763355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/7743144149868763355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/08/casamentos-unies-e-homossexualidade.html' title='CASAMENTOS, UNIÕES E HOMOSSEXUALIDADE'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8dtQ4k_LI/AAAAAAAAACM/Uq0dZcGIn80/s72-c/psicoterapia2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-6956420344176582156</id><published>2008-08-10T22:25:00.003+01:00</published><updated>2008-09-04T00:27:35.902+01:00</updated><title type='text'>PROBLEMAS DA SIDA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SJ9f6xNntNI/AAAAAAAAAAs/2sHCahbE6mU/s1600-h/previs%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233006755275322578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SJ9f6xNntNI/AAAAAAAAAAs/2sHCahbE6mU/s320/previs%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;"Eu queria ajudar o meu filho a ter uma vida menos conturbada com a SIDA.&lt;br /&gt;A Alice, que foi sua aluna, deu-me o endereço. Como há alguns anos o meu marido se envolveu com outra mulher e abandonou o lar, eu tive de trabalhar arduamente para sustentar a família. Então o nosso único filho parece que se ressentiu disso e meteu-se na droga. Pelo menos foi esta a justificação que me deu para abandonar os estudos aos 21 anos, quando frequentava um curso de artes fotográficas. Não sei em que companhias andou porque, quando o pai se afastou sem dar qualquer notícia de si, as minhas preocupações aumentaram e talvez não tivesse dado ao meu filho a atenção e cuidados de que necessitava. Agora, a minha preocupação é tentar «salvar os cacos». Haverá alguma coisa que eu possa fazer para ajudar o meu filho a sair da triste situação em que se encontra? Pergunto isto porque me aconselharam a recorrer a este blog dando-me o seu e-mail. Será que ainda posso fazer alguma coisa por ele? Segundo o meu raciocínio, parece-me que não, mas a esperança é a última a morrer. "&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recebi o seu «pedido de socorro» há dias. Como era difícil responder tentando dar alguma solução favorável, fiquei à espera de conseguir ter qualquer ideia que pudesse ajudar a «aliviar a situação».&lt;br /&gt;O vício da droga, como qualquer outro, para tentar aliviar uma situação desagradável com um comportamento inadequado (pode ser álcool, jogo, sexo, radicalismos, etc.), enraíza-se com facilidade porque é aprendido com a satisfação de reduzir a situação desconfortável em que a pessoa se encontra.&lt;br /&gt;É a consequência do reforço secundário negativo que geralmente é aleatório e, por isso, ocasiona no indivíduo uma aprendizagem muito forte. Talvez a mais forte de todas. A única forma de contrabalançar a situação é conseguir que um comportamento completamente diferente desse, que é alienante, provoque uma satisfação semelhante ou ainda maior. No caso do seu filho, seria necessário que ele conseguisse, com o oposto do consumo da droga, obter a satisfação desejada.&lt;br /&gt;Além disso, ele está com SIDA e isso é um compromisso orgânico que não é resolúvel em Psicologia. Nestas condições, apenas para aliviar a situação e deixar a senhora menos angustiada do que já deve estar com os seus problemas conjugais, depois duma desintoxicação efectiva, a adesão do seu filho a uma ordem religiosa ou situação similar, onde possa estar longe das drogas e das restantes companhias, é uma solução razoável.&lt;br /&gt;Para isso, ele tem de ser algum tanto religioso ou crente e aderir ao programa voluntariamente. Caso contrário, o melhor é a senhora pensar em qualquer coisa que não seja a família e tentar criar novos interesses tentando passar o resto da vida com menor angústia do que até agora.&lt;br /&gt;Se não puder «salvar» ninguém pelo menos salve-se a si própria.&lt;br /&gt;Neste caso, o mais importante é conseguir utilizar o reforço do comportamento incompatível com qualquer dos dois: mãe e filho. Foi a única técnica que consegui utilizar com uma senhora «muito viva» em quem, aos 55 anos, foi detectado um cancro maligno, com expectativa de menos de 6 meses de vida.&lt;br /&gt;Se não der resultado, o mais provável é os dois terem de se submeter a sessões de psicoterapia quase infindáveis e com poucos benefícios.&lt;br /&gt;Os livros PARA QUE SERVE A PSICOLOGIA? e teoria, técnicas e previsão de COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO, da Plátano, podem confirmar esta minha resposta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-6956420344176582156?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/6956420344176582156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=6956420344176582156' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6956420344176582156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6956420344176582156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/08/problemas-da-sida.html' title='PROBLEMAS DA SIDA'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SJ9f6xNntNI/AAAAAAAAAAs/2sHCahbE6mU/s72-c/previs%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-7481144789214023205</id><published>2008-08-07T22:35:00.010+01:00</published><updated>2008-09-04T00:25:24.938+01:00</updated><title type='text'>AGRADECIMENTOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8cxnt7-aI/AAAAAAAAACE/ru9nvNTMYC4/s1600-h/pqsp2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241940130083371426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8cxnt7-aI/AAAAAAAAACE/ru9nvNTMYC4/s320/pqsp2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "&lt;em&gt;Gostei de ler o seu post sobre DIVÓRCIO OU SEPARAÇÃO.&lt;br /&gt;Um caso muito semelhante ocorreu comigo antes de lhe ter enviado a carta, incentivado por um dos seus alunos.&lt;br /&gt;Pouco antes, estive para me separar, mas as coisas foram-se «recompondo» até eu ler&lt;/em&gt; COMO EDUCAR AS CRIANÇAS, ADOLESCÊNCIA: Idade crítica?&lt;em&gt; e &lt;/em&gt;PREPARAÇÃO PARA A MATERNIDADE,&lt;em&gt; não tendo conseguido encontrar&lt;/em&gt; COMO COMPREENDER AS CRIANÇAS.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As coisas começaram a «desanuviar» mais ainda há uns tempos quando eu tentei um contacto com esses seus alunos de Gestão de Recursos Humanos que me disseram estar a aprender alguma coisa sobre modificação do comportamento.&lt;br /&gt;Agora, depois de ler nos seus livros a história da Joana, estou muito mais satisfeito e o meu filho também.&lt;br /&gt;Vamos «todos» gozar umas bem merecidas férias «cá dentro» relacionadas, em grande parte, com as preocupações e os mal-entendidos anteriores.&lt;br /&gt;Agradeço a sua disponibilidade e ajuda que espero que não esmoreça.&lt;br /&gt;Obrigado por tudo,&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Franklin dos Anjos, &lt;em&gt;Faro.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi o seu mail e agradeço a sua simpatia mas fico especialmente satisfeito por termos conseguido tirar algum proveito de toda a situação.&lt;br /&gt;Agradeço também a ideia que o senhor e a professora do 3º ciclo me deram quanto à inclusão de capas dos livros nos meus posts de resposta.&lt;br /&gt;Como não fui capaz de as incluir no blog anterior, houve quem me ajudasse a criar um novo &lt;em&gt;blog &lt;/em&gt;intitulado à mesma PSICOLOGIA PARA TODOS e com o endereço &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;psicologiaparaque.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, onde já consegui inserir capas de dois livros e talvez até seja capaz de inserir mais uma agora.&lt;br /&gt;Como vê, também vou aprendendo, e fico a saber que a «Joana» tem de ser reformulada em livro único, separando a sua história da modificação do comportamento da restante parte dedicada ao desenvolvimento humano.&lt;br /&gt;Além disso, também estou a pensar em alterar os 5 volumes sobre COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO para livro único, tal como estava antigamente no PSICOLOGIA NO DIA-A-DIA que foi adulterado para O USO SOCIAL DA PSICOLOGIA pelos «especialistas» da editora que também deturparam a sequência interna original desse livro.&lt;br /&gt;Como estou agora ligado a uma editora, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Calçada das Letras&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, poderei assumir a responsabilidade dessa orientação.&lt;br /&gt;Resumindo estas minhas divagações, tenho de agradecer a todos os que me apoiaram e ajudaram com os seus comentários e avisar que, a partir de agora, vou manter o&lt;em&gt; &lt;/em&gt;mesmo &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; com o novo endereço &lt;strong&gt;psicologiaparaque.blosgspot.com&lt;/strong&gt;, com as melhorias que possa introduzir ao longo do tempo e da prática que for adquirindo aos poucos.&lt;br /&gt;Para melhor contacto quanto aos livros, consultas e demais informações as referências úteis também podem ser obtidas sempre neste &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, no &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; com o título INFORMAÇÃO e no meu perfil ou acerca de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-7481144789214023205?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/7481144789214023205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=7481144789214023205' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/7481144789214023205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/7481144789214023205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/08/agradecimentos.html' title='AGRADECIMENTOS'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8cxnt7-aI/AAAAAAAAACE/ru9nvNTMYC4/s72-c/pqsp2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-6343575140442900336</id><published>2008-08-07T18:10:00.005+01:00</published><updated>2008-09-04T00:15:25.600+01:00</updated><title type='text'>DIVÓRCIO OU SEPARAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8acSzu3iI/AAAAAAAAAB8/ifWTFyGk5cA/s1600-h/sucvida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241937564670025250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8acSzu3iI/AAAAAAAAAB8/ifWTFyGk5cA/s320/sucvida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;"Na esperança de que me possa ajudar a ultrapassar o desânimo e a tristeza que actualmente sinto, vou muito rapidamente expor a razão deste meu desalento. Depois de 20 anos de uma vida cheia de segurança e de um agradável convívio na companhia de meus pais de quem recebi sempre o maior carinho e compreensão, aconteceu o que eu nunca sonhei que pudesse vir a acontecer:Os meus pais separaram-se!Actualmente estou na companhia de minha mãe que muito me estima, compreende e tudo faz para que eu me sinta bem, mas… não é a mesma coisa. É tudo muito diferente.Eu sinto-me dividido e incapaz de lidar com esta situação. Adoro a minha mãe, mas preciso também da companhia, força e segurança de meu pai. É necessário e indispensável que ambos estejam juntos para que eu me sinta vivo e completo porque&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt; eu sou uma parte de cada um deles.Nada me fazia prever que surgisse esta situação. Gostava de poder fazer qualquer coisa que levasse novamente a juntar os meus pais.Responda-me o mais rapidamente possível. Por favor, ajude-me a ultrapassar esta situação."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Meu caro amigo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Julgo que é assim que o posso chamar porque, há cinco dias, me escreveu uma longa carta a pedir ajuda, além de que a sua «missiva» me deixou todo este tempo a tentar «engendrar» a difícil e complicada resposta que deveria dar.Antes de tudo, temos de compreender que o casamento é uma proposta de bom entendimento, mútua ajuda, conjugação de interesses e objectivos, sinceridade de comportamentos e de «abertura completa» entre duas pessoas de sexos diferentes. Não pode ser só um contrato de procriação, erotismo, interesses materiais, de ostentação social ou de qualquer outro tipo que facilmente se possa «desmaterializar» quando os objectivos iniciais forem desaparecendo.Será que no caso dos seus pais os tempos anteriores foram «bons»? Não haverá algum exagero ou incorrecção nessa sua avaliação? Não se notava a tendência para a separação nos momentos anteriores? Não haverá qualquer outro interesse da parte de «mais alguém»?Como o meu amigo já tem pelo menos 20 anos de idade, a sua vida pode começar a ter outras variantes afastado deles. Como será depois? Consigo e com eles? Se eles se «re-juntarem» não será só por sua causa? Irão separar-se depois ou voltar a continuar «desconfortavelmente» um com o outro? É um assunto em que tem de pensar antes de tudo.Se quiser pensar em os tentar juntar de novo, sem pensar em si e nos seus problemas, tem de verificar a razão da sua separação. Entretanto, se conseguir fazer realçar os pontos afins e comuns que os «juntaram», é muito provável que a «re-união» se processe automaticamente sem mais nada. Veja o «caso» da Joana nos quatro livros da Plátano:&lt;br /&gt;Como Compreender as Crianças – estratégias de educação&lt;br /&gt;Adolescência: idade crítica?&lt;br /&gt;Preparação para a Maternidade&lt;br /&gt;Como Educar as Crianças – modos de actuaçãoque também estão condimentados com diversos factos de inúmeras consultas e noções sobre o desenvolvimento humano.Veja que quando eles «descobriram» aquilo que os separava verificaram que os pontos em comum eram muito mais importantes e coincidentes. Queriam chegar ao mesmo objectivo por caminhos diversos, provavelmente, devido à educação de cada um deles que, deveria ter sido bastante diferente.Contudo, o mais importante é as pessoas pensarem racionalmente e não emocionalmente e utilizar, sempre que possível, as leis do comportamento humano. São fáceis de conhecer e estão disponíveis para todos; até as crianças as podem utilizar se forem bem treinadas para isso.Veja o exemplo da Joana em quem estas regras foram aplicadas, para ela própria as poder utilizar com o seu irmão mais novo.Aproveite também as férias para aprender a praticar aquilo que a Cristina também fez: relaxamento. Vai descobrir isso no livro SUCESSO NA VIDA! Por Que Não? Os livros sobre a Modificação do Comportamento, também da Plátano, podem ser muito úteis porque além da teoria, mostram o modo da sua utilização em casos concretos e ajudam a fazer uma previsão de futuros comportamentos.Estou a preparar um novo livro, EU TAMBÉM CONSEGUI! que será brevemente publicado perla Calçada das Letras, sobre as vicissitudes pelas quais passou uma «paciente» que, numa idade mais avançada do que a sua, viveu tempos bastante conturbados por causa de problemas semelhantes e não só! E ultrapassou-os com sucesso e vantagem.Desejo que a partir desta intensa leitura -- uma opção de boas férias -- as coisas corram pelo melhor para todos. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-6343575140442900336?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/6343575140442900336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=6343575140442900336' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6343575140442900336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6343575140442900336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/08/divrcio-ou-separao.html' title='DIVÓRCIO OU SEPARAÇÃO'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SL8acSzu3iI/AAAAAAAAAB8/ifWTFyGk5cA/s72-c/sucvida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5906803960266349483.post-6552523805316778099</id><published>2008-08-07T17:22:00.006+01:00</published><updated>2009-02-12T16:52:59.438Z</updated><title type='text'>INFORMAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SJs0RTL6Y2I/AAAAAAAAAAU/L9H7euGcR-I/s1600-h/67059.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231832863933621090" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SJs0RTL6Y2I/AAAAAAAAAAU/L9H7euGcR-I/s200/67059.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Depois de tomar conhecimento do &lt;/em&gt;blog &lt;em&gt;através dos seus alunos, de quem procurei saber como motivaria o meu filho a estudar, consultei o último sobre «Necessidade de Informações», bem como o anterior sobre «Desorientação» e procurei em algumas livrarias os livros mencionados nas respostas. No entanto, foi muito difícil encontrá-los «em exposição» ou com a «divulgação» necessária. Tive de me dirigir ao balcão e pedir que verificassem se tinham ou não esses livros à venda. Em três livrarias de Portimão, Lagos e Faro, não consegui encontrá-los. Disseram-me que iam pedi-los às editoras mas, passada uma semana ainda não os tinham.&lt;br /&gt;Resolvi então adquiri-los através da &lt;/em&gt;INTERNET &lt;em&gt;e penso que vou fazer o mesmo com todos os outros que necessitar.&lt;br /&gt;Talvez fosse conveniente dar o máximo de informação geral possível numa só página à qual as pessoas possam aceder sem ter de aumentar a extensão de cada resposta neste &lt;/em&gt;blog&lt;em&gt;.&lt;br /&gt;Por fim, cá vai uma pergunta que muito me preocupa:&lt;br /&gt;Como será possível ajudar o meu filho de 13 anos que não se interessa nada pelos estudos que está a prosseguir?&lt;br /&gt;Aguardo ansiosamente a sua resposta.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Franklin dos Anjos&lt;em&gt;. Faro." &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Caro senhor &lt;em&gt;Franklin dos Anjos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Agradeço, em primeiro lugar, a opinião que me deu quanto à divulgação e exposição dos livros além da «dica» de página única para todas as informações necessárias.Desde já o informo, também, que penso melhorar a apresentação e a divulgação dos futuros livros, o que já começou, timidamente, com a SAÚDE MENTAL sem psicopatologia.Quanto à sua pergunta, tenho de lhe dizer que vale a pena saber alguma coisa sobre a motivação para o sucesso (ver O HOMEM EM SOCIEDADE) e compreender que o sucesso só se «ganha honestamente» com bastante trabalho. Para isso, pode consultar o livro COMO EDUCAR AS CRIANÇAS para descobrir que até uma criança consegue modificar o comportamento da outra e que a aprendizagem para ultrapassar «engenhosamente» as dificuldades e as frustrações é importante. Consulte outros livros sobre psicologia social e psicopedagogia. Existe essa informação na bibliografia citada no fim de cada livro.Tenho entre mãos um novo livro EU NÃO SOU MALUCO em que descrevo o modo como o Júlio passou quase de «doente mental» a um homem de sucesso. Persistiu, foi aproveitando as oportunidades da melhor maneira possível e conseguiu atingir uma posição que não esperava mas que foi desejando aos poucos, à medida que foi ficando bem sucedido na vida.O Júlio, na época em que eu ainda não tinha publicado qualquer livro sobre modificação do comportamento, leu os apontamentos policopiados preparados para os alunos de enfermagem. Agora, a Plátano publicou os 5 volumes de COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO. Espero que estas informações lhe sejam úteis. Contudo, disponha sempre deste &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; para dar a sua colaboração e ajudar e melhorá-lo como fez com o &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; que me enviou com as suas sugestões e pergunta.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Para melhor contacto quanto aos livros, consultas e demais informações vou dar as referências que me parecem ser úteis e que podem ser obtidas sempre neste &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, no post com o título &lt;strong&gt;INFORMAÇÃO: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;TEL-Fax 217 577 540 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;TEL-Fax 219 211 182&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;TEL 219 266 320&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;TEL 282 430 820 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;E-mails &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="mailto:noronha.mario@gmail.com"&gt;noronha.mario@gmail.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.platanoeditora.pt/"&gt;http://www.platanoeditora.pt/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.didacticaeditora.pt/"&gt;http://www.didacticaeditora.pt/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.webboom.pt/"&gt;http://www.webboom.pt/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.criticaliteraria.com/"&gt;http://www.criticaliteraria.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.livapolo.pt/"&gt;http://www.livapolo.pt/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.livrosnet.pt/"&gt;http://www.livrosnet.pt/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://escaparate.bookmarc.pt/"&gt;http://escaparate.bookmarc.pt/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.omundofazdeconta.pt/"&gt;http://www.omundofazdeconta.pt/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.mediabooks.pt/"&gt;http://www.mediabooks.pt/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.jardicentro.pt/"&gt;http://www.jardicentro.pt/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5906803960266349483-6552523805316778099?l=psicologiaparaque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/feeds/6552523805316778099/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5906803960266349483&amp;postID=6552523805316778099' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6552523805316778099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5906803960266349483/posts/default/6552523805316778099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaparaque.blogspot.com/2008/08/informao.html' title='INFORMAÇÃO'/><author><name>Mário De Noronha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05853417949896956392</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xMWls4ujL4U/SJs0RTL6Y2I/AAAAAAAAAAU/L9H7euGcR-I/s72-c/67059.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
